quarta-feira, 7 de outubro de 2015

INTELIGÊNCIA SOCIAL.

Quando o assunto é inteligência social , temos 2 livros exuberantes , primeiro o Clássico de Dale Carnegie “ como fazer amigos e influenciar pessoas “ escrito pela primeira vez em 1936. Que já está na 51ª edição e mais de 50 milhões de exemplares vendidos. Outro livro bastante importante neste assunto é atual, e não por acaso , uma referencia  no assunto, é o livro The Power of Charm: How to Win Anyone Over in Any Situation. Apesar de   Daniel Goleman  ser estudioso do assunto e  ter livros escritos. Mais estes 2 livros , representam tudo nesta matéria, faz nos entender sobre empatia , respeito e verdadeiras vitória de modo justo e honesto . Vou iniciar com fichamento do livro de Dale Carnegie.

I - Do autor

Dale Carnegie.

Sumário: (Versão Clássica).

É um livro escrito por Dale Carnegie ,cuja primeira edição foi publicada em 1936. A sua obra, Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas é, ainda hoje, uma das mais lidas em todo o mundo, com cerca de 50 milhões de obras vendidas em todo o mundo, e a empresa que fundou, a Dale Carnegie Training, é hoje uma organização multinacional que se tornou líder mundial em treinamentos empresariais.

Objetivos:

Justificativa –  O  livro "Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas", escrito por Dale Carnegie. No entanto, o que as pessoas não sabem é que Carnegie nasceu em uma pequena fazenda em 1888 na pobreza absoluta. Embora ele trabalhou duro na fazenda de seus pais,o que ele estava interessado mesmo ,era em educação e conseguiu estudar na State Teachers College. Carnegie foi certamente um pioneiro e ele espalhou os seus pensamentos sobre como se tornar uma pessoa melhor e mudar comportamentos de outras pessoas simplesmente por reagir a eles de maneira diferente. ( leia inteligência social ).

II - Da obra.

Livro é voltado para a arte e a ciência de se relacionar com as pessoas, técnicas simples, porém, de extrema eficácia nos relacionamentos interpessoais. Com experiências vivenciadas pelo próprio autor e outras ocorridas em sua época por ilustres pessoas a sua volta, como Winston Churchill, John D. Rockefeller, Eleanor Roosevelt, Daniel W. Josselyn, General George C. Marshall, Henry Ford e Abraham Lincoln. Dale Carnegie, em linguagem simples, ensina a arte nos relacionamentos.

PARTE I.

Esta parte é dividida em três capítulos e versa sobre Técnicas fundamentais para tratar com as pessoas.

CAPITULO I.

No capítulo 1, o autor mostra que ninguém tem um impressão totalmente negativa de si, exceto caso psiquiátrico . Ele dá um exemplo de um assassino de várias pessoas ,que após ser pego , ele escreveu em um bilhete que se achava um bom homem. “Debaixo do meu casaco há um coração fatigado, mas bondoso - um coração incapaz de fazer mal a qualquer pessoa".
Com o tema "Se quer tirar mel, não espante a colmeia “  ele mostra que a crítica é  fútil porque coloca um homem na defensiva, e usualmente, faz com que ele se esforce para justificar-se. A crítica é perigosa porque fere o precioso orgulho do indivíduo,alcança o seu senso de importância e gera o ressentimento. Carnegie disse “ Eis aí a natureza humana em ação, o culpado culpando todos, menos a si mesmo. Somos todos assim...” Por isso quando ele escreveu o princípio 1º “Não critique, não condene, não se queixe.”

CAPITULO II.

0 grande segredo de tratar com as pessoas. Sem  rodeios , ele disse que somente há uma modo de uma pessoa fazer alguma coisa pra você , “ este meio é conseguir que a outra pessoa queira fazer” , não existe outro caminho, não que seja legal justo e respeitoso, ou como diremos atualmente , não há outra maneira dentro de um prisma de inteligência social. Contudo as pessoas só o farão de um única maneira “ 0 único processo pelo qual posso conseguir que você faça alguma coisa é dando-lhe o que você quer”. Dentro deste raciocínio há várias necessidades humanas como que queremos:
 1. Saúde e preservação da vida.
 2.Alimento.
 3. Repouso.
 4. Dinheiro e as coisas que o dinheiro pode proporcionar.
 5. Vida futura.
 6. Satisfação sexual.
 7. 0 bem-estar dos filhos.
 8. Uma sensação de importância.

Das necessidades dos homens a mais difícil de atender é a sensação de importância , para deixar as pessoas importante se faz necessário respeitar genuinamente e elogiar ..."Não há meio mais capaz de matar as ambições de um homem do que a crítica dos seus superiores. Nunca critico quem quer que seja. Acredito no incentivo que se dá a um homem pra trabalhar.(pág. 55). É enfatizado o, elogio , e sempre enxergar o positivo “0 mal fiz uma vez, e nisso sempre falaram; o bem fiz duas vezes, mas nisso nunca falaram". Com isso ele disse o 2º princípio Faça um elogio honesto e sincero.

CAPITULO III.

"Aquele que conseguir isto terá todo o mundo a seu lado. Aquele que não o conseguir, trilhará um caminho solitário." Com esta frase Carnegie  define o que considera de importância capital. É mostrado que normalmente vemos o mundo com nossos olhos e experiência e  isso leva a pensar que o importante para nós é importante para os outros , e isso necessariamente não é verdade. Estamos todos interessados no que nós queremos. Assim, o único meio existente na terra para influenciar uma pessoa é falar sobre o que ela quer e mostrar-lhe como realizar o seu intento. Ele cita Henry Ford “Se há algum segredo de sucesso, consiste ele na habilidade de apreender o ponto de vista da outra pessoa e ver as coisas tão bem pelo ângulo dela como pelo seu". Com isso chegamos no 3º princípio de Carnegie “Desperte na outra pessoa um ardente desejo”.

PARTE II.

Esta segunda parte é dividida em 06 capítulos e discorre sobre seis maneiras de fazer as pessoas gostarem de você.

CAPITULO I.

Faça isto e será bem recebido em toda parte, ele trata de um comportamento que complementa  tudo que já foi dito até aqui. Você pode fazer mais amigos em dois meses,interessando-se pelas outras pessoas, do que em dois anos,tentando conseguir o interesse dos outros sobre você. Se interesse verdadeiramente pelo outros , sem receio, sem medo, sem vantagem alguma, só interesse genuíno , isso fará uma  diferença incrível.
Ele cita  Alfred Adler, famoso psicólogo vienense, escreveu um livro intitulado: What Life Should Mean to You. Nesse livro diz: "E o indivíduo que não está interessado no seu semelhante quem tem as maiores dificuldades na vida e causa os maiores males aos outros. E entre tais indivíduos que se verificam todos os fracassos humanos". Ele sentencia . “Se quisermos conseguir amigos, coloquemo-nos à disposição de outras pessoas para fazer por elas certas coisas, coisas que requeiram tempo, energia, desprendimento. Com  isso ele fixa a 1ª maneira das pessoas gostarem de você : Interesse-se sinceramente pelas outras pessoas.

CAPITULO II.

Há coisas simples que podemos fazer pelos outros e causar um boa impressão. Um sorriso sincero. Ele discorre   sobre um sorriso verdadeiro, um sorriso que traz calor do coração,um sorriso que vem de dentro, uma espécie de sorriso que conseguirá um ótimo preço no mercado. Faz um citação para embasar seu pensamento  ...William James:
“A  ação parece acompanhar a sensação, mas, na realidade,ação e sensação andam juntas; e regulando a ação, que está sob o mais direto controle da vontade, podemos indiretamente regular a sensação, que não está. Deste modo o soberano e voluntário caminho para o bom humor, se o nosso foi perdido, é proceder alegremente, agindo e falando como se o bom humor já estivesse”.

Todos buscam felicidade no mundo e existe um caminho certo para encontrá-la. "É pelo controle dos seus pensamentos. Por último Carnegie diz “A  felicidade não depende das reais condições  externas. Depende de condições internas."Não é o que você tem, ou quem você é, ou onde você está ou o que você está fazendo que o tornam feliz ou infeliz. Com isso ele  determina a 2ª maneira das pessoas gostarem de você : Sorria.

CAPITULO III.

Há coisas que se decidirmos não fazer, seremos dominados por complicações. Neste capítulo há muitos relatos de Andrew Carnegie , o criador da indústria do aço nos Estados Unidos um deles diz que “ No princípio da vida, demonstrou logo um pendor para organização, um gênio para direção” , mas o segredo deste fundador das indústrias americana era chamar as pessoas pelo nome. A política de Andrew Carnegie, de relembrar e homenagear os nomes de seus amigos e associados comerciais, foi um dos segredos do seu êxito na vida. Sentia-se orgulhoso porque podia chamar muitos dos seus operários pelo primeiro nome. Há também   exemplo do presidente americano   “ Franklin D. Roosevelt sabia que um dos mais simples, mais óbvios e mais importantes meios para conseguir a boa vontade é lembrar os nomes e fazer com que as pessoas se sintam importantes ...” por último finaliza Carnegie “ Devemos atentar para a mágica que existe num nome e compreender que esse singular elemento pertence exclusivamente à pessoa com quem estamos lidando... e a ninguém mais. 0 nome destaca a singularidade do indivíduo, tornando-o único “. Com isso a 3ª maneira das pessoas gostarem de você : Lembre-se de que o nome de um homem é para ele o som mais doce e  mais importante que existe em qualquer idioma.

CAPÍTULO IV.

Um modo fácil de ser um bom conversador , assim o livro inicia este capítulo ouvi atentamente. Ouvir  porque estar verdadeiramente interessado. interlocutor, ouvindo tanto com os olhos quanto com os ouvidos. Ouvir com a mente e considerar atentamente o que uma pessoa tem a dizer enquanto o diz. Ouvir é um fator importante tanto em casa como no trabalho. Em mais um exemplo , o livro trás que “Isaac F. Marcosson, um jornalista que entrevistou centenas de celebridades, declarou que muitas pessoas deixam de causar uma boa impressão porque não ouvem atentamente. "Acham-se tão interessadas no que vão dizer em seguida que não abrem os ouvidos. Grandes homens disseram-me que preferem bons ouvintes a bons faladores, mas a habilidade de ouvir parece mais rara do que qualquer outra boa maneira." Assim, se quiser ser um bom conversador, seja um ouvinte atento. Para ser interessante, seja interessado. Faça perguntas a que outro homem sinta prazer em responder. Solicite falar sobre si mesmo e sobre seus assuntos prediletos. Lembre-se de que o homem com o qual estiver falando está uma centena de vezes mais interessado em si mesmo, nos seus problemas e vontades, do que em você e seus problemas. A 4ª maneira das pessoas gostarem de você :Seja um bom ouvinte, incentive os outros a falar sobre eles mesmos.

CAPITULO V.

Como interessar as pessoas, este tema é discutido neste capítulo do livro através de muitos exemplos , mas o principal dele é do estadista, ...”todos os que foram hóspedes de Theodore Roosevelt ficaram espantados com a extensão e a diversidade dos seus conhecimentos. Fosse um vaqueiro ou um domador de cavalos, um político de Nova York ou diplomata, Roosevelt sabia o que lhe dizer. E como fazia isto? A resposta é simples. Todas as vezes que Roosevelt esperava um visitante, passava acordado até tarde, na véspera, lendo sobre o assunto que sabia interessar particularmente ao seu hóspede. Perguntado Roosevelt sabia o que lhe Dizer”. Falar em termos dos interesses da outra pessoa traz benefícios para ambas as partes. É esta é a 5ª maneira das pessoas gostarem de você : Fale sobre assuntos que interessem à outra pessoa.

CAPITULO VI.

Neste último capítulo desta 2 parte do livro a pergunta tem mais urgência .Como fazer as pessoas gostarem de você imediatamente? Segundo Carnegie “Filósofos têm andado pesquisando sobre as regras das relações humanas por milhares de anos e, de toda essa pesquisa,apenas se desenvolveu um único preceito, o qual não é novo, é velho como a História. Zoroastro o ensinou aos seus adoradores do fogo, na Pérsia, três mil anos atrás. Confúcio pregou-o na China há vinte e quatro séculos. Lao-Tse, o fundador do Taoismo, ensinou-o aos seus discípulos no Vale do Han. Buda pregou-o no Ganges Sagrado quinhentos anos antes de Cristo. Os livros sagrados do Hinduísmo ensinaram-no mil anos antes. Jesus ensinou-o entre as montanhas de pedra da Judéia há 21 séculos passados. Jesus resumiu-o em um pensamento provavelmente o mais importante preceito no mundo: "Faça aos outros o que quer que os outros lhe façam".Você deseja a aprovação de todos aqueles com quem está em contato. Quer o reconhecimento do seu real valor. Quer sentir-se importante no seu pequeno mundo. Não quer ouvir lisonjas insinceras e baratas, mas deseja uma sincera apreciação. Obedeçamos, portanto, à esta Regra de Ouro.
Se interessar verdadeiramente pelos outros , pequenas frases como "Sinto incomodá-la", "Teria você a bondade de... ", "Queira fazer-me o favor", "Muito obrigado',são pequenas cortesias que agem como lubrificante na engrenagem da monótona rotina de todos os dias da vida. Por muitas horas." Fale com as pessoas a respeito delas mesmas", disse Disraeli, um dos homens mais perspicazes que jamais governaram o Império Britânico. "Fale com as pessoas a respeito delas mesmas e elas o ouvirão por muitas horas." 6ª maneira das pessoas gostarem de você : Faça a outra pessoa sentir-se importante,mas faça-o sinceramente.

PARTE III.

Em 12 capítulos , Carnegie explica como conquistar as pessoas para o seu modo de pensar.

CAPITULO I.

Você não pode vencer uma discussão, nunca  se pode vencer uma discussão e devemos sempre fugir de uma. A conclusão do autor ,”Como resultado de tudo isto, cheguei à conclusão de que há apenas um caminho para conseguir o melhor numa discussão – é correr dela, correr como você correria de uma cobra. Você não pode vencer uma discussão. Não pode porque,se perder, perdeu mesmo, e, se ganhar, também perdeu. Porquê? Bem, suponha que triunfou sobre um outro homem e arrasou seus argumentos cheios de pontos fracos e provou que ele estava errado. Que acontece? Você o fez sentir-se inferior. Você lhe feriu o amor-próprio. Ressentirá seu triunfo. E um homem convencido contra a vontade, conserva sempre a opinião anterior". O autor para embasar seu argumentos trás duas citações : “ 1-  Benjamin Franklin costumava dizer: "Quando você discute, inflama-se e se contradiz; pode, algumas vezes,conseguir uma vitória; mas será uma vitória sem proveito porque nunca contará com a boa vontade do seu oponente".2- Buda dizia: "ódio nunca termina por ódio, mas por amor",e um mal-entendido nunca termina pela discussão, mas pela tática, diplomacia, conciliação e um desejo simpático de ver o ponto de vista da outra pessoa. Sendo assim o 1º princípio para conquistar uma pessoa para seu modo de pensar é fugir de uma discussão, por quer o  melhor meio de vencer uma discussão é evitá-la.

CAPÍTULO II.

Um modo certo de fazer inimigos e como evitá-lo. Nunca comece dizendo: "Vou provar isto ou aquilo". Isto é ruim. Equivale a dizer: "Sou mais inteligente que você. Vou dizer-lhe uma coisa ou duas e mudar a sua opinião". É muito difícil, mesmo sob as mais propícias condições,modificar as idéias das outras pessoas. Assim, por que tornar ainda mais difícil a missão? Por que procurar desvantagens para si? Se deseja provar alguma coisa, não deixe que ninguém se aperceba disto. Faça-o tão sutilmente, com tanta habilidade que ninguém perceba o que você está fazendo com estas palavras o autor defende o como se aproximar de uma pessoa que estar errada , novamente busca uma frase famosa , desta vez foi Galileu :"Não se pode ensinar alguma coisa a um homem; apenas ajudá-lo a encontrá-la dentro de si mesmo". A resposta para não fazer inimigo nasce na frase –“ Se um homem faz uma afirmativa que você julga errada - sim, mesmo que você saiba que está errada - não é muito melhor começar dizendo: "Bem, agora veja! Penso de outra maneira, mas posso estar errado. E freqüentemente estou enganado. E se eu estou errado quero corrigir-me. Vamos examinar os fatos?"Há uma magia, uma magia positiva em frases como esta:"Posso estar errado. E freqüentemente estou. Vamos examinar os fatos". O 2º princípio, Respeite a opinião alheia. Nunca diga:"Você está errado".

CAPITULO III.

Se errar, reconheça o erro, simples assim. É muito mais fácil ouvir a  autocrítica do que a condenação vinda de lábios alheios. Existe um certo grau de satisfação em se ter a coragem de admitir o próprio erro. Não apenas alivia a sensação de culpa e a atitude de defesa, como também com freqüência ajuda a resolver o problema criado pelo erro. Este é o princípio 

3-Se errar, reconheça o erro imediatamente e com ênfase.

CAPÍTULO IV.

Dale disse “Se você perder a calma e disser a alguém uma ou duas coisas,terá uma excelente oportunidade para descarregar suas queixas. Mas o que acontece com a outra pessoa? Participará do seu prazer? Sua atitude e suas expressões hostis farão com que ela concorde com você?” Certamente que não , a raiva se somam, e mesmo que você possa deixar o outro calado, isso só provocou o início de inimizade.  Ele finaliza “Se o coração de um homem está inflamado pela discórdia e maus sentimentos para com você, nem com toda lógica do Cristianismo você conseguirá conquistá-lo para seu modo de pensar. Pais repreendedores, patrões e maridos exigentes, esposas ranzinzas, deviam compreender que as pessoas não gostam de modificar suas idéias. Elas não podem ser forçadas a concordar com você ou comigo. Mas podem ser levadas a isso se formos gentis e amistosos, cada vez mais gentis, cada vez mais amistosos”. Lembre-se do que Lincoln disse: "Com um pingo de mel apanham-se mais moscas do que com um galão de fel". 
PRINCIPIO 4,Comece de um modo amigável".

CAPÍTULO V.

0 segredo de Sócrates,” Falando com outras pessoas, não comece por discutir as coisas em que divergem. Comece acentuando - e continue acentuando- as coisas em que estão de acordo. Faça questão de frisar, se possível, que ambos estão marchando para o mesmo fim e a única diferença que os separa é de método e não de propósito. Mantenha a outra pessoa dizendo "sim, sim"”.

PRINCIPIO 5,Consiga que a outra pessoa diga"sim, sim", imediatamente.

CAPITULO VI.

Neste capítulo é descrito sobre a importância de ouvir e deixar a outra pessoa falar. “A verdade é que mesmo os nossos amigos preferirão falar sobre si a ouvir-nos falar sobre nós. La Rochefoucauld, o filósofo francês, disse: "Se quiser ter inimigos, sobreponha-se aos seus amigos; se quiser ter amigos,deixe que seus amigos se sobreponham a você". Por que é isso verdade? Porque quando nossos amigos se avantajam sobre nós, isso lhes dá uma sensação de importância; mas quando nós nos avantajamos sobre eles causamos-lhes uma sensação de inferioridade, que gera a inveja”.  É assim, chegamos no PRINCÍPIO 6 - Deixe a outra pessoa falar durante a  maior parte da conversa.

CAPITULO VII.

Neste capítulo, é discutido de como obter cooperação, neste caso específico é focado naquilo que construímos é que damos valor , Dale diz “Não confia você muito mais nas idéias que descobriu por si mesmo do que nas idéias que lhe são trazidas numa "bandeja de prata"? Se é assim, não acha uma má resolução tentar fazer as outras pessoas seguirem as suas opiniões à força? Não seria você muito mais sábio fazendo sugestões e deixando a outra pessoa tirar a conclusão por si mesma?” Novamente  se busca mais argumento com grandes pensadores . “Lao Tsé, um sábio chinês,disse certas coisas que os leitores deste livro podiam empregar "A razão por que os rios e os mares recebem a homenagem  de centenas de córregos das montanhas é que eles se acham abaixo dos últimos. Deste modo podem reinar sobre todos os córregos das montanhas. Por isso, o sábio, desejando pairar acima dos homens, coloca-se abaixo deles; desejando estar adiante deles, coloca-se atrás dos mesmos. Assim, não obstante o seu posto ser acima dos homens, eles não sentem o seu peso.
Princípio 7 , Deixe a outra pessoa pensar.

CAPÍTULO VIII.

Uma pessoa   age de um determinado modo porque existe alguma razão para isto. Descubra esta razão oculta e terá a chave das suas ações, e talvez da sua personalidade. Experimente, honestamente, colocar-se em seu lugar. PRINCIPIO 8 .Procure honestamente ver as coisas pelo ponto de vista alheio.

CAPÍTULO IX.

É fato que todos querem que sejam simpático consigo. As espécies humanas anseiam todas por simpatia. A criança mostra logo seus ferimentos, ou mesmo chega a se ferir ou cortar com o fito de merecer simpatia. Com o mesmo objetivo os adultos mostram suas contusões, relatam seus acidentes, doenças, especialmente detalhes de operações cirúrgicas. A" autopiedade" para as desgraças reais ou imaginárias é, de alguma sorte, praticamente de uso universal". Assim, se quiser conquistar as pessoas para o seu modo de pensar, ponha em prática o  princípio 9,mostre-se simpático às idéias e desejos dos outros.

CAPITULO X.

É fato que devemos esperar sempre o melhor das pessoas ."A experiência ensinou-me" diz o Sr Thomas "que quando nenhuma informação pode ser encontrada sobre o cliente a única base sólida para prosseguir é imaginar que ele é sincero honesto. “As exceções a esta regra são relativamente poucas. PRINCÍPIO 10,  Apele para os mais nobres motivos.


CAPÍTULO XI.



0 cinema faz isto. A televisão também .Por que você não faz o mesmo,as vezes se faz necessário com bom gosto , dramatizar. PRINCÍPIO 11,Dramatize suas IDÉIAS.

CAPÍTULO XII.

Quando tudo falhar, experimente isto, “Todos os homens têm medo, mas o bravo repele seu medo e avança, por vezes rumo à morte, mas sempre- rumo à vitória". Era esse o lema da Guarda do Rei na antiga Grécia. Isso já é o suficiente para explicar o que vem ser o 12 princípio, mas veja, leia mais isso “Harvey S. Firestone, fundador da Firestone Tire & Rubber, disse o seguinte: "Nunca acreditei que pagamento e só pagamento pudesse aproximar e manter unidos bons homens. A coragem, sim, e  o desafio". Eis o que toda pessoa de sucesso deseja: a luta, o desafio.A oportunidade para a auto-expressão. A oportunidade para provar seu valor, para sobrepujar, para vencer. Eis o que motiva as corridas a pé, as exposições de porcos e os concursos de toda a espécie. 0 desejo de sobressair. 0 desejo de sentir-se importante.PRINCIPIO 12 Lance um desafio.

PARTE IV.

Seja um líder: como modificar as pessoas sem as ofender ou provocar ressentimento. Um líder construtor, não somente na época de Dale Carnegie era necessário, atualmente precisamos de líderes que modifique as pessoas, engaje e encorajem para os resultados na empresa e na vida.

CAPÍTULO 1.

Se você é obrigado a descobrir erros,existe a maneira  de se começar, mas uma fato é importante saber, ninguém gosta de receber crítica , este fato torna este ensinamento ainda mais importante. PRINCIPIO 1,Comece com um elogio e uma apreciação sincera.

CAPÍTULO 2.

Qual a mágica em criticar e não ser odiado. Chamar indiretamente a atenção para os erros cometidos surte um efeito maravilhoso em pessoas sensíveis, capazes de se ressentirem com a crítica direta. Uma maneira eficaz de corrigir os erros alheios é o PRINCIPIO 2, chame indiretamente a atenção sobre os erros alheios.

CAPÍTULO 3.

Fale primeiro sobre seus próprios erros. Não é tão difícil ouvir uma dissertação sobre suas faltas quando o acusador começa admitindo humildemente que ele também está longe de ser infalível. Quem admite os próprios erros - mesmo sem que não os corrija ,conseguirá convencer um outro a mudar o comportamento. PRINCÍPIO 3 , fale de seus próprios erros antes de criticar os das outras pessoas.

CAPÍTULO 4.

Dar ordem é muito difícil, mas o que Carnegie nos ensina, é, e são necessárias? As perguntas tornam as ordens mais aceitáveis; e não apenas isso: estimulam a criatividade da pessoa a quem são feitas. As pessoas inclinam-se a aceitar uma ordem quando tomam parte da decisão que levou à formulação dessa ordem. PRINCIPIO 4, faça perguntas em vez de dar ordens.

CAPÍTULO 5.

Evite envergonhar as outras pessoas, leia esta história “Anos atrás a General Electric Company deparou-se com a dedicada missão de remover Charles Steinmetz da chefia de um departamento. Steinmetz, um gênio de primeira grandeza quando se tratava de eletricidade, era uma negação como chefe do departamento de cálculos. Entretanto a Companhia não queria melindrar o homem. Ele lhe era indispensável, e altamente sensível. Por isso lhe deu um novo título. A direção fez dele Engenheiro Consultor da General Electric Company, um novo título para o trabalho que já vinha realizando, e colocou outra pessoa na chefia do departamento. Steinmetz sentiu-se feliz.Também se sentiram felizes os diretores da G. E. Jeitosamente manobraram sua estrela mais caprichosa, e o fizeram com diplomacia, não  deixando que ele se envergonhasse. Um verdadeiro líder sempre seguirá o PRINCIPIO 5, Não envergonhe as outras pessoas.

CAPITULO 6.

Como estimular as pessoas para o sucesso. Com a crítica, a capacidade declina; com o estímulo, floresce. Para você se tornar um líder eficiente, aplique o...PRINCIPIO 6,elogie o menor progresso e também cada novo progresso. Seja "caloroso  na sua aprovação e generoso em seu elogio".

CAPÍTULO 7.

Todas as pessoas têm um lado especial que mereça um boa reputação por esta característica. Se um líder quiser desempenhar otimamente o difícil papel da liderança emular a atitude ou o comportamento dos outros , descubra uma qualidade e crie uma reputação para esta pessoa. Princípio 7, proporcione à outra pessoa uma boa reputação para ela zelar.

CAPITULO 8.

Faça o erro parecer fácil de corrigir. Encontre uma maneira de ensinar a facilidade em resolver . Uma vez descoberta a facilidade do aprendizado, toda a sua vida sofre uma transformação". Se você quer ajudar os outros a se aperfeiçoarem, PRINCIPIO 8,empregue o incentivo. Faça o erro parecer fácil de corrigir.

CAPÍTULO 9.

Torne as pessoas satisfeitas fazendo o que você quer. Como fazer isso? 0 líder eficiente deve manter em mente o seguinte roteiro, caso tenha a intenção de modificar atitudes ou comportamentos:

1. Seja sincero. Não prometa nada que não possa cumprir. Esqueça-se dos benefícios a seu próprio favor e concentre-se nos benefícios dos demais.
2. Saiba exatamente o que deseja que a outra pessoa faça.
3. Seja simpático. Pergunte a si mesmo o que a outra pessoa realmente deseja.
4. Reflita sobre os benefício  a que a outra pessoa receberá fazendo o que você sugere.
5. Faça com que esses benefícios venham ao encontro dos desejos da outra pessoa.
6. Quando der sua ordem, formule-a de modo que a outra pessoa a entenda como benéfica para ela.
PRINCIPIO 9,faça a outra pessoa sentir-se satisfeita fazendo o que você sugere.

Compre e  leia, torne seu Livro  de cabeceira. Vai lhe ajudar muito.

ISBN 85-04-00486-4
Forte abraço.

Marcos Rogério.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O PRÍNCIPE .

I - Do autor

Nicolau Maquiavel

Sumário: (Versão Clássica).
È um livro escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição foi publicada postumamente em 1532. Trata-se de um dos tratados políticos mais fundamentais elaborados pelo pensamento humano, e que tem papel crucial na construção do conceito de Estado como modernamente conhecemos. (p.7,8).

Objetivos:

Justificativa – Descreve as maneiras de conduzir-se nos negócios públicos internos e externos, e fundamentalmente, como conquistar e manter um principado. “Conclue que os homens são egoístas e ambiciosos e só a lei os coage “ (p.9)


II - Da obra.
O tratado político possui 26 capítulos, além de uma dedicatória a Lorenzo II de Médici .
Capitulo I... XV – DE QUANTAS ESPÉCIES SÃO OS PRINCIPADOS E DE QUANTOS MODOS SE ADQUIREM. XV- DAS RAZÕES POR QUE OS HOMENS E, ESPECIALMENTE, OS PRÍNCIPES SÃO LOUVADOS OU VITUPERADOS.

São capítulos pequenos ,alguns só uma pagina ( CAP.I Pag. 13). Do capítulo I ao XV, descreve as formas de poder e os dois principais tipos de governo: as monarquias e as repúblicas.
No capitulo III (pag.17) faz uma observação que parece muito atual e que severia de alerta para ocupação do Iraque pela estados Unidos da America do Norte. “assim, são teus inimigos todos aqueles que se sentem ofendido pelo fato de ocupares o principado; e também não podes conservar como amigos aqueles que te puseram ali,pois estes não podem ser satisfeitos como pensavam.Não poderás usar contra eles remédios fortes, obrigado que estás para com eles...”

No capitulo VII,(pag.25). um conselho que parece sabedoria popular , o que vem facil, vai facil,segundo Maquiavel “Aqueles que somente por fortuna se tornam príncipes pouco trabalho tem para isso, é claro, mas se mantêm muito penosamente.Não tem nenhuma dificuldade em alcançar o posto, por que para aí voam;surge, porém, toda sorte de dificuldade depois da chegada.É o que acontece quando o estado foi concedido ao príncipe, ou por dinheiro, ou por graça de quem o concede”. È uma reflexão bem atual, no estilo, Pai Rico, Filho Nobre e Neto Pobre.

Capitulo X (pag.53,54,55- são só três ).Maquiavel, aconselha “COMO DEVEM MEDIR AS FORÇAS DE TODOS OS PRÍNCIPADOS”. É uma lição tão atual, como estudar a si mesmo, o autoconhecimento, saber seus pontos forte e suas fraquesas.Isso esta em qualquer manual de estrategia escrito já no seculo 21. Mas maquiavel é especialmente detalhistas em descobrir este pontos e o que fazer com eles.Também faz uma observação simples, mas fundamental, é sobre independência , que nos termos atuais seria , independência financeira. “...não se pode ver facilidade no assalto a quem possue um estado forte e não é odiado pelo povo”.

No capítulo XII, é explicado o valor dos exercitos de Milicia e Mercenários, o risco da fidelidade baseada no dinheiro, sua fragilidade...” Assim o estado é espoliado por elas na paz, e , na guerra pelos inimigos. A razão disso é que não tem outro amor nesta força que as mantenha em campo, senão uma pequena paga, o que não basta para fazer com que queiram morrer por ti.Querem muito ser teus soldados enquanto não fazes a guerra, mas se esta vier, fogem ou se despedem. ”

Capitulo XIV, (pag.75) È explicado as vantagem de se aprimorar sempre, seja com exercicio de guerra ou com estudos das guerras de outros paises e outros líderes. “Um princípe sabio deve observar essas coisas e nunca ficar ocioso nos tempos de paz;deve,sim,inteligentemente, ir formando cabedal de que se possa valer nas adversidades, para estar sempre preparado”.

No capítulo XV,(pag.77.78) Maquiavel escreve sobre como um príncipe deve proceder ante seus súditos e amigos, explicando que para manter-se adorado é necessário que o líder saiba utilizar os vícios e das virtudes necessárias, fazendo o que for possível para garantir a segurança e o bem-estar.

No capítulo XVI (pag.79,80,81) é explicado ao príncipe como cuidar de suas finanças, para não ser visto como gastador, e levar o povo à pobreza, cobrando muitos impostos para manter-se rico. “O príncipe deve gastar pouco para não ser obrigado a roubar seus súditos”. O autor diz que o melhor é ser visto como miserável, pois com este julgamento ele poderá ser generoso quando bem entender, e o povo irá se acostumar com isso. Os príncipes que vão junto ao exército atacar e saquear outras cidades devem ser generosos com seus soldados, para que esses continuem sendo fiéis e motivados.

No capítulo XVII (pag.84,85,86), defende que é melhor um príncipe ser temido do que amado, mostrando que as amizades feitas quando se está bem, nada dura quando se faz necessário, sendo que o temor de uma punição faz os homens pensarem duas vezes antes de trair seus líderes. Diz também que a morte de um bandido apenas faz mal a ele mesmo, enquanto a falta de disciplina cria desordens das quais podem nascer assassinos ,que faz mal a toda a comunidade. O líder deve ser cruel quanto as penas com as pessoas, mas nunca no caráter material "as pessoas esquecem mais facilmente a morte do pai, do que a perda da herança".

No capítulo XVIII (pag. 88,89,90). Maquiavel argumenta que o governante deve ser dissimulado quando é necessário, porém nunca deixando transparecer sua dissimulação. Não é necessário, a um príncipe, possuir todas as qualidades, mas é preciso parecer ser piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso já que às vezes é necessário agir em contrário a essas virtudes, porém é necessário que esteja disposto a modelar-se de acordo com o tempo e a necessidade.

No capítulo XIX,(PAG.91 A 101), o autor defende que o príncipe faça coisas para não ser odiado, como não confiscar propriedades, não demonstrar avidez ou desinteresse. Disse Maquiavel “ O que principalmente o torna odioso, como disse acima, é o ser rapace e usurpador dos bens e das mulheres dos seus súditos”

Do capítulo XX ao XXIII ,(pag.103 a 117) explica como o líder deve controlar e o que deve fazer para manter seu povo feliz, mantendo distância dos bajuladores, e controlando seus secretários.
Especificamente no capitulo XXII (pag.113) ele explica a importância da escollha de seus ministros. Disse Maquiavel “ Não é de pequena importância para um príncipe a escolha dos seus ministros, os quais são bons ou não segundo a prudência daquele.E a primeira conjetura que se faz, a respeito das qualidades de inteligência de um principe, repousa na observação dos homens que ele tem ao seu redor.Quando estes são competentes e fiéis , pode-se reputa-lo sábio, porque soube reconhecer as qualidades daqueles e manter-los fiéis” .

Maquiavel dedicou um capitulo inteiro “DE COMO DEVEM EVITAR OS ADULADORES” .No capitulo XXIII, (pag.115,116,117) ele explica “ Um príncipe deve, portanto,aconselhar-se sempre, mas quando ele entender e não quando os outros quiserem;antes deve tirar a vontade a todos de aconselhar alguma coisa sem que le solicite.Todavia,deve perguntar muito e ouvir pacientemente a verdade acerca das coisas perguntadas”.

No capítulo XXIV (pag.120) explica porque os príncipes italianos perderam seus estados e como fazer para que isso não aconteça. Quando se é atacado, deve-se estar preparado para defender e nunca se deve "cair apenas por acreditar encontrar quem te levante" já que isso só irá acontecer se os invasores forem falhos.
Nos últimos capítulos explica como tomar das mão dos Bárbaros a Itália e como se manter na linha entre a fortuna e Deus dizendo que os líderes devem adaptar-se ao tempo em que vivem, para manter-se no poder por mais tempo.
Maquiavel deixou um legado impressionante , desde a definição de sorte que pode ser interpretada –Sorte é quando a oportunidade encontra a preparação e tantas outras reflexões fortes que ultrapassaram o seu tempo e talvez o nosso tempo também.

Leia na integra este livro no site: www.dominiopublico.gov.br


DOCUMENTÁRIO DO LIVRO
Forte abraço.

Marcos Rogério.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Direito internacional ambiental.Alexandre Kiss.

I - Do autor

Alexandre Kiss.,
Sumário:
Este texto contém: importância da história dos direitos ambientais (p.3) com explicações da evolução da consciência dos governantes e da sociedade. (p.4,5,6,e7) .

Objetivos :

Justificativa – O Direito ambiental internacional - que dele faz parte ao mesmo título que o direito internacional do mar - rege as relações entre Estados no domínio da proteção do ambiente. (p.3)


II - Da obra.

Capítulo II- Evolução histórica dos direitos ambientais.

O inicio do século XX assiste-se à primeira convenção internacional multilateral relativa à protecção de certas espécies selvagens. Trata-se das aves: a Convenção de Paris, de 19 de Março de 1902, pretende proteger as aves úteis à agricultura.O autor defende neste início que não há um consciência ambiental e sim um proteção para agricultura “...trata-se de aves úteis, especialmente insectívoras (artigo 1.º), enquanto o anexo 2 à Convenção enumera as aves “nocivas”, entre as quais a maior parte das aves de rapina, como as águias e os falcões, espécies que são hoje estritamente protegidas. Este utilitarismo a muito curto prazo será substituído por perspectivas mais alargadas nos anos trinta” Apesar de de convenções como a de paris de 29 de julho de 1960 e ganhos jurídico, como a sentença arbitral no caso da fundição de Trail que declara que um Estado não tem o direito de usar o seu território ou permitir o seu uso de modo a que os fumos causem prejuízo no território de outro Estado ou nas propriedades das pessoas que nele se encontre; a evolução do direito ambiental continuou em “marcha lenta” com a preocupação somente econômica sendo priorizado ate praticamente a virada de 1968.
O verdadeiro começo do direito internacional do ambiente no final dos anos sessenta, no seguimento da tomada de consciência do fato de o nosso planeta poder estar seriamente deteriorado em consequência das atividades humanas, se é que não está já. O grito de alarme lançado por cientistas nos anos sessenta teve grande repercussão na maior parte dos países industrializados, tanto mais que a deterioração do ambiente - poluição dos rios e dos lagos, das praias, fumos, acumulação de resíduos - tornava-se cada vez mais visível.
Já em 1972 a conferência de estocolmo adota uma declaração com um preâmbulo 26 princípios . Mas o mais importante foi que do ponto de vista juridico, sobretudo o primeiro que afirma o direito fundamental do homem à liberdade, à igualdade, e a condições de vida satisfatórias num ambiente cuja qualidade lhe permita viver na dignidade e no bem-estar. Os princípios 2 a 7 constituem o núcleo das convenções fundamentais de Estocolmo. Neles se proclama que os recursos naturais da Terra, do ar, da água, dos solos, da flora e da fauna, bem como as amostras representativas dos ecossistemas naturais devem ser preservados no interesse das gerações presentes e futuras. Os recursos renováveis devem ver salvaguardada a sua capacidade de reconstituição, e os recursos não-renováveis devem ser geridos com prudência.
Nos anos 80, trouxeram duas novas etapas ao desenvolvimento do direito internacional do ambiente. Em primeiro lugar, tornou-se claro que o método sectorial, procurando proteger separadamente os diferentes sectores do ambiente - mar,águas continentais, atmosfera, vida selvagem - é insuficiente. Em segundo lugar, os setores não podem ser verdadeiramente separados uns dos outros: a poluição telúrica, transportada pelos cursos de água ou diretamente proveniente da introdução de poluentes vindos da costa, constitui uma das mais importantes fontes de poluição do mar; os poluentes transportados pelo ar contaminam os solos e as águas de superfície,podendo atingir a camada freática e causar danos à flora e à fauna selvagens, etc. Esta visão mais holística do meio ambiente, com entendimento de que a aceleração do desaparecimento de espécies vivas e o empobrecimento da diversidade biológica que daí resulta mostraram o perigo que corre toda a humanidade e, em particular, as gerações futuras.

Os anos 90 ficou marcado pela globalização dos direitos ambientais, na declaração do Rio de Janeiro, comportou 27 princípios que confirmam parte dos enunciados em Estocolmo, mas também algumas regras de direito consuetudinário emergidas desde 1972, sobretudo no tocante à poluição transfronteiriça. Alguns outros princípios se revestem também de importância do ponto de vista jurídico. Preconizam a participação de todos os cidadãos envolvidos nos processos de tomada de decisão, sem esquecer a informação prévia que requerem.

Capítulo III- Relações Bilaterais em matéria de ambiente.

As regras gerais que regem as relações bilaterais entre Estados em matéria de ambiente são normas costumeiras;situam-se geralmente nos âmbitos constituídos pelos princípios gerais do direito internacional do ambiente. A regra fundamental que rege as relações bilaterais entre Estados no domínio do ambiente funda-se em precedentes anteriores ao que podemos chamar a “época ecológica”.
Após o caso da Fundição Trail, entre Canadá e EUA,das duas sentenças emitidas, a segunda, de 11 de Março de 1941, estabelece o princípio dominante na matéria “... de acordo com os princípios do direito internacional... nenhum Estado tem o direito de usar o seu território ou de permitir o seu uso de maneira tal que fumos provoquem danos no território de outro Estado ou nas propriedades de pessoas que aí se encontrem, tratando-se de consequências sérias e caso os danos sejam objecto de provas claras e convincentes» (O.N.U., Colectânea das Sentenças Arbitrais, vol. XII, p. 303. Anos depois, um princípio bem mais geral, enunciado pelo Tribunal Internacional de Justiça, confirmou a regra estabelecida no caso da Fundição de Trail: “Nenhum Estado pode utilizar o seu território para atos contrários aos direitos de outros Estados» (C.I.J., decreto de 9 de Abril de 1949, caso do Estreito de Corfu,Colectânea, 1949, p. 22).
Regra geral, a assistência prevista pela Convenção de Helsínquia, bem como por tratados bilaterais ou regionais comporta duas fases: uma ação prévia e a intervenção após o acidente. A ação prévia compreende a troca de informações sobre os órgãos competentes que devem dar o alerta e os que devem ser alertados, sobre os planos ou programas nacionais que podem ser elaborados, e sobre as regras jurídicas aplicáveis.
As informações podem também referir-se aos meios humanos e materiais disponíveis para lutar contra as consequências de acidentes, os meios de comunicação e as prescrições aplicáveis em matéria de segurança. A vigilância de zonas expostas - nomeadamente a poluição por hidrocarbonetos - pode ser exercida em comum ou então as tarefas podem ser repartidas.
Foi igualmente na perspectiva das relações bilaterais que se abordou a questão da responsabilidade por danos ao ambiente. A responsabilidade internacional, ou seja, a responsabilidade de um Estado por danos causados pela sua atuação a um outro Estado, pode levantar graves problemas de direito internacional geral, tanto mais tratando-se de danos ao ambiente.
Devemos considerar como poluição até brinquedos de plástico com alto teor de chumbo exportados pelos chinese para o Brasil , para citar um exemplo? O ator não versa sobre o assunto nesta obra ,mas informa que indenização das vítimas de poluição transfronteiriça em direito internacional privado pode resultar da aplicação quer dos princípios gerais da responsabilidade civil quer de regras estabelecidas por convenções internacionais. No primeiro caso, os problemas habituais de competência judiciária, da determinação da lei aplicável e da execução das decisões tomadas no estrangeiro devem ser resolvidos. A prática internacional dá indicações neste sentido.

Capítulo IV- Princípios Universais.


A par das regras aplicáveis às relações bilaterais emergiram princípios jurídicos internacionais relativos à protecção do ambiente que podem ser utilizados contra todos os Estados. Estes princípios constituem regras costumeiras; na maior parte dos casos foram formulados pela primeira vez em instrumentos não-obrigatórios, como declarações e resoluções de organizações ou de conferências internacionais, e repetidos em disposições que figuram em tratados internacionais, ou seja, em documentos obrigatórios. Vários deles devem ser aplicados em toda a parte, no território de todos os Estados, mesmo para além das suas fronteiras. Regem também as zonas não submetidas a qualquer competência territorial nacional.
O primeiro dos princípios que assim se manifesta é o dever de todos os Estados de proteger o ambiente, não apenas nas suas relações com os outros Estados mas também nos espaços que relevam das suas competências, bem como nos que não estão submetidos a qualquer competência territorial. Foi formulado na Convenção sobre o Direito Marítimo, cujo artigo 192.º afirma que: “os Estados têm obrigação de proteger e preservar o meio marinho”.
O dever de prevenir a degradação do ambiente está na base de toda a regulamentação internacional, sem que este princípio seja muitas vezes explicitado. Emana da CEE uma formulação que constitui autoridade na matéria:
“A melhor política ambiental consiste em evitar, desde a origem, a criação de poluição ou de prejuízos, em vez de combater ulteriormente os seus efeitos.” (Primeiro Programa de Acção das Comunidades Europeias em Matéria de Ambiente, J.O.C.E., n.º C 112, de 20 de Dezembro de 1973).


.
texto disponivel na integra no site site www.diramb.gov.pt .

Forte Abraço.
Marcos Rogério.