LIVRO : O investidor inteligente
AUTOR: Benjamin Graham.
QUANTIDADE DE PÁGINAS: 672.
A POLÍTICA GERAL DE INVESTIMENTOS: O INVESTIDOR
O autor nos traz as duas vantagens principais a favor das ações ordinárias. A primeira era que elas ofereciam um grau considerável de proteção contra a erosão da inflação. A segunda vantagem das ações ordinárias residia no rendimento médio mais alto para os investidores ao longo dos anos. Segundo Graham " Isso era produzido tanto pela taxa média de dividendos, que excedia o rendimento das obrigações boas, quanto pela tendência subjacente de aumento no valor de mercado ao longo dos anos, e como conseqüência do reinvestimento de lucros não distribuídos ".
O autor repete um dica que está em todo livro, não comprar ações com preço alto."Embora essas duas vantagens tenham sido de grande importância, e tenham no passado conferido às ações ordinárias um desempenho de longo prazo muito melhor do que as obrigações, alertamos consistentemente que esses benefícios poderiam ser perdidos pelo comprador de ações se ele pagasse um preço alto demais por suas ações"
Já aplicado as vantagens de se ter ações ordinárias ele explica as regras para formar sua carteira.
serem seguidas:
1. Deve haver uma diversificação adequada, porém não excessiva. Isso significa um mínimo de dez ações diferentes e um máximo de aproximadamente trinta;
2. Cada companhia escolhida deve ser grande, conceituada e conservadoramente financiada;
3. Cada companhia deve ter um histórico longo e ininterrupto de pagamentos de dividendos;
4. O investidor deve impor algum limite no preço que pagará por uma ação em relação a seus lucros médios nos, digamos, últimos sete anos. Sugerimos que esse limite seja estabelecido em 25 vezes tais lucros médios e não mais que vinte vezes os dos últimos 12 meses. No entanto, tal restrição eliminaria da carteira quase todas as companhias mais fortes e populares.
O autor, discorre sobre uma metodologia simples de investimentos . Método do custo médio.
A Bolsa de Valores de Nova York tem envidado esforços consideráveis para popularizar seu "plano de compra mensal", de acordo com o qual um investidor investe o mesmo montante em dólares todo mês na compra de uma ou mais ações ordinárias. Essa é uma aplicação de um tipo especial de "investimento automático", conhecido como custo médio em dólares. Durante a experiência predominantemente de alta desde 1949, os resultados de tal procedimento não poderiam deixar de ser altamente satisfatórios, sobretudo por evitar que o praticante concentrasse suas compras nos momentos errados.
Este método tem a vantagem de proteger o investidor da alta e baixa da bolsa e permite que na baixa se compre mais ações e na media os ganhos tem se mostrado muito maior que as possíveis perdas.
CAPÍTULO 6. A POLÍTICA DE INVESTIMENTOS PARA O INVESTIDOR EMPREENDEDOR:
UMA ABORDAGEM NEGATIVA.
Neste capítulo o argumento do autor, é o investidor empreendedor deveria começar da mesma forma que o investidor defensivo, ou seja, dividindo seus recursos entre as obrigações com grau de investimento e as ações ordinárias com grau de investimento compradas a preços razoáveis. Ele estará preparado para investir em outros tipos de papéis, mas em cada caso desejará obter uma justificativa bem fundamentada para tomar tal atitude. É difícil discutir esse tópico de maneira ordenada, porque não existe um padrão simples ou ideal para as operações ativas. O campo de escolha é amplo; a escolha deve depender não apenas da competência e da capacidade do indivíduo, mas, talvez em grau igual, também aos seus interesses e preferências.
Também é alertado sobre o investidor que compra e vende na bolsa :" A lição é clara: não faça nada, fique parado. É hora de todos reconhecerem que o termo "investidor de longo prazo" é redundante. Um investidor de longo prazo é o único tipo de investidor que existe. Alguém que não pode permanecer com ações por mais que poucos meses de cada vez está fadado a terminar não como um vencedor, mas como uma vítima.
As atividades essencialmente características do investidor empreendedor no terreno das ações ordinárias podem ser classificadas em quatro categorias:
1. comprar em mercados de baixa e vender em mercados de alta;
2. comprar, com cuidado, "growth stocks" selecionadas;
3. comprar ações subvalorizadas de diversos tipos;
4. comprar em "situações especiais". (A "situação especial" típica deriva do número crescente de aquisições de firmas pequenas por grandes e deve ser realizado pro profissionais do mercado).
Finalmente ele sentencia : o leitor pode perguntar, que as fortunas verdadeiramente grandes oriundas de ações ordinárias foram feitas por aqueles que assumiram compromissos substanciais nos anos iniciais com uma companhia em cujo futuro eles tinham grande confiança e que mantiveram suas ações originais tenazmente enquanto elas aumentaram em centenas ou até mais vezes seu valor? A resposta é "sim".
CAPÍTULO 7. A POLÍTICA DE INVESTIMENTOS PARA O INVESTIDOR EMPREENDEDOR:
O LADO POSITIVO
Mas o que é um investidor empreendedor ? Graham levanta esse assunto para lembrá-lo de que um investidor "empreendedor" não é aquele que corre mais riscos do que a média ou que compra ações de "crescimento agressivo"; Um investidor empreendedor é simplesmente aquele disposto a dedicar tempo e esforços extras na pesquisa de sua carteira. O investidor empreendedor, por definição, dedicará bastante atenção e esforço para obter um resultado acima da média de seus investimentos.
O autor explica sobre growth stocks. "Todo investidor gostaria de selecionar as ações de companhias que terão um desempenho acima da média no longo prazo. Uma growth stock pode ser definida como uma que teve tal desempenho no passado e da qual espera-se o mesmo no futuro." Portanto, parece lógico que o investidor inteligente se concentre na escolha de growth stocks".
As política de investimento é defendida como regra de ouro pelo autor. " A política de investimento, conforme desenvolvida aqui, depende em primeiro lugar de o investidor escolher o papel defensivo (passivo) ou o empreendedor (ativo). O investidor ativo deve ter um conhecimento considerável de quanto valem os valores mobiliários, suficiente, na verdade, para justificar encarar suas operações de investimento como equivalentes a um negócio empresarial. Não há espaço nessa filosofia para um meio-termo ou uma série de gradações entre o status passivo e ativo. Muitos, talvez a maioria, dos investidores procuram colocar-se em tal categoria intermediária; em nossa opinião, essa é uma atitude que provavelmente renderá mais decepção do que realização".
Finalizando o capítulo há o aviso : " A ANTECIPAÇÃO DO MERCADO NÃO É NADA. Em um mundo ideal, o investidor inteligente manteria ações apenas quando elas estivessem baratas e as venderia quando se tornassem supervalorizadas. Em seguida, buscaria proteção nos títulos e no dinheiro até que as ações novamente se tornassem baratas o suficiente para serem compradas". Contudo,quando as ações crescem mais rápido do que as companhias, os investidores acabam sempre se arrependendo.
Quanto mais sobe uma ação, mais provável parece que continue a subir. Porém, essa crença instintiva é cabalmente contradita por uma lei fundamental da física financeira: quanto maior o tamanho, mais lento o crescimento. Uma companhia de US$1 bilhão pode dobrar suas vendas com certa facilidade; mas onde uma companhia de US$50 bilhões pode encontrar outros US$50 bilhões em negócios?
CAPÍTULO 8. O INVESTIDOR E AS FLUTUAÇÕES DO MERCADO.
O mercado é volátil pode ter certeza disso. Graham adverte que na medida em que os recursos do investidor são aplicados em títulos com grau de investimento com vencimentos relativamente curtos, digamos, de sete anos ou menos, ele não será afetado significativamente pelas mudanças nos preços de mercado e não precisará levá-las em consideração. (Isso se aplica à sua carteira de obrigações de poupança americanas, que ele pode sempre reaver a um preço igual ou superior ao de custo.).
As obrigações de longo prazo podem sofrer oscilações de preço relativamente grandes até o vencimento, sendo quase certo que o valor de sua carteira de ações ordinárias oscilará ao longo de qualquer período de vários anos. O investidor deve tomar conhecimento dessas possibilidades e se preparar para elas, tanto financeira quanto psicologicamente.
Os cuidados com as flutuações de mercado como um guia para as decisões do investidor foi o tópico de discussão do autor. " Já que as ações ordinárias, mesmo aquelas com classificação de risco baixa,
estão sujeitas a oscilações grandes e recorrentes em seus preços, o investidor inteligente deveria estar interessado nas possibilidades de lucrar com essas oscilações pendulares. Há duas formas possíveis pelas quais ele pode tentar fazer isso:
Por pricing, queremos dizer o esforço para comprar ações quando elas estiverem cotadas abaixo de seu valor justo e vendê-las quando elas subirem acima de tal valor.
No final , não acompanhe a multidão e mantenha sua estratégia .Segundo Graham,não se espera que um investidor sério acredite que as oscilações do dia-a-dia, ou mesmo de mês a mês, do mercado acionário o farão rico ou pobre. Porém, qual o impacto das mudanças mais amplas e em períodos mais longos? Aqui, questões práticas se apresentam e problemas psicológicos podem gerar complicações. Uma subida substancial do mercado é, simultaneamente, uma razão legítima de satisfação e uma causa para preocupação, mas pode também trazer a tentação forte de cometer um ato imprudente. Suas ações subiram, bom! Você está mais rico do que era, bom! Mas será que o preço subiu demais e você deve pensar em vender? Ou você deve se flagelar por não ter comprado mais ações quando os preços estavam mais baixos? Ou, pior de tudo, você deveria agora se render à atmosfera do mercado de alta, se deixar infectar pelo entusiasmo, a superconfiança e a ganância do grande público (do qual, afinal de contas, você faz parte) e assumir compromissos maiores e mais perigosos? Apresentada assim, por escrito, a resposta à última pergunta é um evidente não, mas mesmo o investidor inteligente pode precisar de uma força de vontade considerável para evitar acompanhar a multidão.
O que fazer ...A medida que o mercado avança, ele vende ações de tempos em tempos, aplicando a receita em títulos; à medida que desce, ele inverte o procedimento. Essas atividades fornecerão alguma maneira de usar energias de outra forma muito represadas. Se ele for o tipo certo de investidor, tirará satisfação adicional da noção de que suas operações são exatamente opostas àquelas da multidão.
Só relembrando ..."A distinção mais realista entre o investidor e o especulador reside em sua atitude com relação aos movimentos do mercado acionário. O principal interesse do especulador está em antecipar as oscilações de mercado e lucrar com elas. O principal interesse do investidor é adquirir e manter papéis apropriados a preços apropriados. Os movimentos de mercado são importantes para ele em um sentido prático, uma vez que alternadamente criam patamares de preços baixos, nos quais a compra é uma atitude inteligente, e patamares de preços altos, nos quais ele certamente se absteria de comprar e provavelmente seria esperto se vendesse.
AUTOR: Benjamin Graham.
QUANTIDADE DE PÁGINAS: 672.
Este livro foi escrito a 1° edição em 1949, são 20 capítulos que o autor defende a diferença entre um especulador e um investidor e como ser um investidor inteligente.
Este resumo, foi realizado com base na sexta edição do livro de julho de 2007, e somente o fato de que Graham foi o mentor de verdadeiros ícones do mundo dos investimentos como Warren Buffett, Irving Kahn e Walter Schloss, já é mais que suficiente para tornar este livro uma leitura obrigatória.
OBJETIVO.
O objetivo deste resumo é fornecer, de uma forma apropriada , orientações para adoção e execução de uma política de investimentos baseada no livro . Focado, principalmente, nos princípios de investimento e nas atitudes dos investidores inteligentes, e claro, despertar para leitura do livro na íntegra.
CAPÍTULO 1.
Da página 30 até a página 60 do livro, é explicado o conceito de investidor inteligente verso o especulador. São exemplificados como o investidor inteligente deve agir. O autor diz "O que queremos dizer com o termo "investidor"? Ao longo de todo este livro, o termo será usado em oposição a "especulador". Uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são especulativas."
Graham, observa que o futuro dos preços dos valores mobiliários nunca é previsível. Se você não tem como prever o comportamento dos mercados, precisa aprender a prever e controlar o seu próprio.
O autor defende o que é chamado de "equação de Gordon", que, em essência, afirma que o retorno futuro do mercado acionário é a soma do rendimento de dividendos atual acrescido da taxa esperada de crescimento dos lucros.
Benjamin, defende que uma operação de investimento,são divididas em três elementos igualmente importantes:
• você deve analisar exaustivamente uma companhia e a saúde de seus negócios antes de comprar suas ações;
• você deve deliberadamente proteger-se contra prejuízos sérios;
• você deve aspirar a um desempenho "adequado", não extraordinário.
CAPÍTULO 2.
Neste capítulo o racional é sobre O INVESTIDOR E A INFLAÇÃO. A inflação e seu combate têm preocupado bastante as pessoas nos últimos anos. (nós Brasileiro temos temor da inflação, sobretudo os adultos das décadas de 80 e 90) . A redução do poder aquisitivo no passado e, sobretudo, o medo (ou a esperança dos especuladores) de uma queda ainda maior no futuro exercem uma forte influência sobre o pensamento dos investidores. É claro que aqueles que dependem de uma renda fixa sofrem à medida que o custo de vida aumenta. Os proprietários de ações, por outro lado, têm a possibilidade de que a perda do poder aquisitivo possa ser compensada por aumentos de dividendos e dos preços de suas ações.
Segundo Graham,precisamos lidar aqui com dois horizontes temporais distintos nos resultados dos investimentos. O primeiro cobre aquilo que provavelmente ocorrerá no futuro a longo prazo, digamos, nos próximos 25 anos. O segundo se aplica ao que provavelmente acontecerá com o investidor — financeira e psicologicamente — ao longo dos períodos curto ou intermediário, digamos, igual ou inferior a cinco anos. Sua estrutura mental, suas esperanças e seus temores, sua satisfação ou seu descontentamento com o que fez e, acima de tudo, as decisões do que fazer em seguida são todos determinados não por uma avaliação retrospectiva de uma vida de investimentos, mas, em vez disso, pela experiência ano após ano e nada disso tem haver com inflação.
Há uma razão por que é tão importante medir o sucesso nos investimentos não apenas pelo que você alcança, mas pelo quanto você retém após a inflação.
CAPÍTULO 3.
Mercado Acionário - A carteira de ações ordinárias do investidor representará um pequeno corte transversal naquela instituição imensa e formidável conhecida como mercado acionário. Por uma questão de prudência, ele deve ter uma idéia adequada da história do mercado acionário em termos, sobretudo, das principais oscilações em seu nível de preços e das diversas relações entre os preços das ações como um todo e seus lucros e dividendos. Com essas informações, ele pode se colocar em posição de julgar com coerência sobre a atratividade ou os perigos do mercado em diferentes momentos.
O autor explica que a "razão preço/lucro" de uma ação ou de um índice de mercado como o de quinhentas ações da S&P é uma ferramenta simples para medir a temperatura do mercado. Se, por exemplo, uma companhia gerou US$1 por ação de lucro líquido no último ano e suas ações são vendidas a US$8,93 cada, a razão preço/lucro seria 8,93; se, no entanto, a ação é vendida a US$69,70, então a razão preço/lucro seria 69,7. Em geral, uma razão preço/lucro (ou razão "P/L") abaixo de 10 é considerada baixa, entre 10 e 20 é considerada moderada e acima de 20 é considerada cara.
O ponto vital do argumento de Graham é que o investidor inteligente nunca deve prever o futuro apenas com base na extrapolação do passado.
Para servir de antídoto permanente a essa espécie de papo-furado de mercado de alta, Graham recomenda que o investidor inteligente faça algumas perguntas simples e céticas. Por que os rendimentos futuros das ações seriam sempre iguais aos do passado? Se cada investidor acreditar que as ações sempre darão lucro no longo prazo, o mercado não vai acabar supervalorizado ao extremo? E, se isso acontecer, como poderá o rendimento futuro ser alto?
Para Graham o desempenho do mercado acionário depende de três fatores:
- O crescimento real (o crescimento dos lucros e dos dividendos das companhias);
- O crescimento inflacionário (o aumento geral dos preços em toda a economia);
- O crescimento ou declínio especulativo (qualquer aumento ou diminuição no apetite do público investidor por ações).
Por ultimo sentencia : A única coisa confiável na previsão dos rendimentos futuros das ações é que você provavelmente estará errado. A única verdade incontestável que o passado nos ensina é que o futuro sempre nos surpreenderá, sempre.
CAPÍTULO 4.
DEFENSIVO.
Neste capítulo são explicados as características básicas de uma carteira de investimentos que são, em geral, determinadas pela posição e pelas características de seu(s) proprietário(s). Em um extremo, temos os bancos de poupança, as companhias de seguro de vida e os assim chamados fundos fiduciários legais. Temos o próspero e experiente homem de negócios, que incluirá qualquer tipo de título ou ação em sua carteira de valores mobiliários, contanto que ele a considere uma compra atraente.
O autor defende um princípio antigo e saudável que deveria ser seguido por aqueles que não podem se dar ao luxo de correr riscos, a saber, contentarem-se com um rendimento relativamente baixo derivado dos recursos investidos. Decorre daí a idéia geral de que a taxa de retorno a ser almejada pelo investidor deve ser mais ou menos proporcional ao grau de risco que ele está preparado para assumir. Pensamos de modo diferente. A taxa de retorno buscada deve depender de quanto esforço inteligente o investidor está disposto e é capaz de envidar. O retorno mínimo seria obtido por nosso investidor passivo, o qual deseja segurança e tranqüilidade. O rendimento máximo seria obtido pelo investidor atento e empreendedor, que exercita ao máximo sua inteligência e capacidade.
Sobre grau de agressividade que sua sua carteira possa ter,diz Graham, depende menos dos tipos de investimento que você possui do que do tipo de investidor que você é.
Segundo ele, há duas maneiras de ser um investidor inteligente:
• pesquisando, selecionando e monitorando continuamente um mix dinâmico de ações, obrigações ou fundos mútuos; ou
• estabelecendo uma carteira permanente que funciona em regime de piloto automático e não exige qualquer esforço (mas dá muito pouca emoção).
Graham chama a primeira abordagem de "ativa" ou "empreendedora"; ela demanda muito tempo e energia. A estratégia "passiva" ou "defensiva" demanda pouco tempo ou esforço, mas exige um isolamento quase ascético daquela bagunça apaixonante do mercado.
CAPÍTULO 5.
O INVESTIDOR DEFENSIVO E AS AÇÕES ORDINÁRIAS.
O autor nos traz as duas vantagens principais a favor das ações ordinárias. A primeira era que elas ofereciam um grau considerável de proteção contra a erosão da inflação. A segunda vantagem das ações ordinárias residia no rendimento médio mais alto para os investidores ao longo dos anos. Segundo Graham " Isso era produzido tanto pela taxa média de dividendos, que excedia o rendimento das obrigações boas, quanto pela tendência subjacente de aumento no valor de mercado ao longo dos anos, e como conseqüência do reinvestimento de lucros não distribuídos ".
O autor repete um dica que está em todo livro, não comprar ações com preço alto."Embora essas duas vantagens tenham sido de grande importância, e tenham no passado conferido às ações ordinárias um desempenho de longo prazo muito melhor do que as obrigações, alertamos consistentemente que esses benefícios poderiam ser perdidos pelo comprador de ações se ele pagasse um preço alto demais por suas ações"
Já aplicado as vantagens de se ter ações ordinárias ele explica as regras para formar sua carteira.
serem seguidas:
1. Deve haver uma diversificação adequada, porém não excessiva. Isso significa um mínimo de dez ações diferentes e um máximo de aproximadamente trinta;
2. Cada companhia escolhida deve ser grande, conceituada e conservadoramente financiada;
3. Cada companhia deve ter um histórico longo e ininterrupto de pagamentos de dividendos;
4. O investidor deve impor algum limite no preço que pagará por uma ação em relação a seus lucros médios nos, digamos, últimos sete anos. Sugerimos que esse limite seja estabelecido em 25 vezes tais lucros médios e não mais que vinte vezes os dos últimos 12 meses. No entanto, tal restrição eliminaria da carteira quase todas as companhias mais fortes e populares.
O autor, discorre sobre uma metodologia simples de investimentos . Método do custo médio.
A Bolsa de Valores de Nova York tem envidado esforços consideráveis para popularizar seu "plano de compra mensal", de acordo com o qual um investidor investe o mesmo montante em dólares todo mês na compra de uma ou mais ações ordinárias. Essa é uma aplicação de um tipo especial de "investimento automático", conhecido como custo médio em dólares. Durante a experiência predominantemente de alta desde 1949, os resultados de tal procedimento não poderiam deixar de ser altamente satisfatórios, sobretudo por evitar que o praticante concentrasse suas compras nos momentos errados.
Este método tem a vantagem de proteger o investidor da alta e baixa da bolsa e permite que na baixa se compre mais ações e na media os ganhos tem se mostrado muito maior que as possíveis perdas.
CAPÍTULO 6. A POLÍTICA DE INVESTIMENTOS PARA O INVESTIDOR EMPREENDEDOR:
UMA ABORDAGEM NEGATIVA.
Neste capítulo o argumento do autor, é o investidor empreendedor deveria começar da mesma forma que o investidor defensivo, ou seja, dividindo seus recursos entre as obrigações com grau de investimento e as ações ordinárias com grau de investimento compradas a preços razoáveis. Ele estará preparado para investir em outros tipos de papéis, mas em cada caso desejará obter uma justificativa bem fundamentada para tomar tal atitude. É difícil discutir esse tópico de maneira ordenada, porque não existe um padrão simples ou ideal para as operações ativas. O campo de escolha é amplo; a escolha deve depender não apenas da competência e da capacidade do indivíduo, mas, talvez em grau igual, também aos seus interesses e preferências.
Também é alertado sobre o investidor que compra e vende na bolsa :" A lição é clara: não faça nada, fique parado. É hora de todos reconhecerem que o termo "investidor de longo prazo" é redundante. Um investidor de longo prazo é o único tipo de investidor que existe. Alguém que não pode permanecer com ações por mais que poucos meses de cada vez está fadado a terminar não como um vencedor, mas como uma vítima.
As atividades essencialmente características do investidor empreendedor no terreno das ações ordinárias podem ser classificadas em quatro categorias:
1. comprar em mercados de baixa e vender em mercados de alta;
2. comprar, com cuidado, "growth stocks" selecionadas;
3. comprar ações subvalorizadas de diversos tipos;
4. comprar em "situações especiais". (A "situação especial" típica deriva do número crescente de aquisições de firmas pequenas por grandes e deve ser realizado pro profissionais do mercado).
Finalmente ele sentencia : o leitor pode perguntar, que as fortunas verdadeiramente grandes oriundas de ações ordinárias foram feitas por aqueles que assumiram compromissos substanciais nos anos iniciais com uma companhia em cujo futuro eles tinham grande confiança e que mantiveram suas ações originais tenazmente enquanto elas aumentaram em centenas ou até mais vezes seu valor? A resposta é "sim".
CAPÍTULO 7. A POLÍTICA DE INVESTIMENTOS PARA O INVESTIDOR EMPREENDEDOR:
O LADO POSITIVO
O autor explica sobre growth stocks. "Todo investidor gostaria de selecionar as ações de companhias que terão um desempenho acima da média no longo prazo. Uma growth stock pode ser definida como uma que teve tal desempenho no passado e da qual espera-se o mesmo no futuro." Portanto, parece lógico que o investidor inteligente se concentre na escolha de growth stocks".
As política de investimento é defendida como regra de ouro pelo autor. " A política de investimento, conforme desenvolvida aqui, depende em primeiro lugar de o investidor escolher o papel defensivo (passivo) ou o empreendedor (ativo). O investidor ativo deve ter um conhecimento considerável de quanto valem os valores mobiliários, suficiente, na verdade, para justificar encarar suas operações de investimento como equivalentes a um negócio empresarial. Não há espaço nessa filosofia para um meio-termo ou uma série de gradações entre o status passivo e ativo. Muitos, talvez a maioria, dos investidores procuram colocar-se em tal categoria intermediária; em nossa opinião, essa é uma atitude que provavelmente renderá mais decepção do que realização".
Quanto mais sobe uma ação, mais provável parece que continue a subir. Porém, essa crença instintiva é cabalmente contradita por uma lei fundamental da física financeira: quanto maior o tamanho, mais lento o crescimento. Uma companhia de US$1 bilhão pode dobrar suas vendas com certa facilidade; mas onde uma companhia de US$50 bilhões pode encontrar outros US$50 bilhões em negócios?
O mercado é volátil pode ter certeza disso. Graham adverte que na medida em que os recursos do investidor são aplicados em títulos com grau de investimento com vencimentos relativamente curtos, digamos, de sete anos ou menos, ele não será afetado significativamente pelas mudanças nos preços de mercado e não precisará levá-las em consideração. (Isso se aplica à sua carteira de obrigações de poupança americanas, que ele pode sempre reaver a um preço igual ou superior ao de custo.).
As obrigações de longo prazo podem sofrer oscilações de preço relativamente grandes até o vencimento, sendo quase certo que o valor de sua carteira de ações ordinárias oscilará ao longo de qualquer período de vários anos. O investidor deve tomar conhecimento dessas possibilidades e se preparar para elas, tanto financeira quanto psicologicamente.
Os cuidados com as flutuações de mercado como um guia para as decisões do investidor foi o tópico de discussão do autor. " Já que as ações ordinárias, mesmo aquelas com classificação de risco baixa,
estão sujeitas a oscilações grandes e recorrentes em seus preços, o investidor inteligente deveria estar interessado nas possibilidades de lucrar com essas oscilações pendulares. Há duas formas possíveis pelas quais ele pode tentar fazer isso:
- o caminho da antecipação do mercado (timing).
- precificação (pricing).
Por pricing, queremos dizer o esforço para comprar ações quando elas estiverem cotadas abaixo de seu valor justo e vendê-las quando elas subirem acima de tal valor.
No final , não acompanhe a multidão e mantenha sua estratégia .Segundo Graham,não se espera que um investidor sério acredite que as oscilações do dia-a-dia, ou mesmo de mês a mês, do mercado acionário o farão rico ou pobre. Porém, qual o impacto das mudanças mais amplas e em períodos mais longos? Aqui, questões práticas se apresentam e problemas psicológicos podem gerar complicações. Uma subida substancial do mercado é, simultaneamente, uma razão legítima de satisfação e uma causa para preocupação, mas pode também trazer a tentação forte de cometer um ato imprudente. Suas ações subiram, bom! Você está mais rico do que era, bom! Mas será que o preço subiu demais e você deve pensar em vender? Ou você deve se flagelar por não ter comprado mais ações quando os preços estavam mais baixos? Ou, pior de tudo, você deveria agora se render à atmosfera do mercado de alta, se deixar infectar pelo entusiasmo, a superconfiança e a ganância do grande público (do qual, afinal de contas, você faz parte) e assumir compromissos maiores e mais perigosos? Apresentada assim, por escrito, a resposta à última pergunta é um evidente não, mas mesmo o investidor inteligente pode precisar de uma força de vontade considerável para evitar acompanhar a multidão.
O que fazer ...A medida que o mercado avança, ele vende ações de tempos em tempos, aplicando a receita em títulos; à medida que desce, ele inverte o procedimento. Essas atividades fornecerão alguma maneira de usar energias de outra forma muito represadas. Se ele for o tipo certo de investidor, tirará satisfação adicional da noção de que suas operações são exatamente opostas àquelas da multidão.
Só relembrando ..."A distinção mais realista entre o investidor e o especulador reside em sua atitude com relação aos movimentos do mercado acionário. O principal interesse do especulador está em antecipar as oscilações de mercado e lucrar com elas. O principal interesse do investidor é adquirir e manter papéis apropriados a preços apropriados. Os movimentos de mercado são importantes para ele em um sentido prático, uma vez que alternadamente criam patamares de preços baixos, nos quais a compra é uma atitude inteligente, e patamares de preços altos, nos quais ele certamente se absteria de comprar e provavelmente seria esperto se vendesse.
Finalizando, pense por você mesmo. O investidor inteligente não deveria ignorar inteiramente o Sr. Mercado. Em vez disso, você deveria fazer negócios com ele, mas apenas na medida em que ele servir a seus interesses. O trabalho do Sr. Mercado é fornecer preços; o seu é decidir se é vantajoso para você agir com base neles. Você não precisa negociar com ele apenas porque ele constantemente suplica que você o faça.
Uma das percepções mais poderosas de Graham é esta: "O investidor que se deixa arrebatar ou se preocupar sem razão com o efeito de quedas de mercado injustificadas sobre sua carteira está transformando, de forma perversa, sua vantagem básica em uma desvantagem básica." Investir não significa ganhar dos outros em seu jogo. Significa controlar-se em seu próprio jogo.
Olhe a sugestão de um contrato para escapar da armadilha do Sr. Mercado.
CONTRATO DO INVESTIDOR
Eu, _____________ , por meio deste instrumento, declaro que sou um investidor que está buscando acumular riqueza por muitos anos no futuro.
Sei que haverá muitos momentos em que ficarei tentado a investir em ações ou
títulos porque seus preços subiram (ou estão subindo) e, em outros momentos, que ficarei tentado a vender meus investimentos porque seus preços caíram (estão caindo).
Por meio deste declaro minha recusa em deixar que uma horda de desconhecidos tome decisões financeiras por mim. Além disso, me comprometo solenemente a nunca investir porque o mercado acionário subiu e a nunca vender porque ele caiu. Em vez disso, investirei US$ ______,00 por mês, a cada mês, através de um plano de investimento automático ou "programa de custo médio em dólares", no(s) fundo(s) a seguir ou em carteira(s) diversificada(s):
________________________________________________________________,
________________________________________________________________,
________________________________________________________________.
Da mesma forma, investirei quantias adicionais sempre que tenha dinheiro sobrando (e condições de correr o risco de perdê-lo no curto prazo).
Por meio deste instrumento, declaro que manterei cada um desses investimentos continuamente até, pelo menos, a seguinte data (a qual deve ser um mínimo de dez anos após a data deste contrato): ____ / ____ / 20___. As únicas exceções permitidas segundo os dispositivos deste contrato são uma necessidade repentina e inadiável de dinheiro, como uma emergência médica ou perda de emprego, ou um gasto planejado, como dar entrada em um imóvel ou despesas com educação.
Ao assinar abaixo, afirmo que minha intenção não é apenas cumprir os termos deste contrato, mas reler este documento sempre que ficar tentado a vender qualquer dos meus investimentos.
Este contrato é válido apenas quando assinado por, pelo menos, uma testemunha, devendo ser mantido em lugar seguro e facilmente acessível para futura referência.
Assinado:
Data: _____ / _____ / 20___
Testemunhas:
Quando perguntado sobre o que faz com que a maioria dos investidores individuais não tenha êxito, Graham deu uma resposta concisa: "A causa principal do fracasso é prestar atenção demais ao desempenho atual do mercado acionário."
CAPÍTULO 9. COMO INVESTIR EM FUNDOS DE INVESTIMENTO.
Investir em fundos tem os seus cuidados , Benjamim lembra do provérbio francês: "Quanto mais as coisas mudam, mais ficam iguais." Pessoas brilhantes e com muita energia — em geral bastante jovens — prometem fazer milagres com o "dinheiro de terceiros" desde tempos imemoriais. Em geral, elas conseguem fazer isso durante um tempo — ou, pelo menos, parecem conseguir fazer isso —, trazendo inevitavelmente prejuízos para o público no final".
Graham não parece ser adepto de fundos de investimentos ..."chegamos a uma das poucas regras claramente evidentes para as escolhas dos investidores. Se você deseja colocar seu dinheiro em fundos de investimento, compre uma cota em um fundo fechado com um deságio de, digamos, 10% a 15% sobre o valor dos ativos, em vez de pagar um prêmio de aproximadamente 9% acima do valor dos ativos para cotas de um fundo aberto. Presumindo que as mudanças no valor dos ativos e os dividendos futuros continuem a ser aproximadamente iguais para os dois grupos, você terá então um ganho aproximadamente 20% superior com as cotas em fundos fechados".
"...os fundos mútuos não são perfeitos: eles são quase perfeitos, e essa palavra faz toda a diferença. Em função de suas imperfeições, a maioria dos fundos tem um desempenho inferior ao do mercado, cobra caro demais de seus investidores, cria dores de cabeça fiscais e está sujeita a oscilações erráticas em seu desempenho. O investidor inteligente deve escolher fundos com extrema cautela para evitar terminar como proprietário de um enorme abacaxi".
CAPITULO 10. O INVESTIDOR E SEUS ASSESSORES.
O investimento financeiro é singular entre as operações comerciais, no sentido de que está quase sempre baseado, em alguma medida, na assessoria recebida de terceiros. Os investidores, em sua grande maioria, são amadores. Naturalmente, sentem que podem se beneficiar de uma orientação profissional na escolha de títulos para sua carteira. No entanto, existem peculiaridades inerentes ao próprio conceito de assessoria de investimento.
Se a razão para as pessoas investirem é ganhar dinheiro, então, ao buscar uma assessoria, elas estão pedindo a outros que lhes digam como ganhar dinheiro. Essa idéia contém um certo elemento de ingenuidade. Os empresários buscam assessoria profissional em vários aspectos de seus negócios, mas não esperam que lhes digam o que fazer para obterem lucro. Essa é a sua área de atividade. Quando eles, ou pessoas que não estão ligadas aos negócios, confiam em outros para obterem lucros de investimento, esperam um tipo de resultado para o qual não existe uma contrapartida verdadeira na prática comercial comum.
Se presumirmos que há resultados de receita normais ou padrões a serem obtidos com o investimento de dinheiro em valores mobiliários, então o papel do assessor pode ser mais facilmente determinado. Ele usará seu treinamento e sua experiência superiores para proteger seus clientes de erros e para se certificar de que obterão os resultados aos quais seu dinheiro fizer jus. Quando o investidor demanda um retorno acima da média para seu dinheiro ou quando seu assessor se compromete a alcançar um desempenho superior ao normal, surge a questão: está-se exigindo ou prometendo mais do que provavelmente se poderá cumprir?
As principais firmas de assessoria de investimento não se gabam de ser brilhantes; elas se orgulham de serem cautelosas, conservadoras e competentes. Seu objetivo primeiro é conservar o valor do principal ao longo dos anos e produzir uma taxa de retorno conservadoramente aceitável.
Graham disse : "O investidor inteligente não fará suas compras e vendas com base apenas nas recomendações recebidas de um serviço financeiro. Uma vez entendido esse ponto, o papel do serviço financeiro — de fornecedor de informações e sugestões torna-se útil".
Como identificar uma boa assessoria financeiras? ( note que algumas perguntas serve para qualquer profissão)
Por que você está nesse negócio?
Qual é a missão de sua firma?
Além de seu despertador, o que o faz levantar de manhã?
Qual é a sua filosofia de investimento?
Você usa ações ou fundos mútuos?
Você utiliza a análise técnica?
Você tenta antecipar os movimentos do mercado? (Um "sim" para uma dessas duas últimas perguntas é um sinal de "não" para você.)
Você foca apenas na gestão de ativos ou também em assessoria fiscal, planejamento de espólios e aposentadorias, gestão de orçamentos, dívidas e seguros?
Quais as necessidades mais comuns de seus clientes?
Como você pode me ajudar a atingir meus objetivos?
Como você vai acompanhar e informar sobre meu progresso?
Você fornece uma lista de verificação que eu possa usar para monitorar a implementação de qualquer plano financeiro que venhamos a desenvolver?
Como você escolhe os investimentos? Que abordagem de investimento você acredita ser mais bem-sucedida e que provas você pode me dar de que atingiu esse tipo de sucesso para seus clientes?
O que você faz quando um investimento tem um desempenho ruim durante um ano inteiro? (Qualquer assessor que responda "vendo" não vale a pena ser contratado.)
Ao recomendar investimentos, você aceita qualquer forma de compensação de terceiros?
Por que sim ou por que não? Em que circunstâncias?
Quanto, em moeda corrente, você calcula que seus serviços custariam no primeiro ano? O que faria esse valor subir ou descer ao longo do tempo? (Se as taxas consumirem mais de 1% de seus ativos anualmente, você provavelmente deveria procurar outro assessor.)
Quantos clientes você possui e com que freqüência se comunica com eles?
Qual feito você mais se orgulha de ter realizado para um cliente?
Quais são as características comuns de seus clientes favoritos?
Qual foi a pior experiência que você teve com um cliente e como você a resolveu?
O que determina se um cliente vai falar com você ou com um de seus auxiliares? Por quanto tempo seus clientes permanecem com você?
Posso ver uma amostra de uma prestação de contas sua? (Se você não conseguir entendê-la, peça ao assessor que a explique. Se você não entende suas explicações, ele não é o assessor certo para você.)
Você se considera bem-sucedido financeiramente? Por quê? Como você define sucesso financeiro?
Qual o nível mais alto de retorno anual médio que você considera viável para meus investimentos?
CAPITULO 11. ANÁLISE DE VALORES MOBILIÁRIOS PARA O INVESTIDOR LEIGO!
UMA ABORDAGEM GERAL.
O analista de títulos lida com o passado, o presente e o futuro de qualquer determinado valor mobiliário. Ele descreve a companhia; resume os resultados de suas operações e posição financeira; apresenta os pontos fortes e fracos, as perspectivas e os riscos; estima sua lucratividade futura com base em vários pressupostos ou como um "melhor palpite". Ele faz comparações detalhadas entre várias companhias ou analisa uma mesma companhia em momentos diversos. Finalmente, ele expressa uma opinião em relação à segurança do papel, caso seja uma obrigação ou ação preferencial de empresa com grau de investimento, ou em relação à sua atratividade, caso seja uma ação ordinária.
O analista de títulos lida com o passado, o presente e o futuro de qualquer determinado valor mobiliário. Ele descreve a companhia; resume os resultados de suas operações e posição financeira; apresenta os pontos fortes e fracos, as perspectivas e os riscos; estima sua lucratividade futura com base em vários pressupostos ou como um "melhor palpite". Ele faz comparações detalhadas entre várias companhias ou analisa uma mesma companhia em momentos diversos. Finalmente, ele expressa uma opinião em relação à segurança do papel, caso seja uma obrigação ou ação preferencial de empresa com grau de investimento, ou em relação à sua atratividade, caso seja uma ação ordinária.
A análise de títulos para o investidor leigo inicia-se pela interpretação do balanço anual de uma companhia. Quais são os principais testes de segurança das obrigações ou ações preferenciais de uma companhia? Quais são os principais fatores que afetam a avaliação de uma ação ordinária?
O ramo mais confiável e, portanto, mais respeitável da análise de títulos é voltado para a segurança ou qualidade das obrigações e ações preferenciais de baixo nível de risco. O principal critério usado para as obrigações corporativas é o número de vezes em que o total dos encargos de juros é coberto pelos lucros auferidos durante um certo número de anos no passado. No caso das ações preferenciais, é o número de vezes em que são cobertos os juros das obrigações e os dividendos das ações preferenciais combinados.
Que fatores determinam quanto você deveria estar disposto a pagar por uma ação? O que faz uma companhia valer 10 vezes os lucros e outra valer vinte? Como você pode estar razoavelmente seguro de não estar pagando alto demais por um futuro aparentemente róseo que acaba sendo um pesadelo tenebroso?
Graham pensa que cinco elementos são decisivos:
- as "perspectivas gerais de longo prazo" da companhia;
- a qualidade da sua administração;
- sua força financeira e estrutura de capital;
- seu histórico de dividendos;
- sua taxa de dividendos atual.
Ao estudar as fontes de crescimento e lucros, preste atenção aos pontos positivos, assim como aos negativos. Os bons sinais incluem os seguintes fatos:
- A companhia possui um "grande muro" ou vantagem competitiva. Como os castelos, algumas companhias podem ser facilmente invadidas por concorrentes saqueadores, enquanto outras são quase impregnáveis;
- A companhia é um maratonista, não um velocista. Ao examinar os balanços retroativamente, você pode verificar se as receitas e os lucros líquidos cresceram de forma consistente e constante nos últimos dez anos;
- A companhia semeia e colhe. Não obstante a qualidade de seus produtos ou a força de suas marcas, uma companhia deve gastar algum dinheiro no desenvolvimento de novos negócios.
CAPITULO 12. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS LUCROS POR AÇÃO.
Este iniciou dando dois conselhos ao investidor que têm implicações inerentemente contraditórias. O primeiro é:
não leve a sério os lucros de um único ano.
O segundo é: caso queira analisar os lucros de curto prazo, fique alerta para as armadilhas existentes na divulgação dos lucros por ação.
Se nosso primeiro conselho for seguido à risca, o segundo não será necessário. Porém, é esperar demais que a maioria dos acionistas possa vincular todas suas decisões no campo das ações ordinárias ao histórico e às perspectivas de longo prazo. Os resultados trimestrais e sobretudo os anuais são objeto de grande atenção nos círculos financeiros, e essa ênfase não pode deixar de ter seu impacto no pensamento do investidor.
Dicas que o ajudarão a evitar compras de ações que acabem virando bombas relógio contábeis:
- Leia de trás para a frente. Ao pesquisar os relatórios financeiros da companhia, inicie a leitura pela última página e lentamente se dirija ao começo. Qualquer coisa que a companhia não deseja que você encontre está enterrada na parte de trás, e essa é precisamente a razão pela qual você deve olhar lá primeiro.
- Leia as notas. Nunca compre uma ação sem ler as notas de rodapé dos balanços financeiros no relatório anual. Em geral intitulada "resumo das políticas contábeis significativas", uma nota importante descreve como a companhia reconhece as receitas, avalia os inventários, trata as prestações ou as vendas por contrato, aloca os custos com publicidade e dá conta de outros aspectos importantes de seus negócios;
- Leia mais. Se você é um investidor empreendedor disposto a dedicar bastante tempo e energia à sua carteira, então deveria, para seu próprio bem, aprender mais sobre relatórios financeiros.
CAPITULO 13. UMA COMPARAÇÃO ENTRE QUATRO COMPANHIAS LISTADAS EM BOLSA.
O autor faz uma analise em 4 empresas, o mais importante é o que ele analisa e não necessariamente as empresas. vejamos:
- Lucratividade, (a) Todas as companhias apresentam lucros satisfatórios com relação ao valor contábil, mas os dados da Emerson e da Emery são muito mais elevados do que os das outras duas;
- Estabilidade. Isso é medido pela redução máxima nos lucros por ação em qualquer um dos dez anos passados contra a média dos três anos anteriores. A ausência de quedas significa 100% de estabilidade.
- Crescimento. As duas companhias com múltiplos baixos apresentam taxas de crescimento muito satisfatórias; em ambos os casos elas se saíram melhor do que o índice Dow Jones.
- Posição financeira. As três companhias industriais estão em condições financeiras saudáveis, tendo uma posição melhor do que o índice-padrão de US$2 em ativos circulantes para cada US$1 de passivos circulantes.
- Dividendos. O que realmente conta é um histórico de continuidade ininterrupta. O melhor registro aqui é o da Emhart, a qual não suspende um pagamento desde 1902.
- Histórico de preço. O leitor deve estar impressionado pelo aumento percentual observado no preço de todas essas quatro ações.
Graham, defende sete exigências estatísticas para inclusão de uma na carteira de um investidor defensivo.
1. Tamanho adequado.
2. Uma condição financeira suficientemente forte.
3. Dividendos ininterruptos durante, pelo menos, os últimos vinte anos.
4. Nenhum déficit de lucros nos últimos dez anos.
5. Crescimento decenal de, pelo menos, um terço nos lucros por ação.
6. Preço da ação de, no máximo, 1,5 vez o valor dos patrimônios líquidos.
7. Preço não superior a 15 vezes os lucros médios dos últimos três anos.
CAPÍTULO 14. A ESCOLHA DE AÇÕES PARA O INVESTIDOR DEFENSIVO.
É detalhado neste capítulo os sete critérios de qualidade e quantidade sugeridos para a escolha de ações ordinárias específicas.
- Tamanho adequado da empresa - Todos os nossos valores mínimos são arbitrários, sobretudo os relacionados à questão do tamanho exigido. Nosso objetivo é excluir companhias pequenas que possam estar sujeitas a adversidades acima do normal, principalmente no setor industrial. (Com freqüência, existem boas oportunidades em tais empresas, mas não as consideramos apropriadas para as necessidades do investidor defensivo.).
- Uma condição financeira suficientemente forte - No caso das companhias industriais, o ativo circulante deveria ser, pelo menos, o dobro do passivo circulante, um assim chamado índice de liquidez normal de dois para um.
- Estabilidade de lucros -Algum lucro para as ações ordinárias em cada um dos dez anos passados.
- Histórico de dividendos -Pagamentos ininterruptos durante, pelo menos, os últimos vinte anos.
- Crescimento dos lucros - Um aumento mínimo de, pelo menos, um terço nos lucros por ação durante os últimos dez anos usando médias trienais no início e no fim.
- Razão preço/lucro moderada - O preço atual não deveria ser mais do que 15 vezes os lucros médios dos últimos três anos.
- Razão preço/ativos moderada - O preço atual não deveria ser mais do que 1,5 vez o último valor contábil divulgado. No entanto, um múltiplo de lucros inferior a 15 poderia justificar um múltiplo de ativos correspondentemente maior. Como uma regra de bolso, sugerimos que o produto do múltiplo vezes a razão preço/valor contábil não deva exceder 22,5. (Esse número corresponde a 15 vezes os rendimentos e 1,5 vez o valor contábil. O resultado admitiria uma ação negociada a apenas nove vezes os lucros e 2,5 vezes o valor do ativo etc).
Graham está resumiu a "hipótese de mercados eficientes", ou HME, uma teoria acadêmica de que o preço de cada ação incorpora todas as informações publicamente disponíveis sobre a companhia. Com milhões de investidores esquadrinhando o mercado todos os dias, é improvável que erros de preço substanciais possam persistir por um longo tempo. Uma velha piada diz que dois professores de finanças andavam pela calçada quando um viu uma nota de US$20 e agachou-se para pegá-la. O outro professor agarrou seu braço e disse: "Não vale a pena. Se fosse de fato uma nota de US$20, alguém já teria pegado." Embora o mercado não seja perfeitamente eficiente, chega bem perto disso na maior parte do tempo, portanto o investidor inteligente se agachará para pegar as ações de US$20 do mercado só depois de pesquisá-las profundamente e minimizar os custos de transação e dos impostos.
CAPITULO 15. A ESCOLHA DE AÇÕES PARA O INVESTIDOR EMPREENDEDOR.
Conforme Graham, o investidor empreendedor pode restringir sua escolha aos setores e companhias sobre as quais ele mantém uma visão otimista, mas recomendamos fortemente não pagar um preço alto por uma ação (em relação aos lucros e ativos) por causa de tal entusiasmo. Se ele seguisse nossa filosofia nesse campo, muito provavelmente seria o comprador de empreendimentos cíclicos importantes — tais como ações siderúrgicas, talvez — quando sua situação estivesse desfavorável, as perspectivas de curto prazo fossem ruins e os preços baixos refletissem plenamente o pessimismo do momento.
A próxima categoria a ser examinada, e possivelmente escolhida, seria a das companhias secundárias que mostram um bom desempenho, têm um registro passado satisfatório, mas não parecem atraentes ao público.
CAPITULO 16 .EMISSÕES CONVERSÍVEIS E BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO.
As emissões conversíveis são promovidas como sendo especialmente vantajosas tanto para o investidor quanto para a companhia emissora. O investidor recebe a proteção adicional de uma obrigação ou ação preferencial, além de uma oportunidade para participar de qualquer aumento substancial no valor da ação ordinária. A emissora é capaz de aumentar seu capital a um custo moderado em termos da taxa de juros ou dos dividendos preferenciais, e se a prosperidade esperada se materializar, a emissora se livrará da obrigação sênior na troca pela ação ordinária. Portanto, ambos os lados do negócio terão razões para comemorar.
Neste capítulo Graham, acaba por não aprovar ação preferencia..."É verdade, claro, que uma preferencial conversível é mais segura do que uma ação ordinária da mesma companhia, pois oferece menor risco de uma eventual perda do principal. Nossa atitude geral para com as novas emissões conversíveis é, portanto de descrença. Queremos dizer com isso, como em outras observações semelhantes, que o investidor deveria pensar mais de duas vezes antes de comprá-las. Após tal escrutínio hostil, ele pode encontrar algumas ofertas excepcionais que são boas demais para serem recusadas. A combinação ideal, claro, é uma emissão conversível com fortes garantias e intercambiável com uma ação ordinária que seja ela mesma atraente e esteja a um preço apenas ligeiramente mais alto do que o mercado atual".
Graham detestava bônus de subscrição, conforme deixa claro nas p. 460-461. (achava uma fraude).
CAPITULO 17. QUATRO ESTUDOS DE CASO EXTREMAMENTE INSTRUTIVOS.
O autor analisa a quebra de 4 empresas:
- uma por mal gestão;
- outra por expansão acelerada e dívidas aceleradas;
- um aquisição muito errada;
- uma empresa mito especulativa.
São enfatizados por Graham as 4 empresas como:
- um "gigante cambaleante" supervalorizado;
- um conglomerado construtor de impérios;
- uma fusão na qual uma firma minúscula adquire uma grande; (a sardinha que engoliu uma baleia);
- uma oferta pública inicial de ações por parte de uma companhia basicamente desprovida de qualquer valor.
CAPITULO 18. UMA COMPARAÇÃO ENTRE OITO PARES DE COMPANHIAS.
Neste capítulo Graham, seleciona oito pares de companhias que aparecem próximas umas das outras na lista da bolsa de valores. Busca as variedades de caráter, estrutura financeira, políticas, desempenho e vicissitudes das empresas, além das atitudes relativas ao investimento e à especulação.
No final , a moral do capítulo é a seguinte : O mercado desdenha dos princípios de Graham no curto prazo, mas eles são sempre revalidados no final. Se você compra uma ação simplesmente porque seu preço subiu — em vez de perguntar se o valor intrínseco da companhia está crescendo —, mais cedo ou mais tarde você se arrependerá muito. Não se trata de uma probabilidade, mas sim de uma certeza.
CAPITULO 19. ACIONISTAS E ADMINISTRADORES! A POLÍTICA DE
DIVIDENDOS.
Segundo Graham, administradores ruins produzem preços de mercado ruins. Os preços de mercado baixos, por sua vez, atraem a atenção de companhias interessadas em diversificar suas operações. ou seja, administradores ruins ou quebram ou permitem sua empresa sofrer aquisições.
Graham começou sua discussão original (1949) de "O investidor como dono do negócio" apontando que, em teoria, "os acionistas como classe são dominantes. Ao agir como maioria, eles podem contratar e demitir gestores e controlá-los completamente". No entanto, na prática, diz Graham, os acionistas são uma nulidade completa. Como classe, eles não mostram inteligência e tampouco vigilância. Eles votam como cordeirinhos a favor de qualquer recomendação dos administradores, sem se importarem se o desempenho histórico da gerência é fraco... A única forma de motivar o acionista americano médio a tomar uma decisão inteligente e de maneira independente seria explodindo fogos de artifício embaixo de sua cadeira. Não podemos deixar de apontar o fato paradoxal de que Jesus parece ter sido um homem de negócios mais prático do que são os acionistas americanos.
Graham deseja que você perceba algo básico, mas incrivelmente profundo: ao comprar uma ação, você se torna um dos donos da companhia. Seus gestores, toda a hierarquia até o presidente, trabalham para você. A diretoria reporta a você. Seu dinheiro lhe pertence. Seus negócios são sua propriedade. Se você não gosta do jeito como sua companhia está sendo administrada, tem o direito de exigir que os gestores sejam demitidos, a diretoria seja mudada ou a propriedade seja vendida. "Os acionistas", declara Graham, "precisam acordar.
Um proprietário inteligente,segundo Graham, começa a dizer que "há apenas duas questões básicas às quais os acionistas deveriam prestar atenção:
1. A gerência é razoavelmente eficiente?
2. Os interesses dos acionistas externos estão sendo reconhecidos de forma apropriada?"
Você deve avaliar a eficiência dos gestores por meio de uma comparação do tamanho, da rentabilidade e da competitividade da companhia com firmas semelhantes no mesmo setor.
CAPITULO 20. A MARGEM DE SEGURANÇA COMO CONCEITO CENTRAL DOS
INVESTIMENTOS.
O autor traz conceitos valiosos "Aqui, a função da margem de segurança é, em essência, tornar desnecessária uma estimativa precisa do futuro".
A experiência de muitos anos nos ensinou que as principais perdas para os investidores são oriundas da compra de papéis de baixa qualidade em uma conjuntura de negócios favorável. Os compradores encaram os bons lucros do momento como equivalentes a um "poder de lucro" e presumem que prosperidade seja sinônimo de segurança.
Investir é mais inteligente quanto mais se parece com um negócio. É curioso ver como muitos empresários capazes tentam operar em Wall Street com completa desconsideração por todos os princípios sensatos com base nos quais obtiveram sucesso em seus próprios empreendimentos.
O primeiro e mais óbvio desses princípios é "saber o que você está fazendo, conhecer seu negócio". Para o investidor, isso significa: não tente obter "lucros comerciais" com seus papéis, isto é, retornos acima da receita com juros e dividendos normais, a menos que você saiba tanto sobre os valores dos papéis quanto precisaria saber sobre o valor da mercadoria que você se propôs a fabricar ou comercializar.
Um segundo princípio comercial: "Não deixe qualquer outra pessoa dirigir seu negócio...".
Um terceiro princípio comercial: "Não entre em uma operação — isto é, a fabricação ou comercialização de um item — a menos que um cálculo confiável mostre que ela tem uma chance razoável de render um lucro razoável. Em especial, afaste-se de aventuras nas quais você tenha pouco a ganhar e muito a perder."
Para o investidor empreendedor isso significa que as operações que visam ao lucro devem estar baseadas não no otimismo, mas na aritmética. Para todo investidor, isso significa que quando ele limita seu retorno a níveis baixos — como acontecia no passado, pelo menos, com uma obrigação ou ação preferencial convencional —, ele deve exigir provas convincentes de que não está arriscando uma parte substancial de seu principal.
Uma quarta regra é mais positiva: "Confie em seu conhecimento e em sua experiência. Se você concluiu algo a partir de certos fatos e sabe que tem bom senso, aja com base nessa conclusão, muito embora outros possam hesitar ou pensar diferente." (Você não está nem certo nem errado porque a multidão discorda de você. Você está certo porque seus dados e raciocínio estão certos.) Da mesma forma, no mundo dos papéis, a coragem se torna a virtude suprema, contanto que exista um conhecimento adequado e um bom senso respaldado na experiência.
O RISCO NÃO ESTÁ EM NOSSAS AÇÕES, MAS EM NÓS MESMOS.
O risco existe em outra dimensão: dentro de você. Se você superestima seu grau de conhecimento sobre um investimento ou sua capacidade para lidar com uma queda temporária de preços, não importa o que você possui ou como o mercado funciona. Em última instância, o risco financeiro reside não nos tipos de investimentos que você possui, mas no tipo de investidor que você é. Se você deseja saber o que é realmente risco, procure o espelho mais próximo. O que olha de volta para você é o risco.
Quando você encara a si mesmo no espelho, o que deve procurar? O psicólogo vencedor do Prêmio Nobel Daniel Kahneman, explica dois fatores que caracterizam decisões boas:
• "confiança bem calibrada" (Entendo esse investimento tão bem quanto penso entender?)
• "arrependimento corretamente antecipado" (Como reagirei se minha análise estiver errada?)
No final , a moral do capítulo é a seguinte : O mercado desdenha dos princípios de Graham no curto prazo, mas eles são sempre revalidados no final. Se você compra uma ação simplesmente porque seu preço subiu — em vez de perguntar se o valor intrínseco da companhia está crescendo —, mais cedo ou mais tarde você se arrependerá muito. Não se trata de uma probabilidade, mas sim de uma certeza.
CAPITULO 19. ACIONISTAS E ADMINISTRADORES! A POLÍTICA DE
DIVIDENDOS.
Segundo Graham, administradores ruins produzem preços de mercado ruins. Os preços de mercado baixos, por sua vez, atraem a atenção de companhias interessadas em diversificar suas operações. ou seja, administradores ruins ou quebram ou permitem sua empresa sofrer aquisições.
Graham começou sua discussão original (1949) de "O investidor como dono do negócio" apontando que, em teoria, "os acionistas como classe são dominantes. Ao agir como maioria, eles podem contratar e demitir gestores e controlá-los completamente". No entanto, na prática, diz Graham, os acionistas são uma nulidade completa. Como classe, eles não mostram inteligência e tampouco vigilância. Eles votam como cordeirinhos a favor de qualquer recomendação dos administradores, sem se importarem se o desempenho histórico da gerência é fraco... A única forma de motivar o acionista americano médio a tomar uma decisão inteligente e de maneira independente seria explodindo fogos de artifício embaixo de sua cadeira. Não podemos deixar de apontar o fato paradoxal de que Jesus parece ter sido um homem de negócios mais prático do que são os acionistas americanos.
Graham deseja que você perceba algo básico, mas incrivelmente profundo: ao comprar uma ação, você se torna um dos donos da companhia. Seus gestores, toda a hierarquia até o presidente, trabalham para você. A diretoria reporta a você. Seu dinheiro lhe pertence. Seus negócios são sua propriedade. Se você não gosta do jeito como sua companhia está sendo administrada, tem o direito de exigir que os gestores sejam demitidos, a diretoria seja mudada ou a propriedade seja vendida. "Os acionistas", declara Graham, "precisam acordar.
Um proprietário inteligente,segundo Graham, começa a dizer que "há apenas duas questões básicas às quais os acionistas deveriam prestar atenção:
1. A gerência é razoavelmente eficiente?
2. Os interesses dos acionistas externos estão sendo reconhecidos de forma apropriada?"
Você deve avaliar a eficiência dos gestores por meio de uma comparação do tamanho, da rentabilidade e da competitividade da companhia com firmas semelhantes no mesmo setor.
CAPITULO 20. A MARGEM DE SEGURANÇA COMO CONCEITO CENTRAL DOS
INVESTIMENTOS.
O autor traz conceitos valiosos "Aqui, a função da margem de segurança é, em essência, tornar desnecessária uma estimativa precisa do futuro".
A experiência de muitos anos nos ensinou que as principais perdas para os investidores são oriundas da compra de papéis de baixa qualidade em uma conjuntura de negócios favorável. Os compradores encaram os bons lucros do momento como equivalentes a um "poder de lucro" e presumem que prosperidade seja sinônimo de segurança.
Investir é mais inteligente quanto mais se parece com um negócio. É curioso ver como muitos empresários capazes tentam operar em Wall Street com completa desconsideração por todos os princípios sensatos com base nos quais obtiveram sucesso em seus próprios empreendimentos.
O primeiro e mais óbvio desses princípios é "saber o que você está fazendo, conhecer seu negócio". Para o investidor, isso significa: não tente obter "lucros comerciais" com seus papéis, isto é, retornos acima da receita com juros e dividendos normais, a menos que você saiba tanto sobre os valores dos papéis quanto precisaria saber sobre o valor da mercadoria que você se propôs a fabricar ou comercializar.
Um segundo princípio comercial: "Não deixe qualquer outra pessoa dirigir seu negócio...".
Um terceiro princípio comercial: "Não entre em uma operação — isto é, a fabricação ou comercialização de um item — a menos que um cálculo confiável mostre que ela tem uma chance razoável de render um lucro razoável. Em especial, afaste-se de aventuras nas quais você tenha pouco a ganhar e muito a perder."
Para o investidor empreendedor isso significa que as operações que visam ao lucro devem estar baseadas não no otimismo, mas na aritmética. Para todo investidor, isso significa que quando ele limita seu retorno a níveis baixos — como acontecia no passado, pelo menos, com uma obrigação ou ação preferencial convencional —, ele deve exigir provas convincentes de que não está arriscando uma parte substancial de seu principal.
Uma quarta regra é mais positiva: "Confie em seu conhecimento e em sua experiência. Se você concluiu algo a partir de certos fatos e sabe que tem bom senso, aja com base nessa conclusão, muito embora outros possam hesitar ou pensar diferente." (Você não está nem certo nem errado porque a multidão discorda de você. Você está certo porque seus dados e raciocínio estão certos.) Da mesma forma, no mundo dos papéis, a coragem se torna a virtude suprema, contanto que exista um conhecimento adequado e um bom senso respaldado na experiência.
O RISCO NÃO ESTÁ EM NOSSAS AÇÕES, MAS EM NÓS MESMOS.
O risco existe em outra dimensão: dentro de você. Se você superestima seu grau de conhecimento sobre um investimento ou sua capacidade para lidar com uma queda temporária de preços, não importa o que você possui ou como o mercado funciona. Em última instância, o risco financeiro reside não nos tipos de investimentos que você possui, mas no tipo de investidor que você é. Se você deseja saber o que é realmente risco, procure o espelho mais próximo. O que olha de volta para você é o risco.
• "confiança bem calibrada" (Entendo esse investimento tão bem quanto penso entender?)
• "arrependimento corretamente antecipado" (Como reagirei se minha análise estiver errada?)



