quarta-feira, 22 de julho de 2020
domingo, 12 de julho de 2020
WEBINAR RELATÓRIO DE FALHA
No dia 30/06/2020, foi realizado um Webinar sobre RAF - relatório de análise de falha , pelas empresas RAÍZEN e MAKRO. Foram apresentadas 06 RAFs, e comentados por grandes capitais intelectuais no campo da manutenção.
Abaixo o link do evento.
LINK DA GRAVAÇÃO DO EVENTO.
sexta-feira, 3 de julho de 2020
PONTO DE INFLEXÃO.
Um livro que vai te ajudar a fazer seu próprio caminho.
“Vou dispensar o aprofundamento nas equações que geram um Ponto de Inflexão, mas vou apenas me apropriar deste conceito para descrever momentos de nossa vida em que nossas decisões vão determinar para que direção seguiremos e que bônus ou ônus assumiremos.
Em outras palavras, tomamos milhares de decisões diariamente. Porém, algumas delas não são decisões corriqueiras. São decisões especiais. Decisões que têm o poder de mudar o rumo do roteiro de nossa vida. A elas eu dou o nome de Ponto de Inflexão. É um conceito da matemática, mas que usaremos para ilustrar perfeitamente os momentos de nossa vida que podem tomar direções opostas a depender de nossas escolhas.”
quarta-feira, 3 de junho de 2020
NAPOLEÃO UMA BIOGRAFIA.
Livro composta por 7 capítulos e o testamento de Napoleão. Também há um link com documentário da história de Napoleão.
Apresentação I.
Napoleão de Buonaparte.
- Situação na Córsega
- Tempo de escola Militar de Brienne
- Batalhas de neve Paris
- Temporada em Valence
- Rompimento com Paoli — Ça ira!
- A tomada de Toulon em 1793
I NAPOLEÃO DE BUONAPARTE
No dia 5 de agosto de 1769 nasceu em Ajaccio, na Córsega, uma criança que recebeu dos pais o nome Buonaparte, e dos céus o de Napoleão.
Os primeiros dias de sua mocidade correram em meio àquela agitação febril que se segue às revoluções: a Córsega, que há meio século sonhava com a independência, acabava de ser conquistada pela metade, vendida pela metade,e só escapara ao jugo de Gênova para cair sob o poder da França. Paoli, vencido em Ponte Nuovo, buscava asilo na Inglaterra, onde o poeta e dramaturgo Alfieri lhe dedicara seu Timoleonte. O ar respirado pelo recém-nascido ainda estava quente dos ódios civis,e o sino que saudou seu batismo, ainda trêmulo dos repiques de alarme.
II O GENERAL BONAPARTE.
Bonaparte, fora nomeado general de artilharia no exército de Nice como recompensa pelos serviços prestados à República na tomada de Toulon. Foi ali que conheces Augustin Robespiere- irmão mais novo do célebre Maximilien representante do povo naquele exército. Chamado a Paris, pouco antes do 9 termidor, Augustin fez tudo ao seu alcance para o jovem general acompanhá-lo, prometendo-lhe a proteção direta do irmão. Mas Bonaparte recusou repetidamente: ainda não chegara o tempo em que teria de tomar partido.
III BONAPARTE PRIMEIRO-CÔNSUL
A primeira tarefa de Bonaparte ao chegar a plena magistratura de um estado ainda sangrando em função da guerra civil e externa, e esgotado por suas própria vitórias- tentar estabelecer a paz sobre bases sólidas. Portanto, no 5 nivósio do ano VIII da República, deixando de lado as formas diplomáticas com as quais os soberanos frequentemente encobrem seu pensamento, escreveu de punho próprio ao rei Jorge III para lhe propor uma aliança entre a França e a Inglaterra. O rei permaneceu calado. William Pitt se encarregou de responder. Isso significa dizer que a aliança fora recusada.
Bonaparte, repelido por Jorge III, voltou-se para o czar Paulo 1. Conhecendo o caráter cavalheiresco desse governante, julgou que convinha ser com ele um cavalheiro. Reuniu no interior da França as tropas russas aprisionadas na Holanda e na Suíça, vestiu-as com novos uniformes e devolveu-as
á sua pátria sem exigir resgate ou contrapartida. Bonaparte não se enganara ao contar com esse procedimento para desarmar Paulo 1. Este, ao saber da cortesia do primeiro-cônsul, retirou as tropas que ainda mantinha na Alemanha e declarou não fazer mais parte da coalizão.
IV NAPOLEÃO IMPERADOR.
Os últimos momentos do Consulado tinham sido empregados para abrir os caminhos do trono por meio de suplício ou misericórdia. Uma vez alcançado o Império, Napoleão tratou de organizá-lo.
Desaparecida a nobreza feudal, criou uma nobreza popular; como as diferentes ordens de cavalaria haviam caído no descrédito, instituiu a Legião de Honra; se há doze anos a mais alta distinção militar era o generalato, Napoleão criou doze marechais. Esses doze marechais eram os companheiros de suas fadigas tinham a ver com a nomeação. Possuíam todos por pai o destemor, e por mãe a vitória.
Os doze eleitos eram Berthier, Murat, Moncey, Jourdan, Masséna, Augereau, Bernadotte, Soult, Brune, Lannes, Mortier, Ney, Davout, Kellermann, Lefèvre, Pérignon e Serrurier.
Depois de um intervalo de trinta e nove anos, três ainda viveriam para presenciar o arrebol da República e o ocaso do Império. O primeiro é, no momento em que escrevemos estas linhas, governador do Hotel dos Inválidos; o segundo, presidente do Conselho de Ministros; e o terceiro, rei da Suécia. Solitários e derradeiros destroços da plêiade imperial, os dois primeiros mantiveram sua estatura, o terceiro cresceu ainda mais.
Em 2 de dezembro de 1804, realizou-se a sagração na igreja de Notre-Dame. O papa Pio VII viera expressamente de Roma para colocar a coroa sobre a cabeça do novo imperador.
Batalha de Austerlitz.
A vitória de Austerlitz foi para o Império o que a de Marengo fora para o Consulado: a sanção do passado, o potencial do futuro. O rei Ferdinando de Nápoles, ao violar, durante a última guerra, o tratado de paz com a França, foi declarado destituído do trono das Duas Sicilias, que José Bonaparte recebeu em seu lugar. A República Batava, erigida em reino, foi entregue a Luís Bonaparte. Murat recebeu o grão-ducado de Berg. O marechal Berthier foi feito príncipe de Neuchâtel, e Talleyrand, príncipe de Bénévent. A Dalmácia, a Ístria, o Friuli, Cadore, Conegliano, Belluno, Treviso, Feltre, Bassano, Vicenza, Pádia e Rovigo tornaram-se ducados. O grande Império com seus reinos secundários, seus feudo sua confederação do Reno e sua mediação suíça - foi esculpido em menos dois anos que o de Carlos Magno.
Não era um cetro que Napoleão tinha em sua mão, era um globo. A paz de Pressburg durou cerca de um ano. Nesse intervalo, Napoleão fundou a Universidade Imperial e promulgou o conjunto do Código Civil.
Motivo de D,João VI vir pro Brasil.
Com o decreto de Berlim sobre o bloco continental, a Inglaterra fora colocada à margem da Europa. Nos mares do Norte, na Rússia, na Dinamarca, no Oceano e no Mediterrâneo, a França, a Holanda e a Espanha lhe haviam fechado os portos, comprometendo-se a não manter nenhum comércio com ela. Restavam então, apenas, Suécia e Portugal.
Napoleão decidiu assim, por um decreto, datado de 27 de outubro de 1807, que a Casa de Bragança cessara de reinar, e Alexandre, em 27 de setembro de 1808, comprometeu-se a marchar contra Gustavo .
Um mês depois os franceses estavam em Lisboa. A invasão de Portugal era apenas uma escala na conquista da Espanha, onde reinava Carlos IV, atacado por dois poderes opostos, o favorito Godoy e o príncipe das Astúrias, Fernando. Ofuscado pelo armamento agressivo exibido por Godoy no momento da guerra da Prússia, Napoleão apenas passara os olhos pela Espanha, num relance rápido e distraído, mas que lhe bastara porém para ali enxergar um trono a ser conquistado. Assim, mal tomou
Portugal, suas tropas penetraram na Península, e, sob pretexto de guerra marítima e bloqueio, ocuparam primeiro o litoral, depois as principais praças, formando em seguida em torno de Madri um anel que só tinham que apertar para em três dias serem soberanas da capital.
Após chegar em Moscou...
Mas o inverno chegara, inverno que não mais aconselhava, mas sim ordenava. Nos dias 15, 16, 17 e 18 de outubro, os doentes foram evacuados para Mojaisk e Smolensk. Em 22, Napoleão saía de Moscou, e no dia seguinte o Kremlin ia pelos ares. Durante onze dias, a retirada operou-se sem grandes desastres, quando, de repente, em 7 de novembro, o termômetro desceu de 5 graus positivos para 18 negativos. E o vigésimo nono boletim, datado do dia 14, levava a Paris a notícia de desastres até então impensáveis, em que os franceses não acreditariam se lhes fossem relatados pelo próprio imperador.
A contar desse dia, foi um desastre equivalente a nossas maiores vitórias. Era Cambises envolvido nas areias de Amon, era Xerxes atravessando o Helesponto de volta numa barca, era Varrão regressando a Roma com o que sobrara do exército de Cannes. Daqueles setenta mil cavaleiros que tinham atravessado o Niemen, mal se podiam formar quatro companhias de cento e cinquenta homens cada para servir de escolta a Napoleão. Era o batalhão sagrado: os oficiais ali assumiam a patente de simples soldados, os coronéis eram suboficiais, os generais, capitães. Havia um marechal como coronel, um rei como general. E o tesouro que lhe era confiado, o paládio que ele defendia, era nada menos que um imperador.
Napoleão se ergue.
Em 5 de dezembro, enquanto as sobras do exército agonizavam em Vilna, Napoleão, a instâncias do rei de Nápoles, do vice-rei da Itália e de seus principais capitães, partiu em trenó de Smorgoni rumo à França. O frio atingira vinte e sete graus abaixo de zero.
Na noite do dia 18 Napoleão apresentava-se numa caleche avariada às portas das Tulherias, cujas portas a princípio .negaram-se a lhe abrir. Todos ainda o julgavam em Vilna.
Dois dias depois, os grandes corpos do Estado vieram saudá-lo por sua chegada. Em 12 de fevereiro de 1813, um senatus consultus pôs à disposição do ministro da Guerra trezentos e cinquenta mil alistados. Em 10 de março, chegava a informação da defecção da Prússia.
Durante quatro meses a França inteira foi uma praça de armas. Em 15 de abril, Napoleão deixava novamente Paris, à frente de tođas as suas jovens legiões. Em 1° de maio estava em Lutzen, pronto para atacar o exército combinado, russo e prussiano, com duzentos e cinquenta mil homens, dos quais duzentos mil pertenciam à França e cinquenta mil eram saxões, bávaros, westfalianos, wurttemburgueses e do grão- ducado de Berg. Considerado abatido, o gigante se reerguera, Anteu tocara o solo.
A perda do Império.
O Império fora invadido por todos os lados. Os austríacòs avançavam na Itália; os ingleses tinham atravessado o Bidassoa e apareceram no alto dos Pireneus; Schwarzenberg, com o grande exército composto por cento e cinquenta mil homens, surgia na Suíça; Blucher entrara em Frankfurt com centro e trinta mil prussianos; Bernadotte invadira a Holanda e penetrara na Bélgica com dez mil suecos e saxões. Setecentos mil homens formados, por suas próprias derrotas, na grande escola napoleônica da guerra avançavam rumo ao coração da França, deixando para trás todas as praças fortes e respondendo uns aos outros com um só grito: "Paris! Paris!"
Napoleão viu-se sozinho contra o mundo inteiro. Mal contava com cento e cinquenta mil homens para opor àqueles imensos contingentes. Recuperou porém, se não a confiança, pelo menos o gênio de seus verdes anos: a campanha de 1814 seria sua obra-prima estratégica.
De um relance enxergou tudo, abraçou tudo e, fazendo o possível ao alcance do poder de um homem, preparou-se para tudo. ...
V NAPOLEÃO NA ILHA DE ELBA
Napoleão era rei da ilha de Elba.
Ao perder o império do mundo, quis, a princípio, conservar apenas sua desgraça. Um pequeno escudo
por dia e um cavalo – dissera -, eis tudo de que preciso.
Assim, por insistência daqueles que o cercavam, quando podia ter tomado a Itália, a Toscana ou a Córsega, lançou os olhos para esse pequeno canto de terra onde o reencontramos.
Porém, mesmo ao desprezar seus interesses, debatera por muito tempo os direitos daqueles que o acompanharam. Entre eles, em primeiro lugar os generais Bertrand e Drouot, um, grão-marechal do palácio, o outro, ajudante de campo do imperador; depois, o barão Jermanóvski, major dos lanceiros poloneses, o cavaleiro Malet, os capitães de artilharia Cornuel e Raoul, os capitães de infantaria Loubers, Lamourette, Hureau e Combi; finalmente, os capitães de lanceiros poloneses Balinski e Schultz.
Esses oficiais comandavam quatrocentos homens, escolhidos entre os granadeiros e os caçadores-pedestres da velha guarda, que tinham obtido permissão para acompanhar seu ex-imperador no exílio. Em caso de retorno à França, Napoleão estipulara a manutenção de seus direitos de cidadãos.
VI OS CEM DIAS.
Napoleão se recupera perde sua ultima batalha e vai para ilha de Santa Helena.
No dia 1° de março, às três horas, a flotilha fundeou o golfo Juan. Às cinco, Napoleão pôs os pés em terra, e o acampamento foi montado num bosque de oliveiras, onde ainda hoje exibe-se aquela sob a qual se sentou o imperador. Vinte e cinco granadeiros e um oficial da guarda foram imediatamente enviados a Antibes para tentar anexar a guarnição local.
Porém, arrebatados pelo entusiasmo, entraram na cidade gritando: “Viva o imperador!"
Como o desembarque de Napoleão ainda era ignorado, foram tomados por loucos. O comandante mandou levantar a ponte, e os vinte e cinco bravos foram feitos prisioneiros.
Fracassada a iniciativa, alguns oficiais sugeriram a Napoleão que marchassem sobre Antibes e a tomassem a força a fim de prevenir o efeito nefasto que a resistência dessa praça pudesse produzir na opinião pública. Napoleão respondeu que era sobre Paris que cabia marchar e, juntando ação às palavras, levantou acampamento quando a Lua despontou. O pequeno exército chegou a Cannes no meio da noite, atravessou Grasse por volta das seis da manhã e fez alto sobre uma colina que domina a cidade. Mal se estabeleceu ali. Napoleão foi cercado pela população dos arredores, onde o rumor de seu milagroso desembarque já se espalhara. Recebeu-a como teria feito nas Tulherias: ouvindo as queixas, acolhendo as petições, prometendo fazer justiça.
No dia 10, depois de ter redigido três decretos que anunciavam o retorno do poder imperial às suas mãos, pôs-se novamente a caminho e dormiu em Bourgoin. A multidão e o entusiasmo iam crescendo. Dir-se-ia que a França inteira o acompanhava e avançava com ele para a capital.
Na estrada de Bourgoin para Lyon, Napoleão foi informado de que o duque de Orléans, o conde de Artois e o marechal Macdonald, pretendiam defender a cidade e iriam derrubar a ponte Morand e a ponte da Guillotière. Riu dessas disposições, nas quais não acreditava,pois conhecia o patriotismo dos lioneses. Ordenou então ao 4° regimento de hussardos que fizesse um reconhecimento até a Guillotière. O regimento foi recebido aos gritos de "Viva o imperador!", saudações que chegaram até Napoleão, que seguia a tropa a uma distância de aproximadamente um quilômetro. Pôs seu cavalo a galope e chegou sozinho, apostando no momento em que menos o esperavam, no meio da população, que passou da exaltação à loucura diante de sua presença.
Chegou à noite, como em Grenoble, como em Lyon, ao cabo de uma longa jornada e à frente das tropas que protegiam os arredores da cidade. Se quisesse, poderia ter entrado ali com dois milhões de homens. As oito e meia penetrou no pátio das Tulherias. Ali, foi ovacionado como em Grenoble:
mil braços se estenderam, pegaram-no, carregaram-no com gritos e num delírio indescritível. A multidão era tamanha que não houve meios de dominá-la. Era uma correnteza que devia seguir seu curso. Napoleão conseguiu apenas dizer estas palavras: Meus amigos,vocês estão me sufocando!
Voltando a Guerrear.
Napoleão examinava sua posição, estudando-a. Dois caminhos abriam-se à sua frente:
- tentar tudo pela paz, preparando-se para a guerra;
- começar a guerra por um desses movimentos imprevistos, por um desses raios repentinos, que tinham feito dele o Júpiter da Europa.
Ambas as alternativas apresentavam inconvenientes. Tentar tudo pela paz era dar para os aliados se recomporem. Eles contariam os seus soldados e os nossos e teriam tantos exércitos quantas divisões tínhamos: estaríamos a um contra cinco. E daí? Já vencêramos algumas vezes assim.
Começar a guerra era dar razão aos que diziam que Napoleão não queria a paz. Depois, o imperador só dispunha de quarenta mil homens. Era o bastante, é verdade, para reconquistar a Bélgica e entrar em Bruxelas, porém, uma vez em Bruxelas, ele se veria fechado num anel de praças-fortes que teriam de ser tomadas uma depois da outra, e Maestricht, Luxemburgo e Antuérpia não eram acampamentos que se atacavam com um mero tabefe. Aliás, a Vendeia hesitava, o duque de Angoulême marchara sobre Lyon, e os marselheses sobre Grenoble. Cumpria dominar aquela inflamação intestina que atormentava a França a fim de que ela se apresentasse perante o inimigo em todo o seu poderio e força.
Napoleão decidiu-se pela primeira alternativa. A paz, que recusara a Châtillon em 1814, depois da invasão da França, poderia ser aceita em 1815, depois do regresso da ilha de Elba. E possível parar ao subir, nunca ao descer.
Napoleão envia um carta propondo paz.Essa carta, que propunha uma paz cujo resultado seria o respeito mais absoluto pela independência das outras nações, encontrou os soberanos aliados em vias de partilhar a Europa. Nesse grande tráfico de brancos, nessa hasta pública das almas, a Rússia ficaria
com o grão-ducado de Varsóvia; a Prússia devoraria uma parte do reino da Saxônia, uma parte da Polônia, da Westfália, da Francônia e, como uma imensa serpente cuja cauda tocava em Memel, esperava esticar sua cabeça, seguindo a margem esquerda do Reno até Thionville; a Áustria reclamava a Itália tal como era antes do tratado de Campoformio, bem como tudo o que a águia bicéfala deixara escapar de suas garras depois dos sucessivos tratados de Lunéville, de Pressburg e de Viena; o Stathouder da Holanda, promovido à patente de rei, pedia que se confirmasse a anexação de seus Estados hereditários, da Bélgica, da região de Liège e do ducado de Luxemburgo; enfim, o rei da Sardenha reivindicava a reunião de Gênova a seu Estado continental, de onde estava ausente há quinze anos. Cada grande potência queria, como um leão de mármore, manter sob suas garras, em lugar de um adorno arquitetônico, um pequeno reino. A Rússia teria a Polônia, a Prússia teria a Saxônia, a Espanha teria Portugal, a Áustria teria a Itália. Quanto à Inglaterra, que financiava todas essas revoluções, teria dois reinos, em vez de um: a Holanda e Hanover.
Napoleão perde sua ultima batalha e negocia anistia e fica preso em Santa Helena.
Napoleão tentava em vão interromper a desordem. Ao lançar-se no meio da confusão,encontrara um regimento da guarda e duas baterias de reserva atrás de Planchenoit e tentou agrupar os fugitivos.
Infelizmente, a noite impediu que fosse visto, o tumulto, que fosse ouvido. Desceu então do cavalo e investiu, espada na mão, no meio de um quadrado. Jerônimo o seguiu, dizendo:
Você tem razão, irmão, aqui deve cair tudo o que leva o nome de Bonaparte.
Mas logo foi detido por seus generais e oficiais de estado-maior, rechaçado por seus granadeiros, que decerto queriam morrer, mas não que seu imperador morresse com eles.
Colocaram-no de novo sobre o cavalo, um oficial pegou a rédea e arrastou-o a galope. Passou assim no meio dos prussianos, que o perseguiram ao longo de aproximadamente dois quilômetros. Balas ou projéteis não o quiseram. Finalmente chegou a Jemmapes e parou por um instante a fim de renovar suas tentativas de reagrupamento, que a confusão, a debandada geral, a aglomeração e, mais que tudo, a perseguição feroz dos prussianos ainda impediam. Logo, convencido de que, depois de Moscou, tudo terminara pela segunda vez, e que apenas de Paris poderia reunir o exército e salvar a França.
Estaria aborrecido por não conseguir dormir ou sofrendo por ter perdido o mundo?
No dia 22, a Câmara dos Pares e a Câmara dos Deputados declararam-se em sessão permanente e proclamaram traidor da pátria aquele que pretendesse suspendê-las ou dissolvê-las.
No mesmo dia Napoleão abdicava em favor de seu filho.
Em 8 de julho, Luís XVIII voltava a Paris. No dia 14, Napoleão, depois de ter recusado a oferta do capitão Baudin, hoje vice-almirante, que lhe propôs escoltá-lo para os Estados Unidos, passou para bordo do Bellérophon, comandado pelo capitão Maitland, e escreveu ao príncipe regente da Inglaterra:
Alteza real,
Diante das facções que dividem meu país e à inimizade das grandes potências da Europa, consumei minha carreira política. Venho, como Temístocles, pedir asilo ao povo britânico. Coloco-me sob a proteção de suas leis, as quais reivindico de Vossa Alteza real, como o mais poderoso, o mais constante, o mais generoso de meus inimigos.
Napoleão
Dois dias depois, o Bellérophon desfraldava suas velas em direção à Inglaterra. No dia 24, fundeou em Torbay, onde Napoleão soube que o general Gourgaud, portador de sua carta, não conseguira se comunicar com terra e tinha sido forçado a desistir de sua missão.
Na noite do dia 26, o Bellérophon entrava na baía de Plymouth. Ali, espalharam-se os primeiros rumores da deportação para Santa Helena:
Napoleão não quis acreditar.
No dia 30, um comissário transmitiu a Napoleão o desígnio relativo à sua deportação para Santa Helena. Indignado, Napoleão pegou da pena e escreveu:
Protesto aqui solenemente, perante o céu e os homens, contra a violência de que fui vítima, contra a ofensa de meus direitos mais sagrados, ao disporem pela força de minha pessoa e minha liberdade. Vim livremente para bordo do Bellérophon. Não sou prisioneiro, sou hóspede da Inglaterra. Vim para cá por instigação do próprio capitão, que disse ter ordens do governo para me receber e conduzir à Inglaterra com o meu séquito, se porventura isso me fosse agradável.
Apresentei-me de boa-fé, vindo colocar-me sob a proteção das leis inglesas. Instalado a bordo do Bellérophon, esperava encontrar-me no lar do povo britânico. Se o governo, ao dar ordens ao capitão do Bellérophon para me receber, assim como a meu séquito, quis apenas lançar uma armadilha, infringiu a honra e manchou seu pavilhão.
Se tal ato se consumar, será em vão que os ingleses doravante falarão de sua lealdade, de suas leis e de sua liberdade. A fé britânica se verá perdida na hospitalidade do Bellérophon.
Apelo à história ela dirá que um inimigo, que guerreou por muito tempo o povo inglês, veio livremente, em seu infortúnio, buscar asilo sob suas leis. Que maior prova podia dar-lhe de sua estima e confiança? Mas como se responde, na Inglaterra, a tal magnanimidade? Finge-se estender uma mão hospitaleira a esse inimigo, e, depois que ele se entrega de boa-fé, é imolado!
NAPOLEÃO,
a bordo do Bellérophon, ao mar
VII NAPOLEÃO EM SANTA HELENA.
O imperador dormiu aquela mesma noite num albergue, onde se sentiu muito mal. No dia seguinte, às seis da manhã, partiu a cavalo, com o grão-marechal Bertrand e o almirante Keith, para Longwood, casa que este último requisitara para sua residência como a mais confortável da ilha. Ao voltar, o imperador deteve-se no pequeno pavilhão anexo a uma casa de campo pertencente a um negociante da ilha chamado Balcombe. Seria seu alojamento temporário, onde permaneceria até que Longwood estivesse em condições de recebê-lo. Tinha se sentido tão mal na véspera que, embora o pavilhão estivesse praticamente desguarnecido, não quis voltar à cidade.
À noite, quando foi se deitar, Napoleão percebeu que uma janela sem vidraças, persianas ou cortinas dava para sua cama. O sr. de Las Cases e seu filho vedaram-na o melhor que puderam e foram para a mansarda, onde se deitaram cada qual sobre um colchão. Os camaristas, envolvidos em seus casacos, deitaram-se atravessados na porta. No dia seguinte, Napoleão almoçou sem toalha de mesa nem guardanapo o que sobrara do jantar da véspera. Isso tudo não passava do prelúdio da miséria e das privações que o aguardavam em Longwood.
Finalmente, no domingo 10 de dezembro, o almirante mandou avisar a Napoleão que sua casa de Longwood estava pronta. No mesmo dia o imperador para lá se dirigiu a cavalo. O objeto que lhe propiciou mais prazer, em seu novo mobiliário, foi uma banheira em madeira, que o almirante conseguira mandar executar, de acordo com disposições dele próprio, por um carpinteiro da cidade.
Uma banheira era um utensílio desconhecido em Long-wood. No mesmo dia Napoleão serviu-se dela. No dia seguinte, o serviço do imperador começou a se organizar. Dividia-se em três séries quarto, libré e refeições - Quanto ao cerimonial, tudo foi organizado como na ilha de Elba: o grão-marechal Bertrand conservou o comando e a vigilância geral, Montholon foi encarregado dos detalhes domésticos, o general Gourgaud teve a direção da estrebaria, e Las Cases cuidava da administração interna.
Quanto à divisão do dia, era praticamente a mesma que em Briars. Às dez horas o imperador tomava o café da manhã em seu quarto sobre uma mesa pé de galo, enquanto o grão-marechal e seus companheiros comiam numa mesa de serviço, para onde tinham a liberdade de fazer convites particulares. Como não havia hora fixa para o passeio, e o calor era muito forte durante o dia, a umidade constante e intensa à noite.
O FIM.
Vou morrer. Vocês vão regressar à Europa. Devo-lhes alguns conselhos sobre a conduta que deverão adotar. Vocês partilharam meu exílio, serão fiéis à minha memória, não farão nada que a possa ferir.
Eu sancionei todos os princípios, infundi-os em minhas leis, em meus atos. Não há um único que eu não tenha consagrado. Infelizmente, as circunstâncias eram graves. Fui obrigado a usar de severidade, a reprovar. Os reveses chegaram, não consegui evitá-los, e a França ficou privada das instituições liberais que lhe destinei. Ela me julga com indulgência, sabe de minhas intenções, zela pelo meu nome, minhas vitórias: imitena. Sejam fiéis às opiniões que defenderam, à glória que conquistamos. Afora isso, restam apenas apenas vergonha e confusão...
No dia 5 pela manhã, a doença chegou ao ápice. A vida no enfermo era uma mera vegetação ofegante e dorida. A respiração tornava-se cada vez mais insensível. Os olhos, abertos em toda sua grandeza, estavam fixos e átonos. Algumas palavras vagas, última ebulição de um cérebro em delírio, vinham de tempos em tempos morrer em seus lábios. As últimas palavras que se ouviram foram "cabeça" e "exército". Quando a voz se extinguiu, toda inteligência pareceu morta, e o próprio doutor acreditou que o princípio da vida se apagara. Entretanto, por volta das oito, o pulso subiu, a mola mortal que fechava a boca do moribundo pareceu se distender e alguns suspiros profundos exalaram de seu peito. Às dez e meia o pulso estava parado. Alguns minutos depois das onze o imperador deixara de viver.
segunda-feira, 1 de junho de 2020
OS CAMINHOS DE MANDELA.
Um livro LIÇÃO , mostra um líder com empatia com as pessoas e as situações , leitura dos momentos , conciliação e tempo certo das decisões.
Abaixo um resumo rápido em prezi. Boa leitura.
RESUMO DO LIVRO EM PREZI
UMA BREVE HISTÓRIA DA ECONOMIA.
Um livro que embasa o pensamento econômico, desde a descoberta do algarismo ZERO, passando pela contabilidade e grandes personagens da economia que mudaram o mundo e transformou no mundo que conhecemos atualmente. Ao ler , fica mais fácil entender o que esta acontecendo com o mundo hoje, fazer paralelos com epidemias passadas e arriscar prever o que vai acontecer amanhã apos o coronavírus.
Baixe o livro, veja o resumo abaixo e boa leitura.
RESUMO DO LIVRO - UMA BREVE HISTÓRIA DA ECONOMIA.
LIVRO PARA BAIXAR .
terça-feira, 5 de maio de 2020
HUMILDADE- Andrew Murray.
Há três grandes motivos que nos impulsionam à humildade. Eles são baseados em três perspectivas sob as quais a humildade pode ser considerada, as três maneiras de catalogar a humildade. Deixe-me explicar. A humildade aplica-se a mim como uma criatura, como um pecador e como um santo. E ela me cabe perfeitamente em cada uma dessas três categorias.
Vemos o primeiro aspecto da humildade nas hostes celestiais, no homem antes da Queda e em Jesus como Filho do Homem.
O segundo aspecto apela para nós em nosso estado caído e indica o único caminho pelo qual podemos retornar ao nosso devido lugar como criaturas.
No terceiro aspecto da humildade, temos o mistério da graça, a qual nos ensina que, à medida que nos envolvemos na grandeza irresistível do amor redentor, a humildade torna-se para nós a consumação da bem-aventurança e da adoração eternas.
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