terça-feira, 1 de outubro de 2019

A arte da guerra.

A ARTE DA GUERRA.
OS TREZES CAPÍTULOS ORIGINAIS 

Autor: Sun Tzu.


ESTRUTURA DO LIVRO.

uCapitulo I –Planos e Análise
uCapitulo II-Táticas de Guerra
uCapítulo III- Estratégias de Ataque
uCapitulo IV- Disposições Táticas
uCapítulo V - Estratégia Militar
uCapítulo VI - Pontos Fracos e Fortes
uCapitulo VII- Manobras
uCapitulo VIII-Variações Táticas
uCapítulo IX-O Exército em Marcha
uCapitulo X –Terreno
uCapitulo  XI- As Nove Situações
uCapitulo XII-Ataque pelo Fogo

uCapitulo XIII- O Uso de Espiões.

USEI UMA VERSÃO CLÁSSICA , MAS TRILÍNGUE ,(INGLÊS , ESPANHOL E PORTUGUÊS ), PARA LEMBRAR QUE OUTROS,  EM TODO MUNDO, ESTUDA TAMBÉM AS ESTRATÉGIAS DE SUN TZU.

Capitulo I –Planos e Análise.

Sun Tzu disse: a arte da guerra é de vital importância para o Estado, e uma questão de vida ou morte, um caminho que pode levar tanto a salvação quanto a ruína. Portanto, deve ser examinada com astúcia e jamais negligenciada.


A arte da guerra é regida por cinco fatores constantes e importantes:
1. Moral: as pessoas devem estar em pleno acordo com suas regras para segui-las cegamente. (castigos e prêmios justamente aplicados)
2. Clima: significa dia e noite, o frio e o calor, as variações climáticas.
3. Terreno: engloba as distâncias, que podem ser imensas ou pequenas de caminhos seguros ou imprevisível
4.Líder: (ou comandante) deve se fazer presente pelas virtudes do saber, da verdade, benevolência, coragem e rigor
5. Método e disciplina: são as formas de organização da tropa,... questões como a manutenção das estradas pelas quais suprimentos deverão chegar ao exército ou o controle das despesas militares devem ser sempre analisados.


Capitulo II -Táticas de Guerra.    

Sun Tzu disse: em operações de guerra, serão necessárias mil peças de ouro por dia de guerra para manter um exército de cem mil homens. Gastos com transporte,enviados secretos e conselheiros, bem como os suprimentos necessários para mantê-los e leva-los a uma distância de mil li* em expedições. Seja em território amigo ou hostil, o consumo de pequenos itens, incluindo entretenimento, deve ser contabilizado.

Neste capítulo o autor mostra que o sucesso na guerra  depende da rapidez de terminar um conflito. Guerras duradouras custam muito ao estado, Além disso, o armamento se desgastará, seus soldados ficaram cansados e o animo se dissipará.

Sun Tzu completa ... Ainda que tenha ouvido falar que atitudes precipitadas são imprudente, não acredito que a esperteza esteja associadas a decisões demoradas.  

Capitulo III –Estratégias de Ataque.

Sun Tzu disseNa arte da guerra, o melhor é manter o país inimigo intacto. O melhor é capturar o inimigo incólume ao invés de destruí-lo, capturar o regimento, uma divisão com alguns poucos homens ou uma companhia inteira. Aniquilar um exército inimigo é apenas a segunda melhor opção. Portanto, lutar e vencer em todas as batalhas não constitui o sucesso absoluto: o sucesso absoluto consiste em quebrar a resistência do inimigo sem precisar lutar.

A melhor estratégia militar é frustar os planos inimigos. A segunda melhor é prevenir alianças de forças inimigas, e a terceira é atacar o exercito armado em seu próprio campo.  
O autor menciona cincos fatores essências para vencer uma guerra : ataque, estratégia,alianças, exércitos e cidades defendidas.
Por último uma das frases mais repetidas de Sun Tzu e ainda bastante atual. " Aquele que tem autoconhecimento e conhece também ao inimigo, estará sempre a salvo ( em 100 batalhas 100 vitórias) . Aquele que possuem apenas autoconhecimento, pode tanto ganhar quanto perder ( em 100 batalhas , 50 perde e 50 ganha), já aquele que desconhece tanto a si mesmo quanto a seus inimigos, sucumbira a todas as batalhas ( 100 batalhas , 100 derrotas).


Capitulo IV – Disposições Táticas.

Sun Tzu disse: deste a antiguidade os bons combatentes colocam-se fora da possibilidade de derrota, e então esperam ate que o inimigo exponha suas deficiência,para então ter a oportunidade de derrotar o inimigo.     

O posicionamento tático do exército, permite batalhar apenas quando já está assegurado a vitória , enquanto que aquele que é destinado a perder primeiro vai à luta,para depois ir à procura da vitória.
Capitulo V – Estratégia Militar.
Sun Tzu disse:  o controle de uma grande força segue o mesmo principio do controle de uma  pequena tropa: é uma mera questão de números. 

Comandar um exército e comandar um soldado é a mesma coisa, tudo depende da estrutura e da metodologia usada.

 O leitor pode perceber que o livro traz somente dois métodos de ataque , o direto e o indireto, mas assim como só existem 5 cores primarias e a combinação entre elas, produza  infinitas combinações de cores. os dois métodos dão origem a infinidades de manobras táticas.

Capitulo VI – Pontos fortes e fracos. 

Sun Tzu disse: em geral,aquele que for o primeiro a ocupar o campo e aguardar a chegada do inimigo estará descansado para o combate. Aquele que chegar depois ao campo de batalha e se precipitar para entrar em combate estará exausto.

Neste capítulo,o autor explica que a divina arte da sutileza e que o destino de seus inimigos estão em suas mãos e  que o general deve aprender maneiras de se tornar invisível e inaudível. Avançado pelo lado fraco do inimigo.
Todos podem perceber as táticas pelas quais se vence uma batalha; mas o que ninguém consegue enxergar é a estratégia existente por trás da vitória absoluta.


Capitulo VII – Manobras. 

Sun Tzu disse: na guerra, o general que recebe comandos do soberano deve concentrar suas forças,deve combinar e harmonizar os diferentes elementos para criar um exército engajado.Depois disso vêm as táticas de manobras,e nada é mais difícil.

São estudados os diversos tipos de manobras militares , e sobretudo como tornar nosso caminho o melhor possível e do inimigo o mais sinuoso possível.

Pondere e tome decisões antes de se movimentar. Ao cercar um exército, deixe uma saída,caso contrário o inimigo lutará até a morte.

Capitulo VIII – Variações Táticas. 

Sun Tzu disse: ao receber ordem de seu soberano,o general deve reunir o exército e concentrar suas forças.Quando estiver em locais difíceis,não acampe. Em países cujas altas rotas se intersectam, dê as mãos aos seus aliados. Não prolongue a estada em posições perigosamente isoladas. Em situações de confinamentos recorra a estratégias, em posição de desespero,é preciso lutar. 

São revelados as cincos falhas que podem afetar um general:

  • Imprudência - que leva a destruição;
  • Covardia - que leva à captura;
  • Temperatura vulnerável - o que pode provocar o descontrole;
  • Sensibilidade de honra e vergonha - um general não deve se ofender intempestivamente e buscar a reparação;
  • Compaixão em excesso com seus homens,o que o expõe a preocupações e problemas.    

Capitulo IX – O Exército em Marcha. 


Sun Tzu disse: observe os sinais do inimigo. Atravesse rapidamente as montanhas,e mantenha-se nas vizinhanças dos vales. Acampe em locais altos e ensolarados e não escale ao topo da montanha para lutar.

O momento certo das movimentações e como deve ocorrer as movimentações dos exércitos,é sobre isso que o autor escreveu neste capítulo.

Capitulo X – Terreno. 

Sun Tzu disse: as principais configurações de terrenos são: acessível,complicado,indeciso,estreito,acidentado e distante.

É explicado os seis tipos de terrenos, as vantagens e desvantagens de cada um dele. Não respeitar as lições de Sun Tzu, podem ocorrer as seguintes calamidades:

  1. Debandagem;
  2. Insubordinação;
  3. Colapso;
  4. Ruína;
  5. Desorganização;
  6. Derrota.
Por isso se diz que : se você conhece o inimigo e a si mesmo, a vitória é inquestionável. Se conhece o terreno e as condições, você pode torna sua vitória absoluta.

Capitulo XI – As nove situações. 


Sun Tzu disse: a arte da guerra reconhece nove variedades de território: o dispersivo,o agradável, o controverso, o aberto, o de intersecção de estrada, o terreno crítico, o difícil,o vulnerável e o perigoso.

Mas uma vez o autor mostra que o conhecimento é a solução para os problemas, neste caso especifico, conhecimento sobre os vários tipos de territórios e o que deve fazer em cada um deles.

Segundo Sun, a agilidade é a essência da guerra : tire vantagem do despreparo do inimigo...o sucesso da guerra é conquistado por meio do estudo cuidadoso dos propósitos dos inimigos. Realmente é um conselho atual, estando em guerra ou não.

Capitulo XII– Ataque pelo Fogo. 

Sun Tzu disse: existem cinco maneiras de atacar com fogo. O primeiro é queimar os soldados em seus acampamentos;o segundo é queimando provisões;o terceiro é queimar transporte e equipamentos;o quarto, queimar arsenais e depósitos;e,o quinto,é lançar fogo contínuo ao inimigo.

Neste capítulo, é mostrado a importância de usar uma equipe preparada (treinada) e uma arma que talvez nos tempos atuais poderia ser equivalente a uma arma de "destruição em massa", o fogo. Discorre sobre como as pessoas reage em situações assim e o que devemos fazer. Mas finaliza (pag, 71) que nenhum líder deve colocar tropa no campo apenas para reparar sua própria angustia. Nos mostra que o enfretamento deve ser a última solução e quando temos certeza que a vitória é certa.

Capitulo XIII – O uso de Espiões. 

Sun Tzu disse: construir uma tropa de cem mil homens e conduzi-los à grandes distâncias gera grande perdas de pessoas e o escoamento de recurso de estado.  

A lição mais importante neste capítulo é a informação. Uso de espião foi a melhor maneira defendida por Sun Tzu. Hoje em organizações exponenciais ( veja resumo do livro neste blog), obtém uma rede de informações valiosas com custo baixíssimo.

Espiões ( informação) são a essência da arte da guerra;porque deles depende a capacidade do exército de se locomover.

Resumo do livro em frases.
A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.
O que é de suprema importância na guerra é atacar a estratégia do inimigo.
A velocidade é a essência da guerra. Tire proveito do despreparo do inimigo; viaje por rotas inesperadas e atinja-o onde ele não tomou precauções.
Toda guerra é baseada no engano. Por isso, quando capazes de atacar, devemos parecer incapazes; ao utilizar nossas forças, devemos parecer inativos; quando estamos perto, devemos fazer o inimigo acreditar que estamos longe, quando longe, devemos fazê-lo acreditar que estamos perto.
Trate seus homens como se fossem seus próprios filhos amados. E eles irão segui-lo no mais profundo vale. 


Documentário no History Channel com "casos atuais " e lições da arte da guerra.







Agilidade Emocional.

Livro:Agilidade Emocional.
Autor: Susan David.
Quantidade de página : 295.


Objetivo.

Um livro com base científica, que nos ensina  a lidar com as reviravoltas da vida com autoaceitação, desenvoltura e agilidade. Um livro que ajuda desenvolver seu autoconhecimento.

São 11 Capítulos focados em reconhecer as nossas emoções, como raiva, medo, e nos mostra o que fazer para estes  sentimentos não assumir nosso controle. As emoções são somente aviso que algo está errado ou não gostamos, deve ser investigados, por que são nossas aliadas naturais.

CAPÍTULO I.
DA RIGIDEZ À AGILIDADE.

A autora  inicia o capítulo contando uma história, entendendo e refletindo sobre esta história, entenderemos todo o Capítulo.

Autora inicia o capítulo contado uma história que exemplifica bem a rigidez ao pensar . " anos atrás, na época de Downton Abbey, um conceituado capitão achava-se na ponte de comando de um navio de guerra britânico assistindo ao pôr do sol no mar. Reza a história que o capitão estava prestes a descer para jantar quando um vigia de repente anunciou : "Uma luz, senhor. A três quilômetros, exatamente à nossa frente "Ela está parada ou se movendo?" perguntou. "Parada, capitão.
"Então envie uma mensagem para aquele navio", ordenou rispidamente o capitão. "Diga a ele o seguinte: 'Vocês estão em rota de colisão. Alterem seu curso em 20 graus'."
A resposta, vinda da origem da luz, chegou momentos depois: É aconselhável que vocês alterem seu curso em 20 graus". O capitão sentiu-se insultado. Não apenas sua autoridade sendo desafiada, mas isso estava acontecendo diante de um marinheiro subalterno! "Envie outra mensagem", rosnou o capitão. "Somos o HMS defiant, um navio de guerra de 35 mil toneladas da classe encouraçado. Mude seu curso em 20 graus. "Magnífico, senhor", foi a resposta. "Sou o marinheiro de segunda classe O'Reilly. Mude seu curso imediatamente".
Enfurecido e com rosto vermelho, o capitão gritou: somos a nau capitânia do Almirante Sir. Willian Atkinson- Willes! mude MUDE SEU CURSO EM 20 GRAUS!".
Fez um momento de silêncio antes que o marinheiro O'Reilly retrucasse: somos um farol senhor. "

 Temos nossas emoções,sensações como medo, ansiedade, alegria e euforia,um sistema neuroquímico que evoluiu para nos ajudar a navegar pelas complexas correntes da vida.

As emoções, da raiva descontrolada ao amor inocente, são as reações físicas imediatas do corpo a sinais importantes do mundo exterior. Quando nossos sentidos captam informações- sinais de perigo , indícios de algum interesse amoroso, pistas que indicam que estamos sendo aceitos ou excluídos pelos nossos colegas, nós nos ajustamos fisicamente a essas mensagens. Nosso foco mental intercepta a ameaça ou se tranquiliza no calor da companhia de quem confiamos.

Mas nem sempre é fácil fazer isso, porque nossas emoções nem sempre são confiáveis. Em algumas situações, elas nos ajudam a penetrar por entre a dissimulação e o fingimento, funcionando como uma
espécie de radar interno para nos fornecer uma interpretação mais precisa e perspicaz do que está de fato acontecendo em uma determinada situação.

A agilidade emocional tem a ver com relaxar, se acalmar e viver com mais propósito. Tem a ver com escolher como você vai responder ao seu sistema de alarme emocional. 

A agilidade emocional é um processo que permite que você permaneça no momento, mudando ou mantendo o seu comportamento de modo a viver de maneiras que se harmonizem com suas intenções
e seus valores. O processo não envolve desconsiderar as emoções e os pensamentos incômodos, e sim encará-los de uma maneira relaxada,enfrentá-los com coragem e compaixão, e depois deixá-los para trás para fazer com que coisas importantes aconteçam na sua vida.

O processo de adquirir agilidade emocional se desdobra em quatro movimentos essenciais:
  1. olhar de frente
  2. afastar-se
  3. ser coerente com seus motivos
  4. seguir em frente.

CAPÍTULO 2.
ENREDADO.

A autora explica os perigos de termos uma "gancho" e criamos um história em função deste gancho e acreditando nessa "histórias", comentemos erros graves.


O gancho é geralmente uma situação que você encontra no seu dia a dia. Pode ser uma conversa difícil com seu chefe, uma situação com um parente que está deixando você apreensivo, uma apresentação próxima, uma discussão com sua cara-metade a respeito de dinheiro, o boletim insatisfatório de um filho ou talvez apenas o trânsito habitual na hora do rush.


Segundo a Autora "O problema não é apenas que essas histórias questionáveis, nem sempre precisas, que contamos a nós mesmos nos deixem confusos,desperdicem nosso tempo ou resultem em alguns dias de frieza em casa. O problema maior é o conflito entre o mundo que essas histórias descrevem e o mundo em que vivemos, que é o mundo no qual podíamos de fato prosperar".

Quando você reage automaticamente de uma maneira inútil, independentemente de qual tenha sido a reação, você está enredado. (". O anzol com a isca está oscilando bem na sua frente, e você o abocanha sem pensar duas vezes").

Susan, explica os quatros ganchos principais:
  1.  Culpar os pensamentos;
  2. Mentalidade de macaco ( pensamentos mudando semelhante a macaco pulando galho em galho);
  3. Ideia velhas e ultrapassadas;
  4. Retidão equivocada.
CAPÍTULO 3.
TENTANDO DESENREDAR.

  Neste capítulo a autora ,mostra as emoções básicas que sentimos e a ruminação, preocupação e a repressão como desafios para desenredar.

"Vamos considerar para o nosso propósito que existem sete emoções básicas:
  1. alegria;
  2. raiva;
  3. tristeza;
  4. medo;
  5. surpresa;
  6. desprezo;
  7. aversão.
 No entanto, cinco delas; a raiva,medo,tristeza,desprezo e a aversão - estão claramente na extremidade não tão confortável do espectro afetivo (a "surpresa" pode estar em qualquer um dos dois lados).

Qual o significado do fato de a maior parte das nossas emoções refletirem o lado sombrio da experiencia humana? O fato de tantas emoções serem perturbadoras e, no entanto, suficientemente uteis para nos ajudar a sobreviver à seleção natural, não significaria que até mesmo os sentimentos sombrios e penosos têm um proposito? Não seria então esse o motivo pelo qual não deveríamos tentar evitá-los e sim aceitá-los como uma parte útil embora, as vezes desconfortáveis de nossas vidas".

 Desenredando:

Repressão - o problema com a repressão é que desconsidera emoções perturbadoras e não permite chegar a raiz do que quer esteja causando.

As pessoas reprimidas tentam se desenredar pondo as emoções de lado e prosseguindo com a vida.

Ruminadores - Quando capturados  por sentimentos desconfortáveis, os ruminadores esquentam a cabeçá com a sua própria aflição, jogando incessantemente lenha na fogueira.

 Os ruminadores não conseguem superar e lutam para compartimentalizar  enquanto ficam obcecados por uma dor, um fracasso percebido, uma deficiência ou uma ansiedade.

A ruminação é prima da preocupação . Ambas são muito focada em si própria e envolvem tentar viver em outro momento que não o agora . Mas enquanto a preocupação olha para a frente, a ruminação olha para trás, um exercício  ainda mais inútil.

O lado positivo da raiva e de outras emoções desafiantes. Segundo a Autora, fingir que estamos mais felizes do que estamos de fato é uma proposição perdedora,e força-se a ser "genuinamente" mais felizes é decididamente autodestrutivo. Isso acontece em parte porque gera expectativas inatingíveis e em parte  porque nossos falsos sorriso e a ânsia de agarrar todo o entusiasmo nos privam dos benefícios das emoções "negativas".

Nossos sentimentos primitivos podem ser os mensageiros que precisamos para nos ensinar coisas a respeito de nós mesmos e podem encorajar lampejos de importantes orientações na vida.

CAPÍTULO 4.
OLHAR DE FRENTE.

Neste capítulo, é mostrado o desafio de olhar nossos problemas de frente como única maneira de resolver. Disse ela : na vida moderna, frequentemente nos encontramos na borda dos nossos próprios lugares escuros  que são ainda mais aterrorizantes por estarem dentro de nós. Às vezes, esses lugares estão repletos de demônios; às vezes há apenas pequenos duendes escondidos nos cantos. No entanto, quer as criaturas representem traumas importantes ou apenas constrangimentos secundários, coisas aterrorizantes ou bobagens, elas podem nos manter enredados.

Os nossos demônios ocultos são simplesmente resíduo da insegurança, da falta de confiança e do medo de fracasso perfeitamente comuns e quase universais.

"Olhar de frente não é um exercício heroico da vontade, mas é simplesmente olhar nos olhos dos nossos atormentadores e dizer: "Muito bem. Você está aqui e eu estou aqui. Vamos conversar. Como sou grande o bastante para conter todos os meus sentimentos e experiência passadas, sou capaz de aceitar todas essas facetas da minha existência sem ficar arrasado ou aterrorizado"

Aprender a enxergar e aceitar integralmente o nosso eu, com todas imperfeições, ajuda a lembrar de algo que todos os nossos neróis e heroínas favoritos têm em comum: eles estão longe de ser perfeitos.

CAPÍTULO 5.
AFASTE-SE.

O modo automático como vivenciamos todas as situações na vida , nos afasta da verdadeira capacidade que temos de resolver os problemas e por causa disso ficamos enrendados. É  sobre isso que a autora discorre neste capítulo.

Monges e místicos recorrem desde tempos imemoriais a práticas como a meditação para dissolver a fusão entre pensamento e o pensador, o impulso e a ação, libertando a mente de algumas das suas restrições mais rígidas  e de suas interpretações distorcidas.

A ideia era que a mente indisciplinada se distrai facilmente, oscilando para trás e para a frente no tempo, envolvendo-se com memórias que "empurram" do passado e projeções que "puxam" do futuro.

É somente quando estamos plenamente no presente,completamente sintonizados com o "agora". que podemos lidar com o momento de uma maneira emocionalmente ágil.

 Parece que a prática da atenção plena melhora a conectividade nas redes do cérebro que nos impedem de sermos distraídos. Ao nos ajudar a nos concentrar, a atenção plena também aumenta a competência,melhora a memória, a criatividade e as nossas disposições de ânimo,bem como os relacionamentos, a saúde e a longevidade em geral. 

A falta de atenção nos conduz com muita facilidade ao caminho onde acabamos enredados. É o estado da falta de consciência e do piloto automático.

Você não está realmente presente. Em vez disso,você está se apoiando excessivamente em regras rígidas ou desgastadas que não foram devidamente analisadas.

A atenção plena pode nos ajudar a ficar mais à vontade com essa essência interior e a seguir o mandamento do autoaperfeiçoamento,diretamente do Oráculo de Delfos na antiga Grécia: Conhece a ti mesmo.

Não podemos ler as instruções quando estamos presos dentro do frasco. A atenção plena nos orienta a sermos mais ágeis emocionalmente, possibilitando que observemos o pensador que está produzindo os pensamentos.

O simples ato de prestar atenção traz o eu para fora das sombras. Cria o espaço entre o pensamento e a ação que precisamos para garantir que estamos agindo com base em uma escolha e não apenas em função do hábito.

No entanto, a atenção plena envolve mais do que saber que "estou ouvindo alguma coisa", ou do que estar consciente de que "estou vendo alguma coisa" ou até mesmo de notar que "estou tendo um
sentimento". Ela diz respeito a fazer tudo isso com equilíbrio e tranquilidade, abertura e curiosidade, e sem críticas ou condenações.

Como resultado, o estado mental da atenção plena nos permite enxergar o mundo por meio de múltiplas perspectivas e avançar com níveis mais elevados de autoaceitação, tolerância e gentileza para conosco.

CAPÍTULO 6.
SEJA COERENTE COM SEUS MOTIVOS.

Susan, nos mostra a importância de sermos coerentes com nossos motivos. Disse ela:

" Ser coerente com seus motivos" é a arte de viver de acordo com o seu conjunto de valores pessoais- as crenças e os comportamentos que você preza e que lhe conferem significado e satisfação.

Identificar os valores que são verdadeiramente seus e agir movido por eles e não por aqueles que os outros impõem a você; não pelo que você acha que deveria se interessar, mas pelo que você de fato se interessa- é o próximo passo crucial para promover a agilidade emocional.

Para tomar decisões que se coadunem com a maneira como você espera avançar na vida, você precisa estar em contato com as coisas que importam para você para poder usá-las como guias. Se você nunca se deu ao trabalho de esmiuçar seus valores, você está sempre improvisando, que é como estamos sempre desperdiçando nosso tempo - navegando na internet, encaminhando correntes de e-mails inúteis assistindo a horas seguidas de reality shows na televisão e continuando a nos sentir irrealizados.

Para sermos coerentes como nossos motivos , precisamos identificar nossos valores, Segundo a escritora : " A palavra "valores" pode ter uma conotação de repreensão, de educação religiosa, que é bastante desagradável. Ela parece restritiva, punitiva ou, o que é ainda pior, intolerante. Ouvimos falar muito em ter os valores "certos" (ou os errados), mas o que isso realmente significa? E quem decide que valores merecem ser alimentados?

Antes de qualquer coisa, não creio que ideias inflexíveis a respeito do certo e do errado nos sejam muito úteis. E elas certamente não tem  lugar em um livro sobre agilidade emocional! Não encaro os valores como regras que devem nos governar, mas sim como qualidades de uma ação propositada que podemos levar a muitos aspectos da vida.

Na pag,133, é dito "Os valores não são universais; o que é "certo" para uma pessoa pode muito bem não o ser para outra. No entanto, identificar o que importa para você, seja sucesso profissional, criatividade, relacionamentos próximos, honestidade, altruísmo- a lista de opções é quase infinita - lhe confere uma inestimável fonte de perenidade. Os valores funcionam como uma espécie de base psicológica para mantê-lo estável".

CAPÍTULO 7.
SIGA EM FRENTE.

O PRINCÍPIO DOS MINÚSCULOS AJUSTES.

Neste capítulo, Susan, mostra a importância de pequenas transformações,que significam muito em nossa vida.

 Ajustar as pequenas coisas pode causar um poderoso impacto quando fazer isso nos permite equilibrar nosso comportamento mais estreitamente com aquilo que realmente importa para nós.

A natureza promove evolução, não revolução. Estudos de muitas áreas diferentes demonstraram que pequenas mudanças ao longo do tempo podem aumentar substancialmente nossa capacidade de florescer.

A maneira mais eficaz de transformar sua vida, portanto, não é pedir demissão do emprego e se mudar para um ashram, mas sim parafraseando Theodore Roosevelt, fazer o que você pode, com o que você tem, onde você está.

Cada pequeno ajuste pode não parecer muita coisa sozinho, mas pense em todos os ajustes como fotogramas de um filme. Se você alterar cada fotograma, um de cada vez, e juntá-los todos, acabará com um filme completamente diferente, um filme que conta uma história inteiramente diferente.

Quando nossa abordagem dos problemas é grandiosa demais ("preciso de uma nova carreira!"), encorajamos a frustração. Mas quando temos por meta pequenos ajustes ("vou conversar uma vez por semana com alguém de fora da minha área"), o custo do fracasso é bem pequeno.

Quando sabemos que temos pouco a perder, nossos níveis de estresse diminuem e de que "eu consigo lidar com isso", o que nos ajuda a tornar-nos ainda mais empenhados e criativos.

E o que é igualmente importante, nós mobilizamos a necessidade humana fundamental de fazer progresso em direção a metas significativas.

Ao procurar os lugares certos para fazer essas minúsculas mudanças, existem três áreas gerais de oportunidade:
  1. Você pode ajustar suas convicções;
  2. Você pode ajustar suas motivações ;
  3. Você pode ajustar seus hábitos.
Na pag 162, a autora conceitua a autonomia.

A importância fundamental da autonomia, o poder motivador de ser capaz de fazer as coisas em função do nosso livre-arbítrio e da nossa vontade, e não por ser coagida por alguma força externa.

Mobilizar nossa autonomia, o poder de querer em vez de ter ter que,é o segundo pré-requisito para ajustar seu caminho para uma mudança significativa.

CAPÍTULO 08.
SIGA EM FRENTE.

O PRINCÍPIO DA GANGORRA.

Neste capítulo, Susan, explica que os desafios que enfrentamos e as competências que nos esforçamos para desenvolver nos ajudarão a chegar mais perto da vida que intimamente desejamos.

Quando estamos na pré-escola, ficamos ansiosos para enfrentar o desafio e dominar a habilidade de amarrar o cordão dos nossos sapatos,e esse momento importante na vida pode ser bastante emocionante, tanto para as crianças quanto para os pais.

No entanto, depois de algum tempo na realidade, com enorme rapidez a competência leva à complacência.

 Quando transformamos tarefas que um dia foram novas para nós em hábitos, liberamos energia mental.

Como também vimos, transformar em hábitos comportamentos que deliberadamente escolhemos e que estão associados aos nossos valores é um aspecto importante da agilidade emocional.

Em certas áreas da vida, no entanto, existe algo que pode ser definido como ser "competente demais".
Quando passamos a fazer bem demais uma determinada coisa, podemos rapidamente ser conduzidos inconscientemente de volta para o piloto automático, reforçando,não apenas o comportamento rígido, mas também o desligamento, a ausência de crescimento e o tédio, em resumo, paramos de prosperar.

Para permanecermos emocionalmente ágeis, precisamos encontrar o equilíbrio entre a competência excessiva de um lado e o desafio excessivo por outro. Esse é o princípio da gangorra.

Necessitamos realmente esta vivo e pra isso, precisamos escolher a coragem em detrimento do conforto para poder continuar a crescer, subir e desafiar a nós mesmos.

E isso significa não nos determos achando que chegamos ao céu quando estamos apenas sentados no patamar mais próximo. No entanto, de acordo com o princípio da gangorra, também não queremos ficar excessivamente envolvidos por adotar metas irrealistas ou por achar que podemos chegar ao nosso cume pessoal  em um ímpeto de esforço repentino.

Talvez o melhor termo para descrever o que é viver no limite da nossa capacidade, viscerando e florescendo, sendo desafiados, porém sem ficarmos excessivamente envolvido, seja simplesmente envolvido. E uma parte importante de estarmos envolvidos reside em sermos seletivos nos nossos compromissos, o que significa aceitar os desafios que realmente interessam e que emergem de uma conscientização dos seus valores mais profundos.

CAPÍTULO 09.
A AGILIDADE EMOCIONAL NO TRABALHO.

David, esclarece um princípio básico que é muito verdadeiro também no trabalho. " Realização e florescimento na vida pessoal não resulta de você fazer o que outras pessoas dizem que é certo para você, e sim de você  sintonizar  mais o que faz a cada minuto com os seus valores mais profundos  " 
     
INDÍCIOS DE QUE VOCÊ ESTA ENREDADO NO TRABALHO:

  1. Você não consegue desistir da ideia de "estar certo" mesmo quando existe uma linha de ação obviamente melhor;
  2. Você permanece em silêncio quando sabe que alguma coisa está errada;
  3. Você se ocupa de pequenas tarefas sem considerar o quadro global;
  4. Você se torna apático;
  5. Você só se oferece como voluntário para as missões ou tarefas menos difíceis;
  6. Você faz comentários sarcásticos a respeito de colegas de trabalho ou projetos;
  7. Você se apoia em suposições ou estereótipos a respeito dos seus colegas;
  8. Você não está assumindo o controle do desenvolvimento da sua carreira.

OLHAR DE FRENTE O TRABALHO.

Olhar de frente no escritório significa, na verdade, abrir espaço para seus pensamentos e emoções, rotulá-los e enxergá-los pelo que são:
  • informações em vez de fatos ou diretivas. E isso que possibilita que nos afastemos para criar uma distância entre nós e nossos processos mentais e obter perspectiva em relação a eles, o que então enfraquece o seu poder sobre nós.

CAPÍTULO 10.
CRIANDO FILHOS EMOCIONALMENTE ÁGEIS.

A autora, detalha neste capítulo, as nossas tentativas de criar filhos para que sejam mais capazes e confiantes.

Infelizmente, esses esforços subestimam a capacidade da criança de aprender e crescer com base na experiência e podem ter uma série de consequências imprevistas que são, não raro, o exato oposto do que esperávamos obter.

 Antes de qualquer coisa, o foco na realização promove um conceito de sucesso muito limitado - ou seja, conseguir um determinado tipo de emprego que, presumivelmente, possibilitará que a criança tenha um certo nível de renda.

Na página 236. a autora explica como somos superprotetores e a efeito desta proteção. " outra consequência  imprevista da superproteção dos pais é que os filhos podem crescer achando que o amor dos seus pais está condicionado a eles se comportarem de uma determinada maneira. Isso
conduz à autoestima contingente, a convicção de que o seu valor precisa ser conquistado.

No entanto, por mais que você se esforce para garantir que seus filhos serão bem-sucedidos, felizes e seguros, pode estar certo de que surgirão tentações e que a mudança é inevitável.

Na nossa era competitiva e imprevisível, uma das melhores coisas que os pais podem fazer para ajudar os filhos a prosperar é ensinar a eles as habilidades descritas neste livro. A agilidade emocional é como uma vacina que ajuda a imunizar as crianças contra serem esmagadas pelos momentos desagradáveis que a vida sem dúvida tem reservados para eles.

Isso não dará uma completa imunidade às crianças, mas as ajudará a desenvolver a flexibilidade e a resiliência que elas precisam para florescer, mesmo nos tempos difíceis.

Fechando o capítulo,...:

 Eis como podemos encorajar a autonomia em uma criança:

  1. Respeite-a por quem ela realmente é (por exemplo, alguém que adora desenhar) em vez de por quem você deseja que ela seja (por exemplo, alguém que adora praticar wrestling).
  2. Conceda a ela a possibilidade de uma escolha verdadeira sempre que possível ,o que não é o mesmo que não definir limites, não estabelecer expectativas ou satisfazer todos os caprichos dela.
  3. Forneça uma razão lógica para as decisões que você toma quando nenhuma escolha é possível "Porque é o que eu mandei você fazer!" não é uma justificativa que favoreça a autonomia para explicar a razão pela qual o seu filho que está na pré-escola tem que segurar sua mão ao atravessar a rua "Porque você é pequeno e os motoristas podem não conseguir ver você, mas eu sou alto e eles podem me ver" é uma argumentação razoável.
  4. Minimize recompensas externas como adesivos, brinquedos ou dinheiro porque a criança fez xixi no pinico em vez de fazer na fralda, porque fez o dever de casa ou porque teve boas notas.

  CAPÍTULO 11.
CONCLUSÃO:TORNE-SE REAL.

A agilidade emocional é a ausência de fingimento e atuação, o que confere às nossas ações  um poder maior porque elas emanam dos nossos valores básicos e da nossa força essencial, uma coisa sólida, genuína e real.

Não atingimos esse nível de REAL, esse nível de agilidade emocional, por meio da magia, mas sim por meio de uma série de minúsculos passos nos momentos do dia a dia ao longo da vida inteira. Eis como:
  • Nomeie a si mesmo agente da sua vida e assuma o controle do seu próprio desenvolvimento, de sua carreira, seu espírito criativo, sua coragem e sua curiosidade;
  • Aceite todo o seu eu- com nariz desbotado, orelhas surradas, "boas"e "más" emoções, o pacote inteiro com compaixão, coragem e curiosidade;
  • Receba de braços abertos suas experiências interiores, respire nelas e aprenda os contornos delas sem correr para a saída;
  • Abrace a identidade que está evoluindo e libere as narrativas que não são mais úteis para você;
  • Abandone as metas irrealistas das pessoas mortas aceitando que estar vivo significa às vezes se machucar, fracassar, ficar estressado e cometer erros.
  • Deixe de perseguir a perfeição para poder desfrutar o processo de amar e viver;
  • Abra-se para o amor que virá com a dor e para a dor que virá com o amor; e para o sucesso que virá com o fracasso e para o fracasso que virá com o sucesso;
  • Abandone a ideia de ser destemido, caminhando, em vez disso, diretamente para seus temores, tendo seus valores como guia, em direção ao que importa para você. Coragem não é ausência de medo, coragem é caminhar no medo.
  • Escolha a coragem em detrimento do conforto, envolvendo-se dinamicamente com novas oportunidades de crescimento e aprendizado, em vez de se resignar passivamente às suas circunstâncias;
  • Reconheça que a beleza da vida é inseparável da sua fragilidade. Somos jovens até que deixamos de ser. Somos saudáveis até que deixamos de ser. Estamos com aqueles que amamos até que deixamos de estar;
  • Aprenda a ouvir a pulsação do seu próprio porque.


    Um livro muito especial, que merece ser lido e estudado. Compre-o, leia, coloque os ensinamento em prática.

         









    LINK - ENTREVISTA SUSAN DAVID.



    sábado, 28 de setembro de 2019

    O investidor Inteligente.

    LIVRO : O investidor inteligente
    AUTOR: Benjamin Graham.
    QUANTIDADE DE PÁGINAS: 672.

    Este livro foi escrito a 1° edição em  1949, são 20 capítulos que o autor defende a diferença entre um especulador e um investidor e como ser um investidor inteligente.

    Este resumo, foi realizado com base na  sexta edição do livro de julho de 2007, e somente o fato de que Graham foi o mentor de verdadeiros ícones do mundo dos investimentos como Warren Buffett, Irving Kahn e Walter Schloss, já é mais que suficiente para tornar este livro uma leitura obrigatória.

    OBJETIVO.

    O objetivo deste resumo é fornecer, de uma forma apropriada , orientações para adoção e execução de uma política de investimentos baseada no livro . Focado, principalmente, nos princípios de investimento e nas atitudes dos investidores inteligentes, e claro, despertar para leitura do livro na íntegra. 

    CAPÍTULO 1.

    Da página 30 até a página 60 do livro, é explicado o conceito de investidor inteligente verso o especulador. São exemplificados como o investidor inteligente deve agir. O autor diz "O que queremos dizer com o termo "investidor"? Ao longo de todo este livro, o termo será usado em oposição a "especulador". Uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são especulativas."

     Graham, observa que o futuro dos preços dos valores mobiliários nunca é previsível. Se você não tem como prever o comportamento dos mercados, precisa aprender a prever e controlar o seu próprio.

     O autor defende o que é chamado de "equação de Gordon", que, em essência, afirma que o retorno futuro do mercado acionário é a soma do rendimento de dividendos atual acrescido da taxa esperada de crescimento dos lucros. 

    Benjamin, defende que uma operação de investimento,são divididas em três elementos igualmente importantes:
    • você deve analisar exaustivamente uma companhia e a saúde de seus negócios antes de comprar suas ações;
    • você deve deliberadamente proteger-se contra prejuízos sérios;
    • você deve aspirar a um desempenho "adequado", não extraordinário.

    CAPÍTULO 2.

    Neste capítulo o racional é sobre O INVESTIDOR E A INFLAÇÃO. A inflação e seu combate têm preocupado bastante as pessoas nos últimos anos. (nós Brasileiro temos temor da inflação, sobretudo os adultos das décadas de 80 e 90) . A redução do poder aquisitivo no passado e, sobretudo, o medo (ou a esperança dos especuladores) de uma queda ainda maior no futuro exercem uma forte influência sobre o pensamento dos investidores. É claro que aqueles que dependem de uma renda fixa sofrem à medida que o custo de vida aumenta. Os proprietários de ações, por outro lado, têm a possibilidade de que a perda do poder aquisitivo possa ser compensada por aumentos de dividendos e dos preços de suas ações.

    Segundo Graham,precisamos lidar aqui com dois horizontes temporais distintos nos resultados dos investimentos. O primeiro cobre aquilo que provavelmente ocorrerá no futuro a longo prazo, digamos, nos próximos 25 anos. O segundo se aplica ao que provavelmente acontecerá com o investidor — financeira e psicologicamente — ao longo dos períodos curto ou intermediário, digamos, igual ou inferior a cinco anos. Sua estrutura mental, suas esperanças e seus temores, sua satisfação ou seu descontentamento com o que fez e, acima de tudo, as decisões do que fazer em seguida são todos determinados não por uma avaliação retrospectiva de uma vida de investimentos, mas, em vez disso, pela experiência ano após ano e nada disso tem haver com inflação.

     Há uma razão por que é tão importante medir o sucesso nos investimentos não apenas pelo que você alcança, mas pelo quanto você retém após a inflação.

    CAPÍTULO 3.

    Mercado Acionário - A carteira de ações ordinárias do investidor representará um pequeno corte transversal naquela instituição imensa e formidável conhecida como mercado acionário. Por uma questão de prudência, ele deve ter uma idéia adequada da história do mercado acionário em termos, sobretudo, das principais oscilações em seu nível de preços e das diversas relações entre os preços das ações como um todo e seus lucros e dividendos. Com essas informações, ele pode se colocar em posição de julgar com coerência sobre a atratividade ou os perigos do mercado em diferentes momentos. 

     O autor explica que a "razão preço/lucro" de uma ação ou de um índice de mercado como o de quinhentas ações da S&P é uma ferramenta simples para medir a temperatura do mercado. Se, por exemplo, uma companhia gerou US$1 por ação de lucro líquido no último ano e suas ações são vendidas a US$8,93 cada, a razão preço/lucro seria 8,93; se, no entanto, a ação é vendida a US$69,70, então a razão preço/lucro seria 69,7. Em geral, uma razão preço/lucro (ou razão "P/L") abaixo de 10 é considerada baixa, entre 10 e 20 é considerada moderada e acima de 20 é considerada cara.

    O ponto vital do argumento de Graham é que o investidor inteligente nunca deve prever o futuro apenas com base na extrapolação do passado. 

    Para servir de antídoto permanente a essa espécie de papo-furado de mercado de alta, Graham recomenda que o investidor inteligente faça algumas perguntas simples e céticas. Por que os rendimentos futuros das ações seriam sempre iguais aos do passado? Se cada investidor acreditar que as ações sempre darão lucro no longo prazo, o mercado não vai acabar supervalorizado ao extremo? E, se isso acontecer, como poderá o rendimento futuro ser alto?

     Para Graham o desempenho do mercado acionário depende de três fatores:
    1.  O crescimento real (o crescimento dos lucros e dos dividendos das companhias);
    2.  O crescimento inflacionário (o aumento geral dos preços em toda a economia);
    3.  O crescimento ou declínio especulativo (qualquer aumento ou diminuição no apetite do público investidor por ações).
    Por ultimo sentencia : A única coisa confiável na previsão dos rendimentos futuros das ações é que você provavelmente estará errado. A única verdade incontestável que o passado nos ensina é que o futuro sempre nos surpreenderá, sempre.

    CAPÍTULO 4.

    A POLÍTICA GERAL DE INVESTIMENTOS: O INVESTIDOR
    DEFENSIVO.

    Neste capítulo são explicados as características básicas de uma carteira de investimentos que são, em geral, determinadas pela posição e pelas características de seu(s) proprietário(s). Em um extremo, temos os bancos de poupança, as companhias de seguro de vida e os assim chamados fundos fiduciários legais. Temos o próspero e experiente homem de negócios, que incluirá qualquer tipo de título ou ação em sua carteira de valores mobiliários, contanto que ele a considere uma compra atraente.

    O autor defende um princípio antigo e saudável que deveria ser seguido por aqueles que não podem se dar ao luxo de correr riscos, a saber, contentarem-se com um rendimento relativamente baixo derivado dos recursos investidos. Decorre daí a idéia geral de que a taxa de retorno a ser almejada pelo investidor deve ser mais ou menos proporcional ao grau de risco que ele está preparado para assumir. Pensamos de modo diferente. A taxa de retorno buscada deve depender de quanto esforço inteligente o investidor está disposto e é capaz de envidar. O retorno mínimo seria obtido por nosso investidor passivo, o qual deseja segurança e tranqüilidade. O rendimento máximo seria obtido pelo investidor atento e empreendedor, que exercita ao máximo sua inteligência e capacidade.

    Sobre grau de agressividade que sua sua carteira possa ter,diz Graham, depende menos dos tipos de investimento que você possui do que do tipo de investidor que você é.

    Segundo ele, há duas maneiras de ser um investidor inteligente: 
    • pesquisando, selecionando e monitorando continuamente um mix dinâmico de ações, obrigações ou fundos mútuos; ou
    • estabelecendo uma carteira permanente que funciona em regime de piloto automático e não exige qualquer esforço (mas dá muito pouca emoção).

    Graham chama a primeira abordagem de "ativa" ou "empreendedora"; ela demanda muito tempo e energia. A estratégia "passiva" ou "defensiva" demanda pouco tempo ou esforço, mas exige um isolamento quase ascético daquela bagunça apaixonante do mercado. 

    CAPÍTULO 5.

    O INVESTIDOR DEFENSIVO E AS AÇÕES ORDINÁRIAS.

    O autor nos traz as duas  vantagens principais a favor das ações ordinárias. A primeira era que elas ofereciam um grau considerável de proteção contra a erosão da inflação. A segunda vantagem das ações ordinárias residia no rendimento médio mais alto para os investidores ao longo dos anos. Segundo Graham " Isso era produzido tanto pela taxa média de dividendos, que excedia o rendimento das obrigações boas, quanto pela tendência subjacente de aumento no valor de mercado ao longo dos anos, e como conseqüência do reinvestimento de lucros não distribuídos ".

    O autor repete um dica que está em todo livro, não comprar ações com preço alto."Embora essas duas vantagens tenham sido de grande importância, e tenham no passado conferido às ações ordinárias um desempenho de longo prazo muito melhor do que as obrigações, alertamos consistentemente que esses benefícios poderiam ser perdidos pelo comprador de ações se ele pagasse um preço alto demais por suas ações"

    Já aplicado as vantagens de se ter ações ordinárias ele explica as regras para formar sua carteira.
    serem seguidas:
    1. Deve haver uma diversificação adequada, porém não excessiva. Isso significa um mínimo de dez ações diferentes e um máximo de aproximadamente trinta;

    2. Cada companhia escolhida deve ser grande, conceituada e conservadoramente financiada;

    3. Cada companhia deve ter um histórico longo e ininterrupto de pagamentos de dividendos;

    4. O investidor deve impor algum limite no preço que pagará por uma ação em relação a seus lucros médios nos, digamos, últimos sete anos. Sugerimos que esse limite seja estabelecido em 25 vezes tais lucros médios e não mais que vinte vezes os dos últimos 12 meses. No entanto, tal restrição eliminaria da carteira quase todas as companhias mais fortes e populares.

    O autor, discorre sobre uma metodologia simples de investimentos . Método do custo médio.
    A Bolsa de Valores de Nova York tem envidado esforços consideráveis para popularizar seu "plano de compra mensal", de acordo com o qual um investidor investe o mesmo montante em dólares todo mês na compra de uma ou mais ações ordinárias. Essa é uma aplicação de um tipo especial de "investimento automático", conhecido como custo médio em dólares. Durante a experiência predominantemente de alta desde 1949, os resultados de tal procedimento não poderiam deixar de ser altamente satisfatórios, sobretudo por evitar que o praticante concentrasse suas compras nos momentos errados.

    Este método tem a vantagem de proteger o investidor da alta e baixa da bolsa e permite que na baixa se compre  mais ações e na media os ganhos tem se mostrado muito maior  que as possíveis perdas.

    CAPÍTULO 6. A POLÍTICA DE INVESTIMENTOS PARA O INVESTIDOR EMPREENDEDOR:
    UMA ABORDAGEM NEGATIVA.

     Neste capítulo o argumento do autor, é o investidor empreendedor deveria começar da mesma forma que o investidor defensivo, ou seja, dividindo seus recursos entre as obrigações com grau de investimento e as ações ordinárias com grau de investimento compradas a preços razoáveis. Ele estará preparado para investir em outros tipos de papéis, mas em cada caso desejará obter uma justificativa bem fundamentada para tomar tal atitude. É difícil discutir esse tópico de maneira ordenada, porque não existe um padrão simples ou ideal para as operações ativas. O campo de escolha é amplo; a escolha deve depender não apenas da competência e da capacidade do indivíduo, mas, talvez em grau igual, também aos seus interesses e preferências.

    Também é alertado sobre o investidor que compra e vende na bolsa :" A lição é clara: não faça nada, fique parado. É hora de todos reconhecerem que o termo "investidor de longo prazo" é redundante. Um investidor de longo prazo é o único tipo de investidor que existe. Alguém que não pode permanecer com ações por mais que poucos meses de cada vez está fadado a terminar não como um vencedor, mas como uma vítima.

    As atividades essencialmente características do investidor empreendedor no terreno das ações ordinárias podem ser classificadas em quatro categorias:
    1. comprar em mercados de baixa e vender em mercados de alta;
    2. comprar, com cuidado, "growth stocks" selecionadas;
    3. comprar ações subvalorizadas de diversos tipos;
    4. comprar em "situações especiais". (A "situação especial" típica deriva do número crescente de aquisições de firmas pequenas por grandes e deve ser realizado pro profissionais do mercado).

    Finalmente ele sentencia :  o leitor pode perguntar, que as fortunas verdadeiramente grandes oriundas de ações ordinárias foram feitas por aqueles que assumiram compromissos substanciais nos anos iniciais com uma companhia em cujo futuro eles tinham grande confiança e que mantiveram suas ações originais tenazmente enquanto elas aumentaram em centenas ou até mais vezes seu valor? A resposta é "sim".

    CAPÍTULO 7. A POLÍTICA DE INVESTIMENTOS PARA O INVESTIDOR EMPREENDEDOR:
    O LADO POSITIVO

    Mas o que é um investidor empreendedor ?  Graham levanta esse assunto para lembrá-lo de que um investidor "empreendedor" não é aquele que corre mais riscos do que a média ou que compra ações de "crescimento agressivo"; Um investidor empreendedor é simplesmente aquele disposto a dedicar tempo e esforços extras na pesquisa de sua carteira. O investidor empreendedor, por definição, dedicará bastante atenção e esforço para obter um resultado acima da média de seus investimentos.

    O autor explica sobre  growth stocks. "Todo investidor gostaria de selecionar as ações de companhias que terão um desempenho acima da média no longo prazo. Uma growth stock pode ser definida como uma que teve tal desempenho no passado e da qual espera-se o mesmo no futuro." Portanto, parece lógico que o investidor inteligente se concentre na escolha de growth stocks".

    As política de investimento é defendida como regra de ouro pelo autor. " A política de investimento, conforme desenvolvida aqui, depende em primeiro lugar de o investidor escolher o papel defensivo (passivo) ou o empreendedor (ativo). O investidor ativo deve ter um conhecimento considerável de quanto valem os valores mobiliários, suficiente, na verdade, para justificar encarar suas operações de investimento como equivalentes a um negócio empresarial. Não há espaço nessa filosofia para um meio-termo ou uma série de gradações entre o status passivo e ativo. Muitos, talvez a maioria, dos investidores procuram colocar-se em tal categoria intermediária; em nossa opinião, essa é uma atitude que provavelmente renderá mais decepção do que realização".

    Finalizando o capítulo há o aviso : " A ANTECIPAÇÃO DO MERCADO NÃO É NADA. Em um mundo ideal, o investidor inteligente manteria ações apenas quando elas estivessem baratas e as venderia quando se tornassem supervalorizadas. Em seguida, buscaria proteção nos títulos e no dinheiro até que as ações novamente se tornassem baratas o suficiente para serem compradas". Contudo,quando as ações crescem mais rápido do que as companhias, os investidores acabam sempre se arrependendo.

    Quanto mais sobe uma ação, mais provável parece que continue a subir. Porém, essa crença instintiva é cabalmente contradita por uma lei fundamental da física financeira: quanto maior o tamanho, mais lento o crescimento. Uma companhia de US$1 bilhão pode dobrar suas vendas com certa facilidade; mas onde uma companhia de US$50 bilhões  pode encontrar outros US$50 bilhões em negócios?

    CAPÍTULO 8. O INVESTIDOR E AS FLUTUAÇÕES DO MERCADO.

    O mercado é volátil pode ter certeza disso. Graham adverte que na medida em que os recursos do investidor são aplicados em títulos com grau de investimento com vencimentos relativamente curtos, digamos, de sete anos ou menos, ele não será afetado significativamente pelas mudanças nos preços de mercado e não precisará levá-las em consideração. (Isso se aplica à sua carteira de obrigações de poupança americanas, que ele pode sempre reaver a um preço igual ou superior ao de custo.).
    As obrigações de longo prazo podem sofrer oscilações de preço relativamente grandes até o vencimento, sendo quase certo que o valor de sua carteira de ações ordinárias oscilará ao longo de qualquer período de vários anos. O investidor deve tomar conhecimento dessas possibilidades e se preparar para elas, tanto financeira quanto psicologicamente.

    Os cuidados com as flutuações de mercado como um guia para as decisões do investidor foi o tópico de discussão do autor. " Já que as ações ordinárias, mesmo aquelas com classificação de risco baixa,
    estão sujeitas a oscilações grandes e recorrentes em seus preços, o investidor inteligente deveria estar interessado nas possibilidades de lucrar com essas oscilações pendulares. Há duas formas possíveis pelas quais ele pode tentar fazer isso:
    1. o caminho da antecipação do mercado (timing).
    2.  precificação (pricing). 
    Por timing, queremos dizer o esforço para antecipar os movimentos do mercado acionário, ou seja, para comprar ou manter um investimento quando a evolução futura é considerada ascendente e para vender ou abster-se de comprar quando a evolução for considerada descendente.

    Por pricing, queremos dizer o esforço para comprar ações quando elas estiverem cotadas abaixo de seu valor justo e vendê-las quando elas subirem acima de tal valor.

    No final , não acompanhe a multidão e mantenha sua estratégia .Segundo Graham,não se espera que um investidor sério acredite que as oscilações do dia-a-dia, ou mesmo de mês a mês, do mercado acionário o farão rico ou pobre. Porém, qual o impacto das mudanças mais amplas e em períodos mais longos? Aqui, questões práticas se apresentam e problemas psicológicos podem gerar complicações. Uma subida substancial do mercado é, simultaneamente, uma razão legítima de satisfação e uma causa para preocupação, mas pode também trazer a tentação forte de cometer um ato imprudente. Suas ações subiram, bom! Você está mais rico do que era, bom! Mas será que o preço subiu demais e você deve pensar em vender? Ou você deve se flagelar por não ter comprado mais ações quando os preços estavam mais baixos? Ou, pior de tudo, você deveria agora se render à atmosfera do mercado de alta, se deixar infectar pelo entusiasmo, a superconfiança e a ganância do grande público (do qual, afinal de contas, você faz parte) e assumir compromissos maiores e mais perigosos? Apresentada assim, por escrito, a resposta à última pergunta é um evidente não, mas mesmo o investidor inteligente pode precisar de uma força de vontade considerável para evitar acompanhar a multidão.

     O que fazer ...A medida que o mercado avança, ele vende ações de tempos em tempos, aplicando a receita em títulos; à medida que desce, ele inverte o procedimento. Essas atividades fornecerão alguma maneira de usar energias de outra forma muito represadas. Se ele for o tipo certo de investidor, tirará satisfação adicional da noção de que suas operações são exatamente opostas àquelas da multidão.

    Só relembrando ..."A distinção mais realista entre o investidor e o especulador reside em sua atitude com relação aos movimentos do mercado acionário. O principal interesse do especulador está em antecipar as oscilações de mercado e lucrar com elas. O principal interesse do investidor é adquirir e manter papéis apropriados a preços apropriados. Os movimentos de mercado são importantes para ele em um sentido prático, uma vez que alternadamente criam patamares de preços baixos, nos quais a compra é uma atitude inteligente, e patamares de preços altos, nos quais ele certamente se absteria de comprar e provavelmente seria esperto se vendesse.

    Finalizando, pense por você mesmo. O investidor inteligente não deveria ignorar inteiramente o Sr. Mercado. Em vez disso, você deveria fazer negócios com ele, mas apenas na medida em que ele servir a seus interesses. O trabalho do Sr. Mercado é fornecer preços; o seu é decidir se é vantajoso para você agir com base neles. Você não precisa negociar com ele apenas porque ele constantemente suplica que você o faça.

    Uma das percepções mais poderosas de Graham é esta: "O investidor que se deixa arrebatar ou se preocupar sem razão com o efeito de quedas de mercado injustificadas sobre sua carteira está transformando, de forma perversa, sua vantagem básica em uma desvantagem básica." Investir não significa ganhar dos outros em seu jogo. Significa controlar-se em seu próprio jogo.

    Olhe a sugestão de um contrato para escapar da armadilha do Sr. Mercado.

    CONTRATO DO INVESTIDOR
    Eu, _____________ , por meio deste instrumento, declaro que sou um investidor que está buscando acumular riqueza por muitos anos no futuro.
    Sei que haverá muitos momentos em que ficarei tentado a investir em ações ou
    títulos porque seus preços subiram (ou estão subindo) e, em outros momentos, que ficarei tentado a vender meus investimentos porque seus preços caíram (estão caindo).
    Por meio deste declaro minha recusa em deixar que uma horda de desconhecidos tome decisões financeiras por mim. Além disso, me comprometo solenemente a nunca investir porque o mercado acionário subiu e a nunca vender porque ele caiu. Em vez disso, investirei US$ ______,00 por mês, a cada mês, através de um plano de investimento automático ou "programa de custo médio em dólares", no(s) fundo(s) a seguir ou em carteira(s) diversificada(s):
    ________________________________________________________________,
    ________________________________________________________________,
    ________________________________________________________________.
    Da mesma forma, investirei quantias adicionais sempre que tenha dinheiro sobrando (e condições de correr o risco de perdê-lo no curto prazo).
    Por meio deste instrumento, declaro que manterei cada um desses investimentos continuamente até, pelo menos, a seguinte data (a qual deve ser um mínimo de dez anos após a data deste contrato): ____ / ____ / 20___. As únicas exceções permitidas segundo os dispositivos deste contrato são uma necessidade repentina e inadiável de dinheiro, como uma emergência médica ou perda de emprego, ou um gasto planejado, como dar entrada em um imóvel ou despesas com educação.
    Ao assinar abaixo, afirmo que minha intenção não é apenas cumprir os termos deste contrato, mas reler este documento sempre que ficar tentado a vender qualquer dos meus investimentos.
    Este contrato é válido apenas quando assinado por, pelo menos, uma testemunha, devendo ser mantido em lugar seguro e facilmente acessível para futura referência.
    Assinado:
    Data: _____ / _____ / 20___
    Testemunhas:

    Quando perguntado sobre o que faz com que a maioria dos investidores individuais não tenha êxito, Graham deu uma resposta concisa: "A causa principal do fracasso é prestar atenção demais ao desempenho atual do mercado acionário." 

    CAPÍTULO 9. COMO INVESTIR EM FUNDOS DE INVESTIMENTO.

     Investir em fundos tem os seus cuidados , Benjamim lembra do provérbio francês: "Quanto mais as coisas mudam, mais ficam iguais." Pessoas brilhantes e com muita energia — em geral bastante jovens — prometem fazer milagres com o "dinheiro de terceiros" desde tempos imemoriais. Em geral, elas conseguem fazer isso durante um tempo — ou, pelo menos, parecem conseguir fazer isso —, trazendo inevitavelmente prejuízos para o público no final".

    Graham não parece ser adepto de fundos de investimentos ..."chegamos a uma das poucas regras claramente evidentes para as escolhas dos investidores. Se você deseja colocar seu dinheiro em fundos de investimento, compre uma cota em um fundo fechado com um deságio de, digamos, 10% a 15% sobre o valor dos ativos, em vez de pagar um prêmio de aproximadamente 9% acima do valor dos ativos para cotas de um fundo aberto. Presumindo que as mudanças no valor dos ativos e os dividendos futuros continuem a ser aproximadamente iguais para os dois grupos, você terá então um ganho aproximadamente 20% superior com as cotas em fundos fechados".

    "...os fundos mútuos não são perfeitos: eles são quase perfeitos, e essa palavra faz toda a diferença. Em função de suas imperfeições, a maioria dos fundos tem um desempenho inferior ao do mercado, cobra caro demais de seus investidores, cria dores de cabeça fiscais e está sujeita a oscilações erráticas em seu desempenho. O investidor inteligente deve escolher fundos com extrema cautela para evitar terminar como proprietário de um enorme abacaxi".

    CAPITULO 10. O INVESTIDOR E SEUS ASSESSORES.

    O investimento financeiro é singular entre as operações comerciais, no sentido de que está quase sempre baseado, em alguma medida, na assessoria recebida de terceiros. Os investidores, em sua grande maioria, são amadores. Naturalmente, sentem que podem se beneficiar de uma orientação profissional na escolha de títulos para sua carteira. No entanto, existem peculiaridades inerentes ao próprio conceito de assessoria de investimento.

    Se a razão para as pessoas investirem é ganhar dinheiro, então, ao buscar uma assessoria, elas estão pedindo a outros que lhes digam como ganhar dinheiro. Essa idéia contém um certo elemento de ingenuidade. Os empresários buscam assessoria profissional em vários aspectos de seus negócios, mas não esperam que lhes digam o que fazer para obterem lucro. Essa é a sua área de atividade. Quando eles, ou pessoas que não estão ligadas aos negócios, confiam em outros para obterem lucros de investimento, esperam um tipo de resultado para o qual não existe uma contrapartida verdadeira na prática comercial comum.

    Se presumirmos que há resultados de receita normais ou padrões a serem obtidos com o investimento de dinheiro em valores mobiliários, então o papel do assessor pode ser mais facilmente determinado. Ele usará seu treinamento e sua experiência superiores para proteger seus clientes de erros e para se certificar de que obterão os resultados aos quais seu dinheiro fizer jus. Quando o investidor demanda um retorno acima da média para seu dinheiro ou quando seu assessor se compromete a alcançar um desempenho superior ao normal, surge a questão: está-se exigindo ou prometendo mais do que provavelmente se poderá cumprir?

    As principais firmas de assessoria de investimento não se gabam de ser brilhantes; elas se orgulham de serem cautelosas, conservadoras e competentes. Seu objetivo primeiro é conservar o valor do principal ao longo dos anos e produzir uma taxa de retorno conservadoramente aceitável. 

    Graham disse : "O investidor inteligente não fará suas compras e vendas com base apenas nas recomendações recebidas de um serviço financeiro. Uma vez entendido esse ponto, o papel do serviço financeiro — de fornecedor de informações e sugestões torna-se útil".

    Como identificar uma boa assessoria financeiras? ( note que algumas perguntas serve para qualquer profissão)
    Por que você está nesse negócio? 
    Qual é a missão de sua firma? 
    Além de seu despertador, o que o faz levantar de manhã?
    Qual é a sua filosofia de investimento? 
    Você usa ações ou fundos mútuos? 
    Você utiliza a análise técnica? 
    Você tenta antecipar os movimentos do mercado? (Um "sim" para uma dessas duas últimas perguntas é um sinal de "não" para você.)
    Você foca apenas na gestão de ativos ou também em assessoria fiscal, planejamento de espólios e aposentadorias, gestão de orçamentos, dívidas e seguros?
    Quais as necessidades mais comuns de seus clientes? 
    Como você pode me ajudar a atingir meus objetivos?
     Como você vai acompanhar e informar sobre meu progresso?
    Você fornece uma lista de verificação que eu possa usar para monitorar a implementação de qualquer plano financeiro que venhamos a desenvolver?
    Como você escolhe os investimentos? Que abordagem de investimento você acredita ser mais bem-sucedida e que provas você pode me dar de que atingiu esse tipo de sucesso para seus clientes? 
    O que você faz quando um investimento tem um desempenho ruim durante um ano inteiro? (Qualquer assessor que responda "vendo" não vale a pena ser contratado.)
    Ao recomendar investimentos, você aceita qualquer forma de compensação de terceiros? 
    Por que sim ou por que não? Em que circunstâncias?
    Quanto, em moeda corrente, você calcula que seus serviços custariam no primeiro ano? O que faria esse valor subir ou descer ao longo do tempo? (Se as taxas consumirem mais de 1% de seus ativos anualmente, você provavelmente deveria procurar outro assessor.)
    Quantos clientes você possui e com que freqüência se comunica com eles? 
    Qual feito você mais se orgulha de ter realizado para um cliente?
    Quais são as características comuns de seus clientes favoritos?
    Qual foi a pior experiência que você teve com um cliente e como você a resolveu?
    O que determina se um cliente vai falar com você ou com um de seus auxiliares? Por quanto tempo seus clientes permanecem com você?
    Posso ver uma amostra de uma prestação de contas sua? (Se você não conseguir entendê-la, peça ao assessor que a explique. Se você não entende suas explicações, ele não é o assessor certo para você.)
    Você se considera bem-sucedido financeiramente? Por quê? Como você define sucesso financeiro?
    Qual o nível mais alto de retorno anual médio que você considera viável para meus investimentos? 

    CAPITULO 11. ANÁLISE DE VALORES MOBILIÁRIOS PARA O INVESTIDOR LEIGO!
    UMA ABORDAGEM GERAL.

    O analista de títulos lida com o passado, o presente e o futuro de qualquer determinado valor mobiliário. Ele descreve a companhia; resume os resultados de suas operações e posição financeira; apresenta os pontos fortes e fracos, as perspectivas e os riscos; estima sua lucratividade futura com base em vários pressupostos ou como um "melhor palpite". Ele faz comparações detalhadas entre várias companhias ou analisa uma mesma companhia em momentos diversos. Finalmente, ele expressa uma opinião em relação à segurança do papel, caso seja uma obrigação ou ação preferencial de empresa com grau de investimento, ou em relação à sua atratividade, caso seja uma ação ordinária.

    A análise de títulos para o investidor leigo inicia-se pela interpretação do balanço anual de uma companhia. Quais são os principais testes de segurança das obrigações ou ações preferenciais de uma companhia? Quais são os principais fatores que afetam a avaliação de uma ação ordinária?

    O ramo mais confiável e, portanto, mais respeitável da análise de títulos é voltado para a segurança ou qualidade das obrigações e ações preferenciais de baixo nível de risco. O principal critério usado para as obrigações corporativas é o número de vezes em que o total dos encargos de juros é coberto pelos lucros auferidos durante um certo número de anos no passado. No caso das ações preferenciais, é o número de vezes em que são cobertos os juros das obrigações e os dividendos das ações preferenciais combinados.

    Que fatores determinam quanto você deveria estar disposto a pagar por uma ação? O que faz uma companhia valer 10 vezes os lucros e outra valer vinte? Como você pode estar razoavelmente seguro de não estar pagando alto demais por um futuro aparentemente róseo que acaba sendo um pesadelo tenebroso?
    Graham pensa que cinco elementos são decisivos:
    1.  as "perspectivas gerais de longo prazo" da companhia;
    2. a qualidade da sua administração;
    3. sua força financeira e estrutura de capital;
    4. seu histórico de dividendos;
    5. sua taxa de dividendos atual.
    Ao estudar as fontes de crescimento e lucros, preste atenção aos pontos positivos, assim como aos negativos. Os bons sinais incluem os seguintes fatos:
    • A companhia possui um "grande muro" ou vantagem competitiva. Como os castelos, algumas companhias podem ser facilmente invadidas por concorrentes saqueadores, enquanto outras são quase impregnáveis;
    •  A companhia é um maratonista, não um velocista. Ao examinar os balanços retroativamente, você pode verificar se as receitas e os lucros líquidos cresceram de forma consistente e constante nos últimos dez anos;
    • A companhia semeia e colhe. Não obstante a qualidade de seus produtos ou a força de suas marcas, uma companhia deve gastar algum dinheiro no desenvolvimento de novos negócios.   
    CAPITULO 12. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS LUCROS POR AÇÃO.

    Este iniciou dando dois conselhos ao investidor que têm implicações inerentemente contraditórias. O primeiro é: 
    não leve a sério os lucros de um único ano. 
    O segundo é: caso queira analisar os lucros de curto prazo, fique alerta para as armadilhas existentes na divulgação dos lucros por ação. 

    Se nosso primeiro conselho for seguido à risca, o segundo não será necessário. Porém, é esperar demais que a maioria dos acionistas possa vincular todas suas decisões no campo das ações ordinárias ao histórico e às perspectivas de longo prazo. Os resultados trimestrais e sobretudo os anuais são objeto de grande atenção nos círculos financeiros, e essa ênfase não pode deixar de ter seu impacto no pensamento do investidor. 

    Dicas que o ajudarão a evitar compras de ações que acabem virando bombas relógio contábeis:

    1. Leia de trás para a frente. Ao pesquisar os relatórios financeiros da companhia, inicie a leitura pela última página e lentamente se dirija ao começo. Qualquer coisa que a companhia não deseja que você encontre está enterrada na parte de trás, e essa é precisamente a razão pela qual você deve olhar lá primeiro.
    2. Leia as notas. Nunca compre uma ação sem ler as notas de rodapé dos balanços financeiros no relatório anual. Em geral intitulada "resumo das políticas contábeis significativas", uma nota importante descreve como a companhia reconhece as receitas, avalia os inventários, trata as prestações ou as vendas por contrato, aloca os custos com publicidade e dá conta de outros aspectos importantes de seus negócios;
    3. Leia mais. Se você é um investidor empreendedor disposto a dedicar bastante tempo e energia à sua carteira, então deveria, para seu próprio bem, aprender mais sobre relatórios financeiros. 

    CAPITULO 13. UMA COMPARAÇÃO ENTRE QUATRO COMPANHIAS LISTADAS EM BOLSA.

    O autor faz uma analise em 4 empresas, o mais importante é o que ele analisa e não necessariamente as empresas. vejamos:


    1. Lucratividade, (a) Todas as companhias apresentam lucros satisfatórios com relação ao valor contábil, mas os dados da Emerson e da Emery são muito mais elevados do que os das outras duas;
    2.  Estabilidade. Isso é medido pela redução máxima nos lucros por ação em qualquer um dos dez anos passados contra a média dos três anos anteriores. A ausência de quedas significa 100% de estabilidade.
    3. Crescimento. As duas companhias com múltiplos baixos apresentam taxas de crescimento muito satisfatórias; em ambos os casos elas se saíram melhor do que o índice Dow Jones. 
    4. Posição financeira. As três companhias industriais estão em condições financeiras saudáveis, tendo uma posição melhor do que o índice-padrão de US$2 em ativos circulantes para cada US$1 de passivos circulantes. 
    5.  Dividendos. O que realmente conta é um histórico de continuidade ininterrupta. O melhor registro aqui é o da Emhart, a qual não suspende um pagamento desde 1902. 
    6.  Histórico de preço. O leitor deve estar impressionado pelo aumento percentual observado no preço de todas essas quatro ações.


    Graham, defende  sete exigências estatísticas para inclusão de uma na carteira de um investidor defensivo. 

    1. Tamanho adequado.
    2. Uma condição financeira suficientemente forte.
    3. Dividendos ininterruptos durante, pelo menos, os últimos vinte anos. 
    4. Nenhum déficit de lucros nos últimos dez anos.
    5. Crescimento decenal de, pelo menos, um terço nos lucros por ação.
    6. Preço da ação de, no máximo, 1,5 vez o valor dos patrimônios líquidos.
    7. Preço não superior a 15 vezes os lucros médios dos últimos três anos.

    CAPÍTULO 14. A ESCOLHA DE AÇÕES PARA O INVESTIDOR DEFENSIVO.

     É detalhado neste capítulo os sete critérios de qualidade e quantidade sugeridos para a escolha de ações ordinárias específicas. 
    1. Tamanho adequado da empresa - Todos os nossos valores mínimos são arbitrários, sobretudo os relacionados à questão do tamanho exigido. Nosso objetivo é excluir companhias pequenas que possam estar sujeitas a adversidades acima do normal, principalmente no setor industrial. (Com freqüência, existem boas oportunidades em tais empresas, mas não as consideramos apropriadas para as necessidades do investidor defensivo.).
    2. Uma condição financeira suficientemente forte - No caso das companhias industriais, o ativo circulante deveria ser, pelo menos, o dobro do passivo circulante, um assim chamado índice de liquidez normal de dois para um. 
    3. Estabilidade de lucros -Algum lucro para as ações ordinárias em cada um dos dez anos passados. 
    4.  Histórico de dividendos -Pagamentos ininterruptos durante, pelo menos, os últimos vinte anos. 
    5.  Crescimento dos lucros - Um aumento mínimo de, pelo menos, um terço nos lucros por ação durante os últimos dez anos usando médias trienais no início e no fim. 
    6.  Razão preço/lucro moderada - O preço atual não deveria ser mais do que 15 vezes os lucros médios dos últimos três anos. 
    7.  Razão preço/ativos moderada - O preço atual não deveria ser mais do que 1,5 vez o último valor contábil divulgado. No entanto, um múltiplo de lucros inferior a 15 poderia justificar um múltiplo de ativos correspondentemente maior. Como uma regra de bolso, sugerimos que o produto do múltiplo vezes a razão preço/valor contábil não deva exceder 22,5. (Esse número corresponde a 15 vezes os rendimentos e 1,5 vez o valor contábil. O resultado admitiria uma ação negociada a apenas nove vezes os lucros e 2,5 vezes o valor do ativo etc).
     Graham está resumiu a "hipótese de mercados eficientes", ou HME, uma teoria acadêmica de que o preço de cada ação incorpora todas as informações publicamente disponíveis sobre a companhia. Com milhões de investidores esquadrinhando o mercado todos os dias, é improvável que erros de preço substanciais possam persistir por um longo tempo. Uma velha piada diz que dois professores de finanças andavam pela calçada quando um viu uma nota de US$20 e agachou-se para pegá-la. O outro professor agarrou seu braço e disse: "Não vale a pena. Se fosse de fato uma nota de US$20, alguém já teria pegado." Embora o mercado não seja perfeitamente eficiente, chega bem perto disso na maior parte do tempo, portanto o investidor inteligente se agachará para pegar as ações de US$20 do mercado só depois de pesquisá-las profundamente e minimizar os custos de transação e dos impostos.

    CAPITULO 15. A ESCOLHA DE AÇÕES PARA O INVESTIDOR EMPREENDEDOR.

    Conforme Graham, o investidor empreendedor pode restringir sua escolha aos setores e companhias sobre as quais ele mantém uma visão otimista, mas recomendamos fortemente não pagar um preço alto por uma ação (em relação aos lucros e ativos) por causa de tal entusiasmo. Se ele seguisse nossa filosofia nesse campo, muito provavelmente seria o comprador de empreendimentos cíclicos importantes — tais como ações siderúrgicas, talvez — quando sua situação estivesse desfavorável, as perspectivas de curto prazo fossem ruins e os preços baixos refletissem plenamente o pessimismo do momento.

    A próxima categoria a ser examinada, e possivelmente escolhida, seria a das companhias secundárias que mostram um bom desempenho, têm um registro passado satisfatório, mas não parecem atraentes ao público. 

    CAPITULO 16 .EMISSÕES CONVERSÍVEIS E BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO.

    As emissões conversíveis são promovidas como sendo especialmente vantajosas tanto para o investidor quanto para a companhia emissora. O investidor recebe a proteção adicional de uma obrigação ou ação preferencial, além de uma oportunidade para participar de qualquer aumento substancial no valor da ação ordinária. A emissora é capaz de aumentar seu capital a um custo moderado em termos da taxa de juros ou dos dividendos preferenciais, e se a prosperidade esperada se materializar, a emissora se livrará da obrigação sênior na troca pela ação ordinária. Portanto, ambos os lados do negócio terão razões para comemorar.

    Neste capítulo Graham, acaba por não aprovar ação preferencia..."É verdade, claro, que uma preferencial conversível é mais segura do que uma ação ordinária da mesma companhia, pois oferece menor risco de uma eventual perda do principal. Nossa atitude geral para com as novas emissões conversíveis é, portanto de descrença. Queremos dizer com isso, como em outras observações semelhantes, que o investidor deveria pensar mais de duas vezes antes de comprá-las. Após tal escrutínio hostil, ele pode encontrar algumas ofertas excepcionais que são boas demais para serem recusadas. A combinação ideal, claro, é uma emissão conversível com fortes garantias e intercambiável com uma ação ordinária que seja ela mesma atraente e esteja a um preço apenas ligeiramente mais alto do que o mercado atual".

     Graham detestava bônus de subscrição, conforme deixa claro nas p. 460-461. (achava uma fraude).

    CAPITULO 17. QUATRO ESTUDOS DE CASO EXTREMAMENTE INSTRUTIVOS.

    O autor analisa a quebra de 4 empresas:

    • uma por mal gestão;
    • outra por expansão  acelerada e dívidas aceleradas;
    • um aquisição muito errada;
    • uma empresa mito especulativa.
    São  enfatizados por Graham as 4 empresas como:
    1.  um "gigante cambaleante" supervalorizado;
    2.  um conglomerado construtor de impérios;
    3.  uma fusão na qual uma firma minúscula adquire uma grande; (a sardinha que engoliu uma baleia);
    4.  uma oferta pública inicial de ações por parte de uma companhia basicamente desprovida de qualquer valor.

    CAPITULO 18. UMA COMPARAÇÃO ENTRE OITO PARES DE COMPANHIAS.

    Neste capítulo Graham, seleciona  oito pares de companhias que aparecem próximas umas das outras na lista da bolsa de valores. Busca as variedades de caráter, estrutura financeira, políticas, desempenho e vicissitudes das empresas, além das atitudes relativas ao investimento e à especulação.

    No final , a moral do capítulo é a seguinte :  O mercado desdenha dos princípios de Graham no curto prazo, mas eles são sempre revalidados no final. Se você compra uma ação simplesmente porque seu preço subiu — em vez de perguntar se o valor intrínseco da companhia está crescendo —, mais cedo ou mais tarde você se arrependerá muito. Não se trata de uma probabilidade, mas sim de uma certeza.

    CAPITULO 19. ACIONISTAS E ADMINISTRADORES! A POLÍTICA DE
    DIVIDENDOS.

     Segundo Graham, administradores ruins produzem preços de mercado ruins. Os preços de mercado baixos, por sua vez, atraem a atenção de companhias interessadas em diversificar suas operações. ou seja, administradores ruins ou quebram ou permitem sua empresa sofrer aquisições.

    Graham começou sua discussão original (1949) de "O investidor como dono do negócio" apontando que, em teoria, "os acionistas como classe são dominantes. Ao agir como maioria, eles podem contratar e demitir gestores e controlá-los completamente". No entanto, na prática, diz Graham, os acionistas são uma nulidade completa. Como classe, eles não mostram inteligência e tampouco vigilância. Eles votam como cordeirinhos a favor de qualquer recomendação dos administradores, sem se importarem se o desempenho histórico da gerência é fraco... A única forma de motivar o acionista americano médio a tomar uma decisão inteligente e de maneira independente seria explodindo fogos de artifício embaixo de sua cadeira. Não podemos deixar de apontar o fato paradoxal de que Jesus parece ter sido um homem de negócios mais prático do que são os acionistas americanos.

    Graham deseja que você perceba algo básico, mas incrivelmente profundo: ao comprar uma ação, você se torna um dos donos da companhia. Seus gestores, toda a hierarquia até o presidente, trabalham para você. A diretoria reporta a você. Seu dinheiro lhe pertence. Seus negócios são sua propriedade. Se você não gosta do jeito como sua companhia está sendo administrada, tem o direito de exigir que os gestores sejam demitidos, a diretoria seja mudada ou a propriedade seja vendida. "Os acionistas", declara Graham, "precisam acordar.

    Um proprietário inteligente,segundo Graham, começa a dizer que "há apenas duas questões básicas às quais os acionistas deveriam prestar atenção:
    1. A gerência é razoavelmente eficiente?
    2. Os interesses dos acionistas externos estão sendo reconhecidos de forma apropriada?"
    Você deve avaliar a eficiência dos gestores por meio de uma comparação do tamanho, da rentabilidade e da competitividade da companhia com firmas semelhantes no mesmo setor.

    CAPITULO 20. A MARGEM DE SEGURANÇA COMO CONCEITO CENTRAL DOS
    INVESTIMENTOS.


    O autor traz conceitos valiosos "Aqui, a função da margem de segurança é, em essência, tornar desnecessária uma estimativa precisa do futuro".

    A experiência de muitos anos nos ensinou que as principais perdas para os investidores são oriundas da compra de papéis de baixa qualidade em uma conjuntura de negócios favorável. Os compradores encaram os bons lucros do momento como equivalentes a um "poder de lucro" e presumem que prosperidade seja sinônimo de segurança.

    Investir é mais inteligente quanto mais se parece com um negócio. É curioso ver como muitos empresários capazes tentam operar em Wall Street com completa desconsideração por todos os princípios sensatos com base nos quais obtiveram sucesso em seus próprios empreendimentos.

    O primeiro e mais óbvio desses princípios é "saber o que você está fazendo, conhecer seu negócio". Para o investidor, isso significa: não tente obter "lucros comerciais" com seus papéis, isto é, retornos acima da receita com juros e dividendos normais, a menos que você saiba tanto sobre os valores dos papéis quanto precisaria saber sobre o valor da mercadoria que você se propôs a fabricar ou comercializar.

    Um segundo princípio comercial: "Não deixe qualquer outra pessoa dirigir seu negócio...".

    Um terceiro princípio comercial: "Não entre em uma operação — isto é, a fabricação ou comercialização de um item — a menos que um cálculo confiável mostre que ela tem uma chance razoável de render um lucro razoável. Em especial, afaste-se de aventuras nas quais você tenha pouco a ganhar e muito a perder."

    Para o investidor empreendedor isso significa que as operações que visam ao lucro devem estar baseadas não no otimismo, mas na aritmética. Para todo investidor, isso significa que quando ele limita seu retorno a níveis baixos — como acontecia no passado, pelo menos, com uma obrigação ou ação preferencial convencional —, ele deve exigir provas convincentes de que não está arriscando uma parte substancial de seu principal.

    Uma quarta regra é mais positiva: "Confie em seu conhecimento e em sua experiência. Se você concluiu algo a partir de certos fatos e sabe que tem bom senso, aja com base nessa conclusão, muito embora outros possam hesitar ou pensar diferente." (Você não está nem certo nem errado porque a multidão discorda de você. Você está certo porque seus dados e raciocínio estão certos.) Da mesma forma, no mundo dos papéis, a coragem se torna a virtude suprema, contanto que exista um conhecimento adequado e um bom senso respaldado na experiência.

    O RISCO NÃO ESTÁ EM NOSSAS AÇÕES, MAS EM NÓS MESMOS.

    O risco existe em outra dimensão: dentro de você. Se você superestima seu grau de conhecimento sobre um investimento ou sua capacidade para lidar com uma queda temporária de preços, não importa o que você possui ou como o mercado funciona. Em última instância, o risco financeiro reside não nos tipos de investimentos que você possui, mas no tipo de investidor que você é. Se você deseja saber o que é realmente risco, procure o espelho mais próximo. O que olha de volta para você é o risco.

    Quando você encara a si mesmo no espelho, o que deve procurar? O psicólogo vencedor do Prêmio Nobel Daniel Kahneman, explica dois fatores que caracterizam decisões boas:

    • "confiança bem calibrada" (Entendo esse investimento tão bem quanto penso entender?)
    • "arrependimento corretamente antecipado" (Como reagirei se minha análise estiver errada?)


































































































    domingo, 1 de setembro de 2019

    sexta-feira, 16 de agosto de 2019