quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

A BOLA DE NEVE.

 LIVRO: A bola de neve -
AUTOR : Alice Schroeder : Sextante, 2012.
QUANTIDADE DE PÁGINAS : 958
ISBN 978-85-7542-787-3
RESUMO : Marcos Rogério.




Este é um livro sobre a a vida de Warren Buffett. O investidor bilionário, sua trajetória de criança a atualidade , sua vida e seus valores. São 958 páginas divididas em 6 partes.

PARTE 1.
A bolha.

Neste Capítulo é mostrado a rotina de Warren num dia normal, em seu escritório e sua mobiliá que diz muito dele "...cercado por uma réplica de uma diligência da Wells Fargo, rumo ao Oeste, está em cima de uma estante, ao lado de um Prêmio Pulitzer, conquistado, em 1973, pelos jornais do grupo Sun, de Omaha, então pertencente à sua sociedade de investimentos. Livros e jornais estão espalhados por todo o escritório. Fotografias da sua família e de amigos cobrem o aparador, uma mesinha e o espaço inferior de um suporte para computador, ao lado de sua mesa. Um grande retrato do pai de Buffett paira sobre a sua cabeça na parede atrás da mesa. Ele encara todo e qualquer visitante que entre no escritório.

Sun Valley Idaho – Julho de 1999.

Uma rotina de quem lê muito. " Havia uma pilha de revistas no sofá: Vanity Fair, The New Yorker, Fortune, Yachting, Robb Report, Atlantic Monthly, The Economist, Vogue, Yoga Journal. A aeromoça trouxe também os jornais do dia.

Todas as diversas famílias às quais eles se juntariam naquela tarde tinham algum vínculo com o Allen & Co., um pequeno banco de investimentos especializado em empresas de mídia e comunicação. O Allen & Co. realizara algumas das maiores fusões de Hollywood e vinha organizando, havia mais de uma década, uma série anual de debates e seminários entremeados por atividades recreativas ao ar livre, no Sun Valley, para seus clientes e amigos. Herbert Allen, o CEO da empresa, convidava apenas as pessoas de que gostava, ou ao menos aquelas com quem tinha interesse em fazer negócios. 

Assim, o encontro estava sempre repleto de rostos famosos e ricos: produtores de Hollywood e estrelas, como Candice Bergen, Tom Hanks, Ron Howard e Sydney Pollack; magnatas do mundo do entretenimento, como Barry Diller, Rupert Murdoch, Robert Iger e Michael Eisner; jornalistas com pedigree social, como Tom Brokaw, Diane Sawyer e Charlie Rose; e titãs da tecnologia, como Bill Gates, Steve Jobs e Andy Grove. Uma multidão de repórteres os aguardava todos os anos em frente ao Chalé Sun Valley.

As fusões que surgiam no Sun Valley eram, no entanto, apenas ilhotas de gelo que se desprendiam do iceberg. O Sun Valley não era somente um lugar onde se fechavam negócios, embora estes tivessem a maior parte da publicidade. Todos os anos multiplicavam-se os boatos de que esta ou aquela companhia estava envolvida em alguma grande negociação naquele misterioso conclave nas montanhas de Idaho. 

Naquele ano, os novos magnatas da internet estavam se pavoneando, exibindo suas expectativas elevadíssimas, alardeando suas últimas fusões e procurando arrancar dinheiro dos gestores de recursos que estavam na plateia. Estes últimos, que cuidavam das aposentadorias e economias de terceiros, controlavam juntos tanta riqueza que ela praticamente fugia à compreensão humana: mais de 1 trilhão de dólares.10 Em 1999, se você tivesse 1 trilhão de dólares, poderia pagar o imposto de renda de cada cidadão dos Estados Unidos.

Algumas ações de empresas pontocom eram negociadas a valores infinitamente maiores do que suas inexistentes receitas, ao passo que “companhias de verdade”, que faziam coisas de verdade, estavam sendo desvalorizadas. Enquanto as ações de empresas de tecnologia engoliam a “velha economia”, o índice Dow Jones  tinha ultrapassado a marca anteriormente inimaginável de 10.000 pontos apenas quatro meses antes, dobrando de valor em menos de três anos e meio.  

DISCURSO  DE BUFFETT
...Depois de conquistar a plateia com um pequeno diálogo cômico, Buffett abordou o assunto em pauta. Hoje eu gostaria de falar para todos vocês,  sobre a Bolsa de Valores. Vou falar sobre a cotação das ações, mas não sobre como prever o comportamento delas no próximo mês ou ano. Falar sobre cotações não é o mesmo que fazer previsões.

 A curto prazo, o mercado é como uma urna eletrônica. A longo prazo, é como uma balança. No fim, o que conta é o peso. Mas é o número de votos que conta a curto prazo. E estamos falando de um jeito muito pouco democrático de votação. Infelizmente a pessoa não passa por nenhum teste de alfabetização.

Vejam ÍNDICE DOW JONES
31 de dezembro de 1964 – 874,12 
31 de dezembro de 1981  875,00. 
“No decorrer dos últimos 17 anos, o tamanho da economia quintuplicou. As vendas das empresas citadas na revista Fortune 500 mais do que quintuplicaram. Porém, durante esses 17 anos, o mercado de ações continuou exatamente no mesmo lugar.”.

“O que vocês estão fazendo ao investir é adiar o consumo e aplicar o dinheiro agora, para pegar mais dinheiro de volta no futuro. E só existem duas perguntas. Uma é quanto você vai pegar de volta, e a outra é quando. As taxas de juros – o custo de se pegar dinheiro emprestado, são o preço do ‘quando’. Elas estão para as finanças como a gravidade está para a física. Como as taxas de juros variam, o valor de todos os ativos financeiros – imóveis, ações, títulos – também muda.

Buffett continuou seu discurso. Havia apenas três formas de o mercado de ações se manter crescendo no ritmo de 10% ou mais ao ano. 
  1. Uma das maneiras possíveis era se as taxas de juros caíssem e permanecessem abaixo dos níveis históricos. 
  2. A segunda era se a fatia da economia que ia para os investidores – e não para os trabalhadores, o governo, etc. – crescesse além de seu nível já historicamente elevado.
  3. Ou ainda, nas palavras dele, se a economia começasse a crescer mais rapidamente do que o normal. Ele considerava “uma ilusão” se valer de premissas otimistas como aquelas.
No fim das contas, o valor do mercado de ações só poderia refletir o comportamento da economia. Então mostrou um slide para ilustrar como a cotação da Bolsa tinha ultrapassado astronomicamente o crescimento da economia. Isso significava, segundo Buffett, que os 17 anos seguintes talvez não fossem tão melhores do que aquele longo período de 1964 a 1981 quando a Bolsa ficou exatamente no mesmo lugar – isto é, a não ser que ela despencasse. “Se eu tivesse que escolher a margem de lucro mais provável para esse período”, ele disse, “ela seria provavelmente de 6%.” Isso quando uma pesquisa recente do grupo PaineWebber-Gallup mostrara que os investidores esperavam que as ações dessem um lucro de 13 a 22%.

“Elogie indivíduos, critique a categoria”, essa era a lei de Buffett. Sua intenção com a palestra era provocar, e não enfurecer ninguém: ele dava muita importância ao que as pessoas pensavam a seu respeito. Por isso não apontou culpados e supôs, com razão, que todos engoliriam as suas piadas. Seu argumento era tão poderoso – quase incontestável – que ele achava que até mesmo aqueles que não gostassem da mensagem teriam que reconhecer sua força.

Warren considerava  a racionalidade e a honestidade as maiores virtudes de um homem. Para ele, a impulsividade e o hábito de mentir para si mesmo eram aquilo que mais induzia as pessoas ao erro. Gostava de refletir sobre as causas do fracasso, de modo a deduzir as regras do sucesso. 
SOBRE O COMPORTAMENTO DA PESSOAS - fundamental em operações com ações.

O que mais determina o comportamento das pessoas é o fato de elas terem um Placar Interno ou um Placar Externo. Se alguém consegue ficar satisfeito com o seu Placar Interno, isso o ajuda. Sempre coloco a coisa da seguinte maneira: eu digo ‘Veja bem, o que você prefere: ser o melhor amante do mundo e saber que todos acham que você é o pior, ou ser o pior amante do mundo e saber que todos acham que você é o melhor?’ É ou não é uma pergunta interessante? Vou fazer outra. Se o mundo não pudesse ver seus resultados no papel, você preferiria ser considerado o maior investidor do mundo, mas de fato ter o pior histórico do planeta, ou ser considerado o pior investidor do mundo, quando, na verdade, é o melhor? Na educação dos filhos, acho que a lição que eles aprendem desde uma idade muito tenra é aquilo a que seus pais dão importância. Se os pais se importam apenas com o que o mundo vai pensar e ignoram a maneira como o filho se comporta de fato, ele acaba desenvolvendo um Placar Externo. Meu pai não foi assim: ele era um cara 100% Placar Interno

PARTE DOIS.
O Placar Interno.

Neste capítulo é resumido os ensinamentos da família Buffet.
  • Tente ser pontual nas suas negociações. Você terá dificuldades em se entender com certos homens; com estes, faça a menor quantidade possível de negócios
  • Proteja seu crédito, pois ele vale mais que dinheiro
  • Se for continuar no comércio, contente-se com lucros módicos.
  • Não tenha tanta pressa de enriquecer… Quero que você seja capaz de viver e morrer bem.
“Quando eu era criança”, diria Warren posteriormente, “tive toda sorte de privilégios. Tive a vantagem de viver numa casa em que as pessoas falavam sobre coisas interessantes, tive pais inteligentes e frequentei boas escolas. Duvido que pudesse ter sido criado por pais melhores que os meus. Isso foi de uma importância enorme. Meus pais não me deram dinheiro, e sinceramente eu não queria nenhum. Mas nasci no lugar e na hora certos. Tirei a sorte grande na Loteria do Ovário.”

A corrida da banheira Omaha.

Década de 1930 a década de 1920, as bolhas de champanhe de um mercado de ações espumante levaram pessoas comuns a investir na Bolsa pela primeira vez. Em 1927, Howard Buffett decidiu se juntar a elas e conseguiu um emprego como corretor de valores no Union State Bank. A festa terminou dois anos depois. Na “Terça-feira Negra” que foi o 29 de outubro de 1929, a Bolsa registrou uma perda de 14 bilhões de dólares num único dia. 

Uma fortuna quatro vezes maior que o orçamento do governo norte-americano evaporou em questão de horas. A queda da Bolsa custou 30 bilhões de dólares aos Estados Unidos, algo próximo do valor total que o país gastara na Primeira Guerra Mundial.Em meio às falências e suicídios que se seguiram, as pessoas começaram a juntar dinheiro, e ninguém mais queria ações. 

Warren gostava de qualquer coisa que envolvesse colecionar, contar e memorizar números. Ele já colecionava selos e moedas. Calculava a frequência com que as letras apareciam nos jornais e na Bíblia. Adorava ler e passava várias horas com os livros que pegava emprestados na Benson Library.

A IDEIA DE COMPRAR AÇÕES. 

Na primavera de 1942 ele tinha juntado 120 dólares. Recrutando sua irmã Doris como sócia, ele  comprou três ações de uma empresa chamada Cities Service Preferred para cada um, pagando 114,75 dólares pelas suas. “Não entendia muito bem aquela ação quando a comprei”, ele diz. Sabia apenas que era uma das ações favoritas de Howard e que ele a vendia havia anos para seus clientes. A Bolsa teve uma queda naquele mês de junho, e a cotação da Cities Service Preferred despencou de 38,25 dólares por ação para 27. Doris, ele conta, o lembrava todos os dias, no caminho para a escola, de que a ação dela estava caindo. Warren se sentiu terrivelmente responsável por aquilo. Então, quando a ação finalmente se recuperou, ele a vendeu a 40 dólares, conseguindo um lucro de cinco dólares para os dois. “Foi então que eu percebi que ele sabia o que estava fazendo”, lembra Doris. A Cities Service, no entanto, logo decolou para 202 dólares por ação. 

Warren aprendeu três lições de uma vez e no futuro classificaria este episódio como o mais importante da sua vida. 
  1. A primeira lição era não ficar tão concentrado no valor que havia pago pela ação. 
  2. A segunda era não correr impulsivamente para agarrar um lucro pequeno. Aprendera aquelas duas lições refletindo sobre os 492 dólares que teria ganhado se tivesse sido mais paciente. Precisara de cinco anos de trabalho, desde que tinha 6 anos, para economizar os 120 dólares para comprar aquela ação. Tomando como base o quanto ganhava vendendo bolas de golfe ou pipocas e amendoins no estádio de beisebol, ele percebeu que poderia levar anos para recuperar o lucro que tinha “perdido”. Nunca, nunca mais se esqueceria daquele erro. 
  3. Havia também uma terceira lição, que era sobre investir dinheiro dos outros. Se cometesse um erro, aquilo poderia deixar alguém com raiva dele. Portanto, não queria mais assumir responsabilidade pelo dinheiro de ninguém, a não ser que estivesse certo de que teria sucesso.

 A arte da probabilidade se baseia em dados. O segredo era ter mais informação do que a outra pessoa – e então analisá-la da forma correta e usá-la racionalmente para fazer prognósticos.

Ao ser perguntado por que comprou uma determinação ação ele disse:  ‘Porque Ben Graham fez o mesmo.’” Era verdade, Graham já era seu herói, embora os dois não se conhecessem. E, uma vez que a inspiração para comprar ações da Marshall-Wells tinha vindo do livro Security Analysis, Warren pode ter achado que precisava ter cautela ao falar como ficara sabendo delas.

Mas, na verdade, ele tinha outro bom motivo para comprar ações da Marshall-Wells, além da menção no livro. Considerada a maior atacadista de ferragens da América do Norte, a Marshall-Wells estava ganhando tanto dinheiro que, se tivesse distribuído seus lucros aos acionistas na forma de dividendos, eles teriam recebido 62 dólares para cada cota de 200. Ou seja, ter uma cota da Marshall-Wells era como ter um título que pagasse 31% de juros (o lucro de 62 dólares sobre uma cota de 200). A essas taxas, Warren pensou, em três anos cada dólar que ele investira na empresa valeria o dobro. Mesmo se a Marshall-Wells não pagasse em dinheiro, as ações acabariam subindo.

 Warren começou a se debater com o conceito fundamental dos negócios: como as empresas ganham dinheiro? Uma empresa é muito parecida com uma pessoa. Ela tem que sair para o mundo e descobrir uma maneira de manter um teto sobre a cabeça dos seus funcionários e acionistas.

LIÇÕES DE GRAHAM.

Graham usava inúmeros truques engenhosos e eficientes nas suas aulas. Ele fazia perguntas correlacionadas, uma de cada vez. Seus alunos achavam que sabiam a resposta da primeira, mas, quando vinha a segunda, percebiam que talvez não soubessem. Ele apresentava descrições de duas empresas, uma em péssimo estado, praticamente falida, e outra em boa forma. Depois de pedir à turma que as analisasse, revelava que eram a mesma companhia em épocas diferentes. Todos ficavam surpresos.

 Aquelas eram lições inesquecíveis sobre como pensar de forma independente; eram características da forma como a mente de Graham funcionava. Juntamente com o método “Empresa A e Empresa B”,

Graham costumava falar sobre “verdades de primeira e segunda ordem”. Verdades de primeira ordem eram absolutas. Verdades de segunda ordem se tornavam verdades por convicção. Se um número suficiente de pessoas pensasse que a ação de uma empresa valia X, seu valor se tornava X até que um número suficiente de pessoas passasse a pensar o contrário. Mas isso não afetava o valor intrínseco da ação – que era uma verdade de primeira ordem. Portanto, o método de investimento de Graham não se resumia a comprar ações baratas. Ele levava em conta conceitos da psicologia, o que permitia aos seus seguidores evitar que as emoções influenciassem suas decisões.

Das aulas de Graham, Warren retirou três princípios fundamentais, que não exigiam nada além da disciplina rígida e da independência intelectual:

  1. Uma ação é o direito de possuir uma pequena parcela de um negócio. É uma fração do que você estaria disposto a pagar pelo negócio inteiro.
  2. Empregue uma margem de segurança. Investir se baseia em estimativas e incertezas. Uma ampla margem de segurança garante que os efeitos de uma boa decisão não sejam inutilizados por erros. Para avançar é preciso, acima de tudo, não retroceder.
  3. O Sr. Mercado é seu servo, e não seu mestre.
 Graham criara um personagem de humor instável, chamado Sr. Mercado, que se oferecia a comprar e vender ações todos os dias, muitas vezes a preços que não faziam sentido. Os humores do Sr. Mercado não devem influenciar a sua visão de preço. Contudo, de vez em quando ele oferece a chance de comprar barato e vender caro.

Desses preceitos, a margem de segurança era o mais importante. Uma ação pode ser o direito de possuir uma parcela de um negócio, e o seu valor intrínseco deve de fato ser estimado, mas é a margem de segurança que faz você dormir tranquilo. Graham construía sua margem de segurança de diversas maneiras. Além de comprar coisas por um valor consideravelmente menor do que achava que elas valiam, ele nunca se esquecia dos perigos de contrair dívidas. Pensava no valor de uma ação principalmente em termos de quanto a empresa valeria se estivesse morta – ou seja, de portas fechadas e liquidada.

PARTE TRÊS.
A pista de corrida

Nesta parte , a lição tomada por seu pai na política , também serviu para ele usar futuramente nos negócios.

" Aquela seria a convenção republicana mais controversa da História. Os partidários de Eisenhower aprovaram uma emenda às regras da convenção numa votação polêmica, o que concedeu ao general o número de delegados necessários para ser indicado no primeiro turno. Indignados, os partidários de Taft se sentiram logrados. Mas Eisenhower logo fez a pazes com eles, ao prometer combater o “socialismo que se alastrava”. O próprio Taft pediu aos seus seguidores para engolirem a raiva e apoiarem Eisenhower, em prol da reconquista da Casa Branca. Os republicanos se uniram em torno dele e de seu vice, Richard Nixon; broches com os dizeres “I Like Ike” (Eu gosto de Ike) começaram a aparecer em toda parte. Quer dizer, menos no peito de Howard Buffett. Ele rompeu com o partido por se recusar a apoiar Eisenhower. Foi um ato de suicídio político. O apoio que tinha dentro do partido evaporou da noite para o dia. Restavam-lhe apenas seus princípios – e mais nada.

Warren reconheceu que seu pai “se isolou num canto”. Desde a mais tenra infância, Warren sempre tentara evitar quebrar promessas, cortar laços e entrar em conflitos. Agora as lutas de Howard imprimiam três princípios ainda mais profundamente em seu filho:
  1. que aliados eram essenciais; 
  2. que compromissos são tão sagrados que, por natureza, devem ser raros; 
  3. que jogar para a plateia dificilmente leva a algum lugar. 
A base da decisão de Warren, era char o valor da empresa caso ela viesse a morrer.

“A empresa tinha 1.600 ônibus e um pequeno parque de diversões. Comecei a comprar aquela ação, porque eles tinham 800 mil dólares em títulos do Tesouro, uns 200 mil em dinheiro e passagens de ônibus a receber no valor de 96 mil dólares. Calculei algo em torno de 1 milhão de dólares, cerca de 60 dólares por cota. Quando comecei a comprar, as ações estavam sendo vendidas por algo em torno de 30 ou 35 dólares.” Ou seja, a empresa inteira estava sendo vendida pela metade do valor do dinheiro que ela tinha guardado no banco. Comprar aquelas ações era como brincar num caça-níquéis que garantia o pagamento de 1 dólar para cada moeda de 50 centavos que se depositasse ali."

Até 1958, sua rota direta era comprar uma ação e esperar que a "guimba de charuto reacendesse". Então, normalmente, vendia, algumas vezes com pesar, para comprar outra ação que quisesse mais. 

O QUE FAZER NA PERDA...

A hora não podia ser melhor. Em meados de março de 1962, o mercado finalmente cedeu. Continuou a cair até o fim de junho. 
As ações ficaram subitamente mais baratas do que estiveram em muitos anos. Buffett agora comandava uma única sociedade, com um monte de dinheiro para investir. E sua carteira de investimentos permaneceu relativamente incólume àquela virada. “Se comparado a métodos mais convencionais (muitas vezes chamados de conservadores, o que não é a mesma coisa) de se investir em ações ordinárias, aparentemente nosso método envolve bem menos risco”, escreveu aos sócios.

E correu para as ações. Com frequência costumava repetir uma frase de Graham: 

“Seja temeroso quando os outros estiverem vorazes e seja voraz quando os outros estiverem temerosos.” Era a hora de ser voraz.

Durante todo o tempo em que Warren investia, nesses primeiros anos das sociedades, ele nunca se afastou dos princípios de Ben Graham. Tudo o que ele comprava era extraordinariamente barato, guimbas de charuto quase apagadas, mas que continham uma baforada extra. Mas isso foi antes de ele conhecer Charlie Munger.

MOMENTOS.

Naquele outono o mercado de ações, que andava inconstante, teve um rompante de alta. A economia estava se arrastando, num período de recessão branda, e o humor do país era sombrio porque os soviéticos pareciam estar ganhando as corridas armamentista e espacial. Mas quando John F. Kennedy chegou à presidência, após uma eleição apertada, a iminente mudança da administração para as mãos de um homem que representava uma geração nova e vigorosa animou a nação. Num de seus primeiros discursos, Kennedy estabeleceu uma meta: mandar o homem à Lua e trazê-lo de volta à Terra. O mercado disparou e mais uma vez surgiram comparações com 1929. Warren nunca tinha trabalhado num mercado tão especulativo, mas permaneceu sereno. Era como se ele estivesse esperando por aquele momento. Em vez de recuar, como Graham teria feito, ele fez uma coisa notável. Iniciou uma corrida para levantar ainda mais capital para as sociedades.

Buffett sempre ficava quieto sobre o que estava fazendo, a não ser quando estava trabalhando numa ideia com um parceiro.

Buffett sentia um otimismo alegre em relação ao futuro econômico dos negócios americanos a longo prazo, o que lhe permitia investir no mercado contrariando os conselhos de seu pai e de Graham. Mas seu estilo ainda refletia os padrões fatalistas de Graham, que olhava os negócios baseado no que valiam mortos, ao invés de vivos. Munger queria que Buffett definisse a sua margem de segurança em termos que não fossem puramente estatísticos. Ao fazê-lo, Munger lutava contra uma sutil tendência de Buffett ao catastrofismo, que às vezes vinha à tona quando ele precisava resolver problemas teóricos.

Seu pai, Howard, sempre se preparara para o dia em que a moeda perderia seu valor, como se esse dia estivesse próximo.

Warren era bem mais realista. Mesmo assim, tendia a extrapolar probabilidades matemáticas ao longo do tempo para chegar à conclusão inevitável (e muitas vezes correta) de que, se algo pode dar errado, acaba mesmo dando errado. Essa maneira de pensar evocava a proverbial faca de dois gumes. Tornava Buffett um talentoso visionário cujos pensamentos eram orientados pela expectativa do juízo final. Ele usava essa faca para cortar problemas complexos, algumas vezes de forma pública.

Buffett, aos 36 anos, parecia um senhor envelhecido, num mundo que ansiava por Transition, Polaroid, Xerox, Electronic Data Systems – empresas cuja tecnologia ele não compreendia. Ele disse aos sócios que ia diminuir o ritmo. “Nós simplesmente não temos tantas ideias boas assim”, escreveu.  Ele não relaxou na busca de novas maneiras de manter o dinheiro trabalhando. Mas se impôs duas novas regras, que tornariam ainda mais difícil um novo investimento. Essas restrições, baseadas em preferências pessoais, se tornaram parte do seu cânone:

  1. Não vamos fazer negócios nos quais a tecnologia está além da minha compreensão, pois o conhecimento é crucial para qualquer decisão nos investimentos. Sei tanto sobre semicondutores e circuitos integrados quanto sobre os hábitos reprodutivos dos besouros.
  2. Não vamos participar de operações de investimento, mesmo que elas ofereçam esplêndidas oportunidades de lucros, se houver uma possibilidade grande de aparecerem problemas pessoais sérios.
CUIDADO.

Aqui seu instinto comercial colidiu contra outras características suas: a compulsão de colecionar, a necessidade de ser admirado, a preocupação em evitar confrontos que manifestava desde a guerra do moinho de Dempster. Em janeiro de 1968, num intricado minueto, ele explicou o seu raciocínio, em mais uma carta aos sócios. “Quando lido com pessoas com quem gosto de fazer negócios, quando me sinto estimulado (e que negócio não é estimulante?) e quando estou conquistando retornos gerais dignos de nota para o capital empregado (10 a 12%, digamos), me parece uma tolice ficar correndo de uma situação para outra, em busca de mais alguns pontos percentuais. Também não me parece sensato trocar relacionamentos pessoais agradáveis, com gente de alto nível e com taxas decentes de retorno por possíveis aborrecimentos, indisposições ou coisa pior, apenas para tentar retornos um pouco maiores.”

REGRAS.

Como explicou mais tarde: “Era um mercado multitrilionário, e ainda assim eu não conseguia encontrar um jeito de investir 105 milhões de dólares de forma inteligente. Eu sabia que não queria mais cuidar do dinheiro dos outros num ambiente em que eu não tinha certeza de que conseguiria me dar bem, e ao mesmo tempo me sentia obrigado a me dar bem.”

“O varejo é um negócio difícil”, diz Charles Munger. “Percebemos que estávamos errados. Praticamente toda grande rede de lojas que fica muito tempo em atividade acaba tendo problemas, e isso é difícil de resolver. O varejista predominante num período de 20 anos não é necessariamente o que prevalece nos 20 anos seguintes.” Algumas experiências os deixaram muito desconfiados do varejo – e essa desconfiança só faria crescer com o passar do tempo. Os dois queriam negócios que os lambuzassem de dinheiro, negócios que tivessem algum tipo de vantagem competitiva sustentável e que pudessem passar a perna no ciclo natural de criação e destruição de capital pelo maior tempo possível.

“O tempo é amigo do negócio maravilhoso e inimigo daquele que é medíocre. Você pode até achar que este é um princípio óbvio, mas tive que aprender da forma mais difícil… Ao terminar o casamento corporativo com a Hochschild-Kohn, veio à minha mente o marido da canção country ‘My Wife Ran Away With My Best Friend and I Still Miss Him a Lot’ (Minha mulher fugiu com meu melhor amigo e ainda sinto muita falta dele)…

É muito melhor comprar uma ótima empresa por um preço razoável do que comprar uma empresa razoável por um preço ótimo. Charlie entendia isso perfeitamente. Demorei a aprender. Mas agora, ao comprar empresas ou ações ordinárias, procuramos sempre negócios de primeira classe, com administrações de primeira classe. O que nos leva a outra lição. Bons jóqueis vão ganhar as corridas se montarem bons cavalos, mas nunca se darão bem se montarem pangarés.

PARTE QUATRO.
Susie canta.

Assim, enquanto Susie cuidava da fundação familiar, os dois trabalhavam juntos levantando fundos e fazendo doações. Ela teria doado fortunas se Warren não pisasse no freio. A fundação fazia pequenas doações para a educação e não tinha uma administração profissional. Para fazer aquilo direito era preciso olhar para a frente. O que aconteceria com todo aquele dinheiro quando algum dia ele fosse parar na fundação? Mesmo que Warren sentisse que esse dia estava distante, Susie tinha um desejo apaixonado de ajudar, e alguém precisava fazer o papel de estrategista e planejar o futuro.

Warren não gostava particularmente de comprar casas, considerando-as um sumidouro de capital que não compensava as despesas.

Susie o alfinetava sobre o dinheiro. “Se fôssemos ricos”, ela disse, “você simplesmente iria até aquela casa e perguntaria à dona quanto ela quer e pagaria o que pedisse. Mas sei que não somos ricos.” Nessa eterna brincadeira de cabo de guerra, contudo, Susie geralmente conseguia levar a melhor no final.

ENTENDENDO AS PESSOAS.

“André Meyer, na realidade, gostava de pensar que controlava tudo. E era fácil quando ele encontrava uma mulher como Kay – ela era capaz de achar que não devia usar um banheiro antes de consultá-lo. Era o seu estilo. André insistia em se referir a mim como sendo o novo patrão dela porque eu comprei as ações. Então havia todos esses sujeitos imaginando que o seu poder seria diluído se eu penetrasse nesse círculo fechado. Ela era muito sensível à ideia de que alguém pudesse manipulá-la, seja com objetivos políticos ou por causa do jornal, o que é compreensível. Estava acostumada a ter todo mundo tentando usá-la. O que dava para fazer com Kay era jogar com seus medos. Se você quisesse derrotá-la, tinha que fazer com que ela se sentisse insegura. E ela sabia o que estava acontecendo, mas não conseguia resistir.”

Um dia bem cedo ele foi visitar Wattles no escritório da White, Weld & Co., em Boston. “Eu estava um pouco apreensivo e disse alguma coisa do tipo: ‘Senhor Wattles, espero poder lhe fazer algumas perguntas.’ Ele disse: ‘Vá em frente.’ Ele me tratou muito bem. Por uns 10 ou 15 anos eu o segui. Na verdade, ele era bem parecido com Graham. E ninguém além de mim prestava atenção nele. Foi uma espécie de modelo do que eu esperava fazer por algum tempo. Era tudo tão compreensível e tão óbvio, uma forma tão segura de ganhar dinheiro. Embora não rendesse necessariamente grandes somas, você sabia que ia ganhar.”

O que mais interessava a Warren no “modelo Wattles” era a forma como uma empresa podia, legitimamente, comprar ações baratas de outra. “Você não precisa pensar em tudo. Foi Isaac Newton que disse: ‘Vi um pouco mais do mundo que outras pessoas porque me apoiei nos ombros de gigantes.’ Não há nada de errado em se apoiar nos ombros de outras pessoas.

Buffett entrou oficialmente para o conselho em 11 de setembro de 1974, o que o promoveu de astro dos investimentos de Omaha a conselheiro oficial de uma das mais importantes empresas de comunicação do mundo. Já na primeira reunião, Buffett percebeu que Kay Graham  tinha como hábito implorar ajuda ao conselho. Buffett pensou com seus botões: “Isso não funciona. Você não pode se colocar nessa posição se é o CEO.” Mas ele ainda não a conhecia bem o bastante para alertá-la.

Em vez disso, ele estudou cuidadosamente o conselho do Post, repleto de pessoas conhecidas e influentes. Na ponta dos pés, abriu caminho até os poderosos que costumavam dominar Graham. Era um conselheiro discreto, mas usava suas habilidades nos bastidores.

O QUE FAZER...CONTINUAR!!!

Aos 47 anos, Warren já tinha conquistado tudo que sempre imaginara. Valia 72 milhões de dólares. Encabeçava o organograma de empresas de 135 milhões. Seu jornal ganhara os dois mais importantes prêmios no jornalismo. Era um dos homens mais importantes de Omaha e cada vez ganhava mais destaque a nível nacional. Fazia parte do conselho do maior banco regional, do Washington Post e de várias outras companhias. Fora CEO de três empresas e já tinha comprado e vendido com sucesso mais ações do que a maioria das pessoas faz numa vida inteira. A maior parte de seus sócios originais estava agora incrivelmente rica.

Tudo que ele queria era continuar a ganhar dinheiro pela pura emoção, sem mudar mais nada em sua vida. Sabia que Susie achava que ele era obcecado por dinheiro, mas isso já era coisa antiga, e de qualquer forma eles eram capazes de levar suas vidas superando as diferenças, permanecendo unidos por 25 anos.

 Era hora de os investidores comprarem ações. “O futuro nunca está claro”, escreveu. “Você paga um preço muito alto no mercado de ações por um consenso animado.

A incerteza, na realidade, é amiga do comprador de valores a longo prazo.” Ele era o comprador de valores a longo prazo, a não ser pelo fato de não ter dinheiro em caixa. Desde o início da década, de tempos em tempos, dinheiro chovia sobre Buffett – 16 milhões de dólares da distribuição dos ativos da sociedade, em seguida outros milhões da venda dos papéis da Data Documents, um investimento particular. Mas ele tinha despejado tudo na Berkshire Hathaway. Buffett queria dinheiro para investir. Tinha fixado para si um salário de 50 mil dólares por ano, número que aumentara modestamente para 100 mil. Então tomou algum dinheiro emprestado de bancos e voltou a investir.

PARTE CINCO.
O rei de Wall Street

Buffett tinha a energia e o entusiasmo de um adolescente incansável; ele parecia se lembrar de cada fato ou número que lera na vida; seduzia as pessoas de forma que elas se oferecessem para fazer trabalhos duros – e então dava como certo que elas seriam capazes de operar milagres; e, embora fosse extraordinariamente tolerante com as idiossincrasias e os defeitos dos outros, essa tolerância diminuía quando lhe custavam dinheiro. Ele era tão ansioso para ver resultados, tão confiante na capacidade das outras pessoas e tão inconsciente de como ela era muito menor do que a sua que subestimava cronicamente a carga de trabalho dos seus funcionários. Buffett, o sol ao redor do qual todos giravam, era imune aos efeitos da Lei de Termodinâmica de Rickershauser. “As pessoas me dizem que eu as pressiono. Essa nunca é minha intenção. Há quem goste de fazer pressão. Eu, não. Na verdade, é a última coisa de que eu gostaria. Acho que nunca faço isso, mas tanta gente já me disse que sim que deve ser verdade.”

SUA EQUIPE.

Kiewit, um workaholic sem filhos, morava numa cobertura no Kiewit Plaza, onde ficava a sede da Berkshire, e ia para o trabalho de elevador. Buffett invejava essa sua rotina. Kiewit era outra variação de Buffett, um capataz severo e avarento no escritório, que insuflava seu capital por meio de pequenas economias.

A companhia era a sua paixão, e ele geralmente estava “contente, mas nunca satisfeito”. “Uma reputação é como porcelana fina”, dizia. “Cara de se adquirir e fácil de quebrar. Portanto, ao tomar decisões éticas, se você não tem certeza se algo é certo ou errado, reflita se quer que sua decisão apareça no jornal de amanhã.”

Também como Buffett, Kiewit era obcecado por controlar o peso das outras pessoas. Mas havia três diferenças entre os dois: Kiewit era um administrador atuante. Evitava publicidade. E só parecia ser pão-duro. Em Omaha, dirigia um Ford velho, de quatro anos, e vivia como um espartano, para servir de exemplo aos seus funcionários. Mas, na sua casa de veraneio em Palm Springs, dirigia um Cadillac e tinha um estilo de vida mais do que confortável.

Ainda assim, em muitos aspectos Peter Kiewit funcionava como um modelo para as ideias de Buffett sobre como a vida deveria ser conduzida. Quando Kiewit morreu, seu artigo não se limitou a louvar o homem. Buffett expressou – mais do que qualquer outra coisa que tenha escrito – como ele próprio gostaria de ser lembrado. “Começando do zero”, escreveu, “Kiewit ergueu uma das maiores empreiteiras do mundo… Embora não seja a maior, é provavelmente a empresa mais lucrativa do ramo no país, uma conquista que foi possível apenas porque Kiewit conseguiu incutir, em toda uma organização de milhares de funcionários, um padrão constante de perfeição e eficiência.

Kiewit era acima de tudo um produtor, não um consumidor. Os lucros serviam para aumentar a produtividade da companhia, não para fornecer opulência ao dono. No fundo, aquele que gasta menos do que ganha está acumulando ‘recibos de depósito’ para o futuro. Em algum momento ele pode reverter o processo e consumir mais do que ganha, sacando alguns dos recibos acumulados. Ou pode simplesmente passá-los adiante para terceiros – seja em vida, como presentes, ou após a morte, como herança.

A sua fama cresceu juntamente com o preço das ações da Berkshire. Quando entrava numa sala cheia de investidores, uma certa energia enchia o ar, e todas as atenções se voltavam para ele. A compra da ABC pela Cap Cities começou de fato a mudar sua vida, acrescentado um quê de Hollywood ao encontro de elefantes de Kay Graham. Ao conhecer a empresária de telenovelas Agnes Nixon, num jantar com Murphy, ele foi convidado a fazer uma ponta na novela Loving. Vários CEOs teriam preferido fingir uma doença terminal a fazer algo tão indigno, mas Buffett gostou tanto da sua participação na novela que costumava exibir o contracheque referente à sua estreia no show business. Aquilo combinava perfeitamente com o Buffett que adorava se fantasiar – e logo ele estaria aparecendo vestido de Elvis nas festas dos amigos.

SOBRE EMPRESTAR.

Numa resposta longa, com palavras gentis, Buffett disse não. Ele citou Munger, dizendo que bebidas, drogas e dívidas são o que mais leva “pessoas inteligentes a se perderem”. Pedir emprestado o dinheiro da entrada de uma casa, segundo ele, não oferecia uma margem de segurança.

“Se você pretende cruzar uma ponte várias vezes com caminhões de 4.500 quilos, é melhor construir uma que aguente cargas de 7.000 e não cargas de 4.501… É um grande erro ter um monte de obrigações financeiras e nenhuma reserva de dinheiro… Pessoalmente, eu jamais usei mais do que 25% de dinheiro emprestado na minha vida, mesmo quando tinha apenas 10 mil dólares e ideias que me faziam desejar ter 1 milhão.”


PARTE 6.
RECIBOS.

Ele tinha 69 anos. Não conseguia acreditar que tinha 69 anos; ainda se sentia jovem. Consolava-se com a ideia de que ainda faltavam décadas para que alcançasse a idade em que sua mãe tinha morrido. A General Re seria consertada, e a Coca-Cola, como ele sabia, podia ser dirigida por um sanduíche de presunto. O cálculo renal… eliminado! A memória de banheira começou a funcionar. Ele retomou os preparativos da sua reunião com os acionistas, que ele considerava a semana mais feliz do ano.

SOBRE CRESCIMENTO EXPLOSIVOS.

Por volta das 9h30, Buffett e Munger entraram no palco, de terno e gravata, e olharam para a reduzida multidão de fiéis que trajava de tudo, de roupas sociais a shorts. Chapéus de espuma amarela surgiam aqui e ali na plateia. Depois de uma apresentação de cinco minutos sobre negócios, a sessão de perguntas e respostas foi aberta, como de costume, com os acionistas fazendo fila atrás de microfones posicionados por todo o auditório e disparando perguntas sobre como avaliar ações. Alguém perguntou sobre ações de empresas de tecnologia. “Não quero especular sobre alta tecnologia”, Buffett disse. “Toda vez que houve verdadeiras explosões de especulação, elas acabaram sendo corrigidas.” Ele comparou o mercado à riqueza falsa das correntes e esquemas Ponzi. “Os investidores podem pensar que estão mais ricos, mas não estão.”

MONETIZAR AS ESPERANÇAS.

O presságio de Buffett sobre o mercado, no discurso de 1999 em Sun Valley, estava se revelando correto até aquele momento. Então ele fez um sermão na sua carta aos acionistas – que a essa altura se tornara um acontecimento midiático global, publicado na internet e aguardado por um número tão grande de pessoas que o site da Berkshire quase entrou em pane naquela manhã de sábado – dizendo que, na verdade, o nascimento da internet representara uma chance para que financistas cínicos “monetizassem as esperanças” dos crédulos. Ele aludia mais uma vez à fábula de Esopo, à qual recorrera no discurso em Sun Valley: investir na internet é soltar o pássaro na mão – dinheiro hoje – para tentar pegar pássaros voando. A resultante “transferência de riqueza em escala maciça” só beneficiaria muito poucos. “Ao comercializar descaradamente moitas sem pássaros, os gestores de investimentos deslocaram, nos últimos anos, bilhões de dólares do bolso do público para os seus próprios bolsos (e para os de seus amigos e sócios). (…) A especulação é mais perigosa quando parece fácil.”

AUDITORIA NAS EMPRESAS.

 Ele achava que se os auditores não tivessem ficado sentados no colo dos CEOs, abanando o rabo, as diretorias não teriam tido permissão para saquear os bolsos dos acionistas, transferindo vastas somas de dinheiro para seus próprios bolsos. Buffett foi a uma mesa-redonda da SEC sobre divulgação e supervisão de informações financeiras e disse que, no lugar de cachorrinhos obedientes, os acionistas precisavam de cães de guarda, e que os diretores que participavam de comissões de auditoria e supervisionavam os auditores de veriam ser “dobermanns que pressionassem os auditores”. Ele disse que a comissão de auditoria da Berkshire Hathaway usava uma pequena lista de perguntas:


  1. Se o próprio auditor tivesse preparado as demonstrações financeiras (e não a administração da empresa), elas teriam sido preparadas da mesma maneira?
  2.  Se fosse investidor, o auditor seria capaz de entender qual tinha sido o desempenho financeiro da empresa a partir da maneira como as demonstrações financeiras eram apresentadas e descritas?
  3.  Se o auditor estivesse no comando, a empresa seguiria os mesmos procedimentos de auditoria interna? 
  4. O auditor sabia de algo que a empresa tinha feito para mudar o momento em que vendas ou custos eram divulgados aos investidores? “Se forem pressionados”, Buffett disse, “os auditores farão seu trabalho. Se não… Sabemos qual será o resultado.”
EMPRESA IDEAL.

“Qual é a empresa ideal?”, um acionista perguntou. “A empresa ideal é aquela que obtém retornos muito altos sobre o capital e que continua usando um monte de capital nesses altos retornos. Ela se torna uma máquina de acumulação”, Buffett disse. “Então, se você pudesse escolher, se pudesse aplicar 100 milhões de dólares numa empresa que rende 20% sobre o capital – 20 milhões –, essa empresa idealmente seria capaz de render 20% sobre 120 milhões de dólares no ano seguinte e sobre 144 milhões no ano sucessivo, e assim por diante. Você continuaria reinvestindo o capital com [aqueles] mesmos retornos ao longo do tempo. Mas existem pouquíssimas empresas assim… Nós podemos tirar o dinheiro dessas empresas para comprar mais empresas.” Era a lição mais clara sobre negócios e investimentos que ele poderia dar."

AJUDA.

Três mil cartas de pessoas necessitadas foram despejadas no escritório de Buffett depois do anúncio relativo aos Gates, e a cada dia chegavam mais. Indivíduos que não tinham seguros de saúde e estavam esmagados pelas contas médicas, ou tinham sofrido acidentes de trabalho, ou estavam sendo despejados de suas casas. Seus filhos tinham problemas de saúde catastróficos e precisavam de cuidados especiais, o que os impedia de ganhar dinheiro suficiente para pagar a hipoteca. Ou eram mulheres cujos namorados as engravidaram e tiraram o dinheiro delas, convencendo-as a assumirem suas dívidas, e então desapareceram, sem pagar pensão para as crianças. Eram os perdedores da “Loteria do Ovário”. Warren remeteu todas as cartas para sua irmã Doris. Nos últimos 10 anos, na Sunshine Lady Foundation, com fundos que vieram da herança de Howard Buffett, ela já tinha ajudado milhares de vítimas de violência doméstica, pessoas com sérios problemas e famílias em crise. Junto com as cartas, ele enviou também 5 milhões de dólares para ajudar a financiar o trabalho de Doris. Ela contratou um grupo de mulheres com mais de 50 anos para ajudar a selecionar as cartas nas quais “a má sorte, e não as más escolhas”, tivera um papel importante, e nas quais somas relativamente pequenas poderiam ajudar a reerguer a pessoa. Geralmente davam conselhos aos jogadores, aos viciados em cartão de crédito e às pessoas que simplesmente não queriam trabalhar, mas nunca ajudaram aqueles que tinham outras formas de resolver seus problemas. E Doris nunca pagava tudo. “Não quero ser a mamãe deles”, dizia. Também fazia com que escrevessem cartas de agradecimento. Seu tipo de filantropia ensinava também gratidão e respeito.

LEGADO.


Nenhum grupo de acionistas na história sentiria tanta falta de seu CEO quanto os acionistas da Berkshire quando Buffett finalmente partisse. Ninguém havia pensado no CEO como um professor e um amigo da forma que os acionistas de Buffett pensavam. O homem que ganhara bilhões de dólares conquistara milhares de pessoas e tinha um relacionamento que parecia pessoal com incontáveis outras a quem ele nunca havia visto antes. Mas, estranhamente, não importava quantas cartas de admiradores Buffett recebia, nem quantos autógrafos assinava. Ele nunca compreendeu totalmente como era amado e admirado. Ficava animado com todas as cartas e pedidos de autógrafos como se fossem os primeiros.






Compre o livro, leia , aprenda ... 

VÍDEO DOCUMENTÁRIO WARREN BUFFETT


















segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

OS SEGREDOS DA GESTÃO ÁGIL POR TRÁS DAS EMPRESAS VALIOSAS.

Livro: OS SEGREDOS DA GESTÃO ÁGIL POR TRÁS DAS EMPRESAS VALIOSAS.
Autor: JOÃO KEPLER , THIAGO OLIVEIRA.
Quantidade de páginas : 190.
Resumo : Marcos Rogério.
Livro escrito em 12 capítulos,logo na introdução o autor explica o maior motivos de falência nas empresas : falta ou falha na gestão, ele justifica : 

" Podemos definir que a gestão está para o empreendedor como o esgoto está para o político. Calma Não se assuste. É que o político normalmente não gosta de investir no esgotamento sanitário porque ninguém về os efeitos que ficam debaixo da terra. Pontes e viadutos ganham mais votos,mas um esgoto malfeito pode trazer um monte de problemas. O mesmo pode ser dito sobre os alicerces de uma casa e, claro, sobre a gestão dentro de um empreendimento. Sem ela, tudo desmorona e, por mais que essa parte do negócio não traga o glamour das grandes obras, se você não investir nela, não conseguirá sobreviver nem quem dirá, crescer, escalonar. 

O que de fato impede a implementação de uma gestão bem-feita dentro da administração de uma empresa?
  • falta de disciplina dos líderes à frente dela e também dos próprios empreendedores, que acabam não colocando isso como prioridade. Sabe por quê? Simples, ser disciplinado é chato, cansativo e tem um retorno lento.
  •  Um hábito estruturado em estímulo.
CAPÍTULO 1.
A GESTÃO DE PESSOAS - SEU MAIOR ATIVO.

O autor mostra varias técnicas que o RH e os líderes devem seguir.

" Reforçar a Gestão de Pessoas traz resultados mais expressivos e um maior retorno financeiro, afinal, colaborador satisfeito produz mais e melhor.

É imprescindível que você defina, junto com o RH, qual a sua cultura organizacional. Ela é o DNA de um negócio, englobando valores, crenças e visão, aspectos que acabam por influenciar o modo como os colaboradores trabalham.

Para que a equipe permaneça alinhada...na  hora da contratação assegure-se que os novatos tenham um perfil que se encaixe com a organização, evitando desequilíbrios no ambiente de trabalho.

A  cultura de uma empresa é o jeito que ela utiliza para fazer as coisas  acontecerem.

Pense também em políticas para reter talentos. Elas  podem ser as mais variadas possíveis, mas uma das que sempre foi utilizada a resultados individuais e crescimento da organização.

O DESIGN ORGANIZACIONAL.

Outra coisa que pode ajudar, e muito, quando se trata de Gestão de Pessoas é o design organizacional, ou seja, o processo de desenhar, definir ou adaptar a estrutura de um empreendimento.

Essa metodologia consiste em traçar um esqueleto de acordo com as adaptações necessárias a fim de obter melhores resultados e solucionar problemas de gestão. A partir disso, é possível determinar os responsáveis por cada atividade, quem tem autoridade e os limites dela e o fluxo de informação, entre outros itens.

Com essas questões estabelecidas, pode-se partir para planejar os próximos movimentos em busca da eficiência administrativa, Para colocar em outras palavras: basta pensar que, sabendo o que cada um faz, fica mais fácil saber até onde é possível exigir daquele profissional, entendendo quem fica ocioso e quem está sobrecarregado.

Além disso, gestores também conseguem enxergar mais efetivamente o papel e a importância de cada um dentro da organização.

CAPÍTULO 2.
TRATANDO A INFORMAÇÃO - A GESTÃO DO CONHECIMENTO.

A gestão de conhecimento é fundamental para uma empresa, elaborar e manter atualizado os POPs ( padrões operacionais e manuais é uma caminho de reter e desenvolver este conhecimento. 

Neste capítulo o autor explica como :

Gestão do Conhecimento, ou GC. Na era da informação, é preciso um mecanismo capaz de gerir e filtrar todos os dados disponíveis, aproveitando a "boa informação", aquela de qualidade e confiável, e não deixando que ela se perca entre uma possível burocracia interna. É nisso que atua a GC, transformando o que era informação em conhecimento de fato,algo que possa ajudar a tornar mais eficientes seus processos.

Para entender esse conceito, precisamos primeiro estabelecer a diferença entre dado, informação e conhecimento.

Resumidamente, podemos definir os dados como registros soltos,códigos que isoladamente não carregam significado, enquanto a informação é o resultado do processamento e da estruturação deles.

Já o conhecimento é a informação aplicada; são as informações úteis obtidas por meio da aprendizagem e da experiência.

Contudo, a grande sacada aqui é entender que, para transformar informação em conhecimento, é preciso processá-la com histórias, bagagens, expertises, pessoas etc. É nisso que trabalha a Gestão do Conhecimento (ou Knowledge Management), que pode ser entendida como o conjunto de atividades que possibilita ao negócio criar, registrar, compartilhar, proteger e incorporar a produtos e serviços os conhecimentos mais importantes gerados dentro dele próprio.

O que a metodologia faz é estimular o registro, o compartilhamento e o armazenamento dessa espécie de "sabedoria organizacional". Na prática, significa identificar o que seus funcionários sabem a respeito de seu empreendimento e transformar isso em procedimentos para que ele não fique dependente de apenas de algumas pessoas.

Também podemos definir a Gestão do Conhecimento como o processo pelo qual é gerada riqueza a partir do conhecimento ou do capital intelectual de uma companhia. Isso acontece, citando apenas um aspecto, quando ela usa essa "informação aplicada" para criar valor para o cliente com processos mais eficientes e efetivos, gerando, inclusive, impactos nos resultados financeiros.

PONTOS FUNDAMENTAIS DA GESTÃO DO CONHECIMENTO.

Como dissemos, boa parte do conhecimento organizacional já está explicitado em informações distribuídas em documentos,procedimentos e políticas. Então, o primeiro passo é detectar os conhecimentos que seus colaboradores já detêm para, a partir daí, descobrir quais ainda precisarão ser desenvolvidos - inclusive caso alguém acabe deixando o negócio.

Outro ponto a ser mapeado é o que aqueles que estão ao seu lado já conhecem, mas ainda não conseguem utilizar completamente.

Mais um aspecto importante da Gestão de Conhecimento é a constatação de quais competências fundamentais são necessárias para o desenvolvimento interno. É a chamada "gestão de competências", por meio da qual é possível saber, por exemplo, quais treinamentos ainda são necessários para seus colaboradores. É importante, contudo, não confundir qualquer tipo de capacitação com a gestão de competências, que passa mais pela identificação do know-how imprescindível para o crescimento da empresa e para o melhor funcionamento dela.

Uma terceira forma de usar a GC é aprimorando a "aprendizagem empresarial", ou seja, desenvolvendo um ambiente em que a pesquisa sobre as práticas cotidianas, os processos da concorrência e como ela pode ser incorporada.

CAPÍTULO 3.
QUANDO TER UM PLANO DE NEGÓCIOS?

O capítulo, justifica a importância de um plano de negócios e detalha o CANVAS. Administrar um empresa ou gerência é uma tarefa hercúlea e neste contexto o autor ensina:

" Apenas com um bom direcionamento é possível focar as ações e superar os obstáculos que sempre surgem. E claro que o melhor, ou ideal, é que tudo isso seja pensado ainda na etapa de desenvolvimento do empreendimento, mas, caso não tenha sido feito, nunca é tarde para fazer seu Plano de Negócios, principalmente se você pretende agregar um novo produto ou serviço ao portfólio.

Por que é necessário?

Porque é esse conjunto de informações e análises que conecta todas as áreas, do financeiro ao comercial, que ajuda a determinar a viabilidade econômica e mercadológica da companhia, servindo como um guia para a gestão estratégica e auxiliando ainda na redução de riscos e incertezas e na identificação dos pontos fracos e fortes. Com uma margem de erro menor ao longo da jornada, fica mais fácil aumentar as chances de sucesso.

O MODELO CANVAS.

Além do Plano de Negócios, outra ferramenta de gestão estratégica muito conhecida e que pode ajudar na fase de planejamento é o Business Model Canvas. Enquanto o Plano de Negócios é um documento mais longo e detalhado, que não permite muita dinamicidade, o Canvas facilita seu entendimento e possibilita mais flexibilidade, podendo ser utilizado por empresas que estão começando ou passando por modificações em sua estrutura.

Um, entretanto, não é substituto do outro. O que estamos tratando agora é um mapa visual pré-formatado com um resumo dos principais pontos do planejamento. Visando à organização e à objetividade, o Canvas tem um conceito simples, que explica a forma como o empreendimento vai operar e gerar valor.
Ele é dividido em nove blocos:
  1. Proposta de Valor,
  2.  Segmento de Clientes, 
  3. Canais, 
  4. Relacionamento com Clientes, 
  5. Atividades Chave, 
  6. Recursos Principais,
  7. Parcerias Principais,
  8. Fontes de Receita,
  9. Estrutura de Custos.


1- Principais Atividades: As atividades necessárias para executar um modelo de negócio da empresa.
2 - Principais Recursos: Os recursos que são necessários para criar valor para o cliente.
3 - Rede de parceiros: As alianças de negócios que complementam os outros aspectos do modelo de negócio.
4 - Proposição de Valor: Os produtos e serviços oferecidos pelo negócio. Citando Osterwalder (2004), uma proposição de valor "é uma visão geral ... dos produtos e serviços que, juntos, representam valor para um segmento de clientes específico. Descreve a forma como a empresa se ​​diferencia dos seus concorrentes e é a razão pela qual os clientes compram de uma certa empresa e não de outra."
5 - Segmentos de clientes: o público-alvo para os produtos e serviços de uma empresa.
6 - Canais: O meio pelo qual uma empresa fornece produtos e serviços aos clientes. Isso inclui a estratégia de marketing e de distribuição de uma empresa.
7 - Relacionamento com o Cliente: A empresa estabelece ligações entre si e os seus diferentes segmentos de clientes. O processo de gestão de relacionamento com o cliente é chamado de customer relationship management (CRM).
8 - Estrutura de custos: As consequências monetárias dos meios utilizados no modelo de negócios.
9 - Fluxos de receita: A forma como a empresa ganha dinheiro através de uma variedade de fluxos de receitas. Rendimentos de uma empresa.

CAPÍTULO 4.
A INOVAÇÃO E O DESIGN THINKING.

Design Thinking, ou DT, esta na boca do povo e cada vez mais dentro das empresas. Pensado por Tim Brown, CEO de uma consultoria norte-americana,o DT nasceu no Vale do Silicio e é uma abordagem que traz conceitos do design para o mundo empresarial.

No DT, é necessário pensar nas pessoas não apenas como consumidores, mas também como seres
humanos num aspecto global.

O conceito propõe um mapeamento das experiências culturais e dos processos dos indivíduos envolvidos em um problema. Com o foco neles, a finalidade é entender quais são as necessidades não atendidas, compreendendo seus anseios e gerando novas concepções que podem melhorar a vida dos usuários de acordo com o que eles próprios querem. É essa identificação que facilita uma conexão mais profunda com os produtos ou serviços oferecidos por uma organização.

AS ETAPAS DO DT.
São quatro as etapas do DT .
  1. Imersão,
  2. Ideação, 
  3. Prototipação 
  4. Realização.
Elas ajudam a alicerçar o processo para que sejam alcançados os resultados esperados com a melhor execução possível. Tenha em mente que elas podem se repetir caso seja necessário fazer alguma melhoria ou seguir algum caminho não pensado inicialmente.

A finalidade da imersão?
Nada mais do que vivenciar de maneira intensa aquela oportunidade que está diante de você  e que, espera-se, esteja conectada a algum problema que foi levantado lá no início, durante a observação dos usuários.

E  a Ideação?
È a fase na qual será necessário soltar ainda mais a criatividade. Segundo o ideograma de Tim Brown, essa é a hora de deixar qualquer barreira de lado para pensar em coisas novas. Aqui valem brainstorming, desenhos, mapas mentais e tudo o mais que ajudar o cérebro a pensar lá na frente. Se outras técnicas são capazes de aguçar seu potencial criativo, é válido apostar nelas também.

A Prototipação...
È o estágio que transforma aquilo que era uma ideia em algo concreto. É uma versão simplificada do produto ou serviço, com a realização de ações rápidas que não envolvam grandes gastos de tempo ou dinheiro, visto que a fase é ainda de validação do que é proposto. O ponto central é que os protótipos,
sejam físicos ou digitais, permitam o teste de usabilidade a ser feito por clientes pré-selecionados pela empresa, os usuários alfa.

Realização.
Somente depois de tudo testado e aprovado que vem a realização, quando a mercadoria é colocada à disposição do mercado.



É necessário colocar as pessoas em primeiro lugar,entender seus desejos, sentimentos,desafios e claro, seu comportamento.

CAPÍTULO 5.
METODOLOGIAS ÁGEIS: LEAN STARTUP E AGILE.

O método Lean, que nasceu colocando toda essa ideia em cheque e, ao propor a adoção de processos menos arriscados em um negócio, vem ganhando espaço desde que foi criado, em 2008.

O  conceito de Lean - que pode ser traduzido como "enxuto", "magro" - envolve a identificação e a eliminação de desperdícios. Com diferentes técnicas para isso, a estratégia é focada em itens como
tempo, custos ou recursos e no que, dentre estes citados, pode estar sendo desperdiçado para a partir daí implementar melhorias.

Note que esses desperdícios podem estar em várias frentes, seja em um trabalho parcialmente concluído, no excesso de burocracia, na tomada de decisões de maneira lenta, no alto tempo de espera, nos defeitos em processos ou produtos ou até mesmo no fato de entregar mais que o cliente espera, o chamado gold plating.

A filosofia é baseada na Lean manufacturing, ou  "manufatura enxuta", a produção otimizada desenvolvida na década de 1980 por fabricantes de automóveis japoneses. Esse sistema enxerga gastos de recursos com outro objetivo que não a criação de valor para o cliente final como um desperdício, algo, portanto, a ser eliminado.

Agora, voltando ao método Lean startup, ele tem trés pilares principais:
  1. O primeiro é o de que tudo que o empreendedor possui a princípio é uma série de hipóteses a testar, Bons palpites que você precisa saber se vão dar certo ou não. 
  2. O segundo pilar: é preciso testar todas essas hipóteses por meio de uma abordagem chamada Desenvolvimento com Clientes- em inglês, Customer Development. Para isso, a companhia precisa conversar com potenciais compradores e parceiros para saber a opinião de todos eles a respeito dos elementos do modelo. 
  3. O terceiro e último dos pilares de uma startup enxuta é o Desenvolvimento Ágil, surgido na indústria de softwares e amigo íntimo do Customer Development. Por isso, não há espaço para perda de tempo ou de recursos, pois a mercadoria é desenvolvida para ser sempre incrementada, sendo facilmente adaptável.
Ou seja, na metodologia Lean, tudo gira em torno dos testes para a validação de hipóteses, da interação com o consumidor e da implementação de melhorias ao longo do processo, tudo feito antes do lançamento.

CAPÍTULO 6.
TRABALHANDO COM SQUADS.

Pode até parecer moda, já que hoje em dia quase toda startup tem os seus. São os esquadrões,as equipes multidisciplinares que vêm ganhando cada vez mais espaço por seu modo otimizado de trabalho.

Essa transformação, inspirada pelas chamadas práticas ágeis, tem como eixo central o redesenho do organograma. O conceito é simples: profissionais de diferentes áreas são agrupados em células multidisciplinares com um objetivo específico, colaborando juntos em determinado projeto, produto ou feature (recurso). Nesse modelo organizacional, eles têm autonomia para tomar decisões, contato direto com stakeholders,e se movem com agilidade. Tudo para tornar a empresa mais rápida, adaptável e eficiente.


O termo "squads" faz alusão ao conceito militar de esquadrões,pequenos grupos de soldados com diferentes especialidades, do comandante ao atirador de elite, do médico ao engenheiro. Por isso, não é difícil entender porque em muitos empreendimentos,essa metodologia vem sendo utilizada como um facilitador para escalar a agilidade e encontrar soluções de maneira mais rápida, visto que, em vez de cada setor trabalhar uma parte do problema ou do projeto, formam-se grupos compostos de um especialista de cada campo para trabalharem juntos.

A filosofia do squad prega a descentralização,a transparência, a adaptação e a evolução constante.

CAPÍTULO 7.
CUIDADO COM SEU DINHEIRO  - GESTÃO FINANCEIRA.

Não é segredo para ninguém que manter uma empresa viva no Brasil é tarefa difícil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 60% dos empreendimentos fecham as portas após cinco anos de abertura. Os motivos para isso podem ser vários,mas um dos mais comuns é a falta de uma gestão eficiente das finanças. Sem um planejamento financeiro adequado, de nada adiantam as pessoas certas, os produtos e os serviços inovadores, pois não há negócio que resista.

O fato é que nem todo empreendedor tem um bom conhecimento sobre a área financeira, aliás, isso pode ser dito sobre a maioria. Assuntos como fluxo de caixa, despesas, tributos e contabilidade por vezes acabam sendo deixados de lado, mas não deveriam.

Segue os conceitos básicos :
  • Cuidado com os custos: Esteja atento aos seus custos fixos variáveis. A manutenção de uma empresa requer gastos de diversas fontes e é preciso que eles estejam rastreados para que você saiba para onde vai o dinheiro, Os custos podem ser classificados em Custo dos Produtos Vendidos (CPV), Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) ou Custo dos Serviços Vendidos (CSV), enquanto as despesas variáveis mudam de acordo com a quantidade vendida, como comissões e impostos. 
  • Conheça sua margem de lucro: Com esses dados à disposição,você tem como conhecer melhor a margem de lucro, a porcentagem da receita que resta após a dedução de todos os custos, depreciação,juros, impostos e outras despesas ligadas aos produtos. Custos devidamente registrados mostram quanto o negócio está lucrando de fato, permitindo ainda uma análise do desempenho da carteira de produtos.
  • Calcule a margem de contribuição: A margem de contribuição é um dos indicativos financeiros mais importantes para um empreendimento e pode ser entendida como quanto o lucro da venda de cada produto contribui para que a empresa possa cobrir seus custos e suas despesas fixas e ainda assim gerar lucro. 
  • Controle seu fluxo de caixa: Esse é mais um passo importante rumo a uma melhor Gestão Financeira. Muitas companhias grandes acabam não tendo sucesso em registrar suas receitas e despesas de modo detalhado, algo que as startups, por terem uma estrutura menor, tendem a fazer de maneira mais satisfatória. São esses registros que devem ter todas as movimentações econômicas, com entradas e saídas de qualquer valor, que possibilitam conhecer o negócio por dentro e saber o rumo das finanças.



    Calcule o ponto de equilíbrio: 
    Também chamado de Break Even Point, o ponto de equilíbrio ou de ruptura é aquele em que o lucro da organização é zero, ou seja, quando os produtos vendidos pagam todos os custos e despesas fixas e variáveis, mas ainda não sobra nada para os sócios. É somente depois dele que o que é faturado se torna lucro. Mesmo sendo um indicador simples de ser calculado,ele oferece uma informação vital para a análise de viabilidade de um empreendimento ou de adequação dele em relação ao mercado. 

    Para chegar ao Break Even Point, basta somar as despesas fixas e variáveis para o período e dividi-las pelo volume de vendas. O resultado vai mostrar quanto é preciso vender.


    Sem um planejamento financeiro adequado, de nada adiantam as pessoas certas,os produtos e os serviços inovadores, pois não há negócio que resista.

    CAPÍTULO 8.
    A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE , DA CONTROLADORIA E DO COMPLIANCE. 

    Neste capítulo, é explicado sobre controle e como deve ser feito:

    Podemos resumir o controle interno cono uma função da gestão administrativa voltada a conferir o desempenho do empreendimento como um todo, englobando-se aí pessoas, setores e processos. Ou seja, na prática, consiste na criação de procedimentos e na padronização de ações a fim de assegurar que todos realizem uma função da mesma forma, sem dúvidas ou erros.

    A CONTROLADORIA.

    Todas essas tarefas do controle interno devem ser desempenhadas por uma controladoria, área da Ciência Contábil responsável pela orientação, pela inspeção e pelo registro dos atos da administração.

    Utilizando-se de uma visão multidisciplinar, ela é a responsável pela modelagem, pela construção e pela manutenção de sistemas de dados e modelos de gestão da organização, suprindo de maneira adequada a necessidade de informação dos gerentes e líderes. As funções contábil, gerencial-estratégica, de custos, tributária, de proteção, de auditoria e de controles de ativos e de risco e gestão da informação são típicas desse sistema.




    COMPLIANCE.

    Enquanto o controle interno tem como papel a padronização das ações e a identificação das oportunidades de aperfeiçoamento, a função do compliance é trabalhar no estabelecimento de regras,nos treinamentos, nos procedimentos rotineiros e na conscientização das normas. Acontece que as normas do compliance não são apenas para questões internas, mas também para as externas. E a governança corporativa de maneira mais direcionada.

    O termo vem do inglês to comply, que significa agir de acordo, respeitando instruções. Para isso, alguns componentes são fundamentais, a exemplo de auditoria, monitoramento e avaliação, treinamentos e comunicação interna. Eles servem para garantir uma cultura de conformidade e também para identificar a violação de regras e políticas de uma empresa, sobretudo porque, à medida que ela cresce, suas operações se tornam mais volumosas e isso pode vir a se tornar um problema.

    Apesar da explicação simples, sua aplicação é mais complexa do que parece. Para que opere adequadamente, é fundamental uma boa estrutura organizacional ou até um comitê, o que termina por fazer com que muitos empresários acreditem ser algo caro, condizente apenas com grandes corporações. Mas, mesmo que a implantação plena passe por um trabalho critico especializado, algumas atitudes podem ajudá-lo a desbravar esse caminho de maneira mais direcionada. Isso porque aplicar essa filosofia a todos os seus processos e produtos desde o início já é um grande auxílio e constrói uma visão de negócio mais segura.

    OUTROS INSTRUMENTOS QUE PODEM AJUDAR.

    Entre os instrumentos de administração e marketing podem ser citados os OKRS e o Design Thinking, metodologia já apresentado aqui.

    Vamos falar, então, sobre os OKRS, ou Objectives and Key Results (Objetivos e Resultados-Chave). Simples e adaptáveis, eles são focados nos objetivos e nas metas do empreendimento e trazem métricas que indicam se os resultados foram atingidos ou não. Longe de ser um pacote fechado, ainda
    previnem gastos desnecessários e economizam recursos.

    O ideal é que as metas sejam implementadas por etapas até que todos estejam confortáveis com o método. Definir OKRS trimestrais é uma boa maneira de incentivar o time e ir dando feedbacks conforme o passar do tempo, de modo que todos possam sugerir melhorias e ganhar pontos pelo esforço. Uma dica para esta etapa: comece pela equipe mais sênior e, aos poucos, dissemine em ciclos de aprendizagem.

    Como implantar os OKRS:

    1. Determine o grande objetivo da organização para o ano;
    2. Divida, para o próximo trimestre, os três objetivos mais
    importantes;
    3. Crie de três a cinco resultados-chave para os objetivos do
    trimestre;
    4. Mensure semanalmente os resultados-chave criados;
    5. Acompanhe mensalmente os resultados-chave da empresa;
    6. Ao final do trimestre, refaça os passos 2 e 3.

    CAPÍTULO 9.
    PRODUCT MARKET FIT.

    Neste capítulo, é explicado a importância dos indicadores chaves (KPIs).

    O termo Product Market Fit (PMF) pode ser traduzido livremente como uma regulagem de mercado. É um conceito que leva em consideração o ajuste do produto ou serviço as necessidades do cliente. Sendo assim, consiste em identificar até que ponto aquilo que você oferece é suficiente para suprir as
    demandas.

    Um conceito que pode ser entendido como a proposta de um modelo de negócio que envolve valor, segmentação de clientes,relacionamento e canais diretos. Tudo isso deve ser levado em consideração para que haja um encaixe perfeito e, logo, um bom retorno dos usuários. O termo foi cunhado por Marc Andreessen, fundador do Netscape e, atualmente, investidor no Vale do Silício, e, segundo ele, é fundamental "estar em um bom mercado com um produto que satisfaça a esse mercado".

    AS MÉTRICAS DO PMF - KPIS - ESCOLHENDO SEUS INDICADORES-CHAVE DE DESEMPENHO.

    Mas como saber se o seu negócio alcançou o Product Market Fit (PMF)? Algumas métricas podem ajudar a mensurar isso e uma delas é a chamada "regra dos 40%". Se pelo menos 40%dos clientes pesquisados afirmarem que ficariam "muito desapontados" se não tivessem mais acesso à sua mercadoria ou se 40% consideram sua solução "essencial", você está no caminho certo.

    KPIS.

    Se ainda não conhece os KPIS – do inglês Key Performance Indicator -, tenha em mente que eles são indicadores definidos por você próprio para acompanhar suas operações e ajudá--lo a chegar aos objetivos definidos. Ou seja, eles rastreiam e seguem o andamento de atividades e coletam dados relevantes para serem disponibilizados aos gestores, garantindo eficiência, eficácia e resultados positivos para o empreendimento.

    Trata-se dos KPIS, ou Indicadores-Chave de Desempenho, por meio dos quais é possível monitorar os processos que acontecem dentro da sua empresa. Com eles, você consegue descobrir o que está funcionando ou não no que diz respeito à gestão.

    COMO ESCOLHER SEUS KPIS.

    Agora que já explicamos o que são os KPIS, é importante que você saiba como escolher os seus. Isso vai depender das características da sua empresa, indo das ferramentas utilizadas na captação de informação até a pessoa ou o time que ficará responsável pela análise do que foi coletado.

    Para decidir quais deles utilizar na sua gestão, comece separando aqueles que possam trazer resultados significativos.

    O gestor precisa saber aonde quer chegar e quais são os passos necessários para ir até lá. Por isso, um dos grandes desafios construção de um KPI é a definição da meta a ser alcançada.

    Uma metodologia capaz de auxiliar é a SMART, ou Specific, Measurable, Attainable, Relevant e Time-bound- em português, específico, mensurável,atingível, relevante e "temporizável".

    Para utilizá-la, basta seguir as siglas e passar seus indicadores pelos seguintes filtros:

    S- Específico: faça com que seu objetivo seja claro; tenha foco;

    M-Mensurável: meça o progresso; avalie quais recursos serão utilizados e como poderá obter as informações para medir as metas;

    A- Atingível: trace metas possíveis; definir algo inalcançável pode desmotivar você e sua equipe;

    R-Relevante: garanta que elas estão alinhadas ao planejamento e à cultura organizacional;

    T-Temporizável: estabeleça um prazo para as metas serem atingidas, uma linha de chegada.

    CAPÍTULO 10.
    O TURNAROUND - COMO SAIR DA CRISE.

    Neste capítulo é mostrado o que fazer quando a empresa vai muito ruim ...

    Mesmo depois de todo o dever de casa feito, de todas essas dicas de gestão e ferramentas administrativas adotadas, o negócio ainda não vai como o planejado.

     Com o auxílio certo, uma nova visão e muito trabalho pela frente, ainda é possível dar a volta por cima e conseguir ter lucro novamente. É a "virada de jogo". Essa virada de jogo é justamente o turnaround, um termo em inglês utilizado internacionalmente na administração e popularizado nas décadas de 1970 e 1980.

    Na verdade, ele é todo um conceito de gestão estratégica capaz de fazer com que a corporação se levante novamente; afinal, quando ela apresenta sinais claros de crise, com grandes prejuízos, não basta enxugar o quadro e esperar pelo melhor. É preciso uma mudança de rumo bem mais acentuada.

    O turnaround pode ser definido de maneira objetiva e prática como o período entre o declínio no desempenho financeiro e a recuperação na performance empresarial e na renovação corporativa. É um meio para se chegar à reestruturação, com o crescimento e os lucros recuperados. Para isso, as transformações devem ser profundas, sem limites e muitas vezes sendo necessário mexer na missão e nos valores da empresa.

    Em boa parte dos casos, é preciso deixar de lado velhas concepções sobre o que o mercado espera e paradigmas equivocados de gestão.

    OS FATORES QUE LEVAM AO TURNAROUND.

    São muitos os sinais de que uma empresa precisa  ser reestruturada, O descumprimento das obrigações financeiras costuma ser o principal deles, uma dificuldade que pode ser causada por diferentes origens, internas e externas. As falhas interna são aquelas sobre as quais a gestão tem controle, como alto grau de endividamento ou até uma liderança ineficiente.

    Podemos citar ainda a falta de controle dos indicadores de desempenho e um planejamento financeiro que deixa a desejar como fatores críticos para a perda da competitividade. Combinados, eles podem afetar o negócio como um todo, levando a decisões erradas e deslizes no gerenciamento do orçamento,o que reduz a margem de lucro e aperta as contas. Falhas no projeto, com desperdício de tempo, de força de trabalho e de dinheiro.

    ESTRATÉGIAS PARA O TURNAROUND.

    Uma série de estratégias pode ser aplicada em um processo de reposicionamento organizacional, e a escolha delas depende tanto dos empreendedores quanto dos gestores de turnaround.

    Ainda assim, quatro delas são as mais conhecidas e costumam ser as mais utilizadas: redução de despesas, reposicionamento,substituição e renovação.

    Entre as ações previstas por elas:

    1. redução de custos;
    2. aumento dos investimentos em vendas,
    3. eficiência das receitas, 
    4. eficiência da produtividade;
    5. redefinição dos ativos; 
    6. desaceleração dos investimentos; 
    7. mudança de lideranças. 
    Atitudes como diversificação do portfólio de investimentos, busca por inovações,foco em alterações nas áreas funcionais e aumento do controle financeiro também são citadas. Redução de despesas: Engloba diversas ações de curto prazo a fim de reduzir perdas financeiras, estabilizar a empresa e trabalhar para solucionar os problemas que tenham gerado a crise. A ideia é reduzir custos e também o tamanho do negócio encolhendo-o por meio de estratégias previamente definidas-,evitando perdas financeiras e gerando a possibilidade de realocar recursos em atividades mais lucrativas.

    Estratégias para o turnaround.

    CAPÍTULO 11.
    A HORA DE SAIR E A HORA DE EXPANDIR O NEGÓCIO.

    O capítulo mostra a hora da verdade para uma empresa, Vender ou crescer...

    A verdade é que poucos são os que pensam nisso, mas,como empresário, é fundamental saber o momento certo para sair do negócio, que deve ser estratégico, não emocional. Isso porque, independentemente do tamanho de sua empresa, vendê-la no momento certo pode ser bem mais vantajoso do que parece,

    Não estamos falando aqui de se desfazer de um empreendimento fracassado, mas sim de um que opera a todo vapor. Pareceu estranho? Pois pense no jogador de futebol que pendura as chuteiras no auge da carreira.

    Vejamos os motivos em relação ao que foi dito acima:
    • se você espera muito, pode acabar se deparando com um período de recessão e um negócio que não vai vender no prazo em que talvez tenha necessidade. 
    • Já aqueles que vendem antes que a companhia esteja pronta podem terminar por trocar uma excelente ideia por alguns "trocados", saindo no prejuízo. 
    Por isso mesmo, é preciso analisar bem o momento certo para sair e alcançar o melhor resultado que você poderia ter. Observar alguns fatores pode ajudar nisso. O primeiro deles é a própria economia. Altos e baixos são algo completamente natural quando se fala nesse assunto e, após momentos de crise, ainda vêm os de recuperação antes que aconteça o boom novamente e tudo volte a se desenvolver.

    É quando tudo vai bem a hora certa de vender seu negócio. "Compre na baixa e venda na alta": o ditado do mercado financeiro vale também para o mundo empresarial.  Para vender é preciso SABER O VALOR DA EMPRESA - O VALUATION.

    COMO FAZER O VALUATION?

    O valuation pode ser entendido como um conjunto de métodos financeiros para determinar o valor justo de um negócio.É a ciência que serve para atribuir preço de mercado a uma empresa. Embora esse possa ser um estudo complexo, sua premissa é simples: o número será proporcional aos rendimentos futuros que a organização ainda é capaz de gerar. Explicando melhor: é quanto ela gerará de lucro - ou fluxo de caixa positivo - durante sua existência. O valuation pode ser feito por diversas metodologias:

    Fluxo de Caixa Descontado: Também chamado de DFC (Discounted Cash Flow), esse é o método mais utilizado em todo o mundo. Ele consiste na projeção dos fluxos de caixa futuros de uma empresa e na aplicação de uma taxa de desconto para trazê-los ao valor presente. Como os fluxos de caixa positivo perdem valor ao longo do tempo, há a necessidade de calcular uma taxa de desconto à medida que o tempo avance.

    Esse método é composto por três etapas:
    1. Estimar o fluxo de caixa (montante recebido menos o montante gasto) da empresa para os próximos períodos.
    2. Definir a taxa de desconto, baseando-se no risco da empresa de acordo com outras oportunidades de investimento,como a bolsa ou a poupança.
    3. Trazer os resultados para o valor presente e somá-los.

    - Múltiplos de mercado: Essa técnica se baseia em encontrar indicadores de empresas do mesmo setor e relacionar ao seu valor de mercado. Normalmente, é utilizado o faturamento ou o lucro,com a ressalva de que negócios em etapas diferentes tem também rentabilidades diferentes.

    Como fazer valuation.

    QUANDO EXPANDIR.

    Contudo, se por enquanto você não pensa em deixar seu negócio de lado, mas sim em expandi-to, saiba que isso requer o mesmo grau de análises e planejamentos. É preciso colocar os pés no chão, os números na mesa e avaliar as possibilidades-inclusive o capital necessário para ir à frente com esses
    investimentos.

    O primeiro passo é saber se realmente chegou a hora certa e para não correr o risco de fracassar é importante refletir sobre o tema. Antes de tomar qualquer decisão, responda algumas perguntas e seja o mais imparcial possível nas respostas de acordo com o cenário real. Isso porque, quando se deseja muito uma coisa, no caso aqui, crescer, é comum não "ver" o que não se quer.  Para isso precisa de uma plano de expansão.

    A NECESSIDADE DE UM PLANO DE EXPANSÃO.

    Para buscar essas formas de crescimento, é interessante você pense em montar um Plano de Expansão Empresarial para analisar a fundo todos os aspectos envolvidos nessas transações. Caso a transação seja mal planejada, o negócio corre o risco de perder o foco, levando a uma queda na qualidade dos produtos e serviços e, consequentemente, ao aumento nas reclamações dos clientes. O maior risco é que a concorrência acabe abocanhando seu mercado ao fisgar os insatisfeitos.

    Diante disso o plano vai pensar na viabilidade do investimento e mapear toda a situação institucional. Dentre algumas opções de metodologias existentes no mercado, as mais utilizadas são a estruturação de uma Matriz SWOT, que ajudará a enxergar o que há de favorável e desfavorável nessa situação, e em seguida, o uso do 5W2H para a implementação.




    CAPÍTULO 12.
    FERRAMENTAS PARA AJUDAR NA GESTÃO.

    O autor , informar a importância do uso da tecnologia, é um capítulo para ser colocado em pratica, muito mais do que os outros.

    Como sempre dizemos e ficou claro em todo este livro, a tecnologia é fundamental para que ocorram transformações em uma organização. 

    Porém, romper barreiras culturais é mais importante. Verifique o seu tipo mais adequado de cultura para o atual ambiente de negócios. 

    Nesse sentido, antes de lhe apresentar as ferramentas digitais essenciais em cada área para implantar tudo o que explicamos neste livro, trazemos mais uma provocação:

    Por que não fazer o básico primeiro? Existe uma frase em inglês: DO THE SIMPLE THING FIRST (Faça a coisa mais simples primeiro).

    Pois bem, exatamente por isso, antes de elencar as ferramentas digitais mais atuais para ajudar na Gestão, trazemos o exemplo e o modelo simples do DIÁRIO DE BORDO.

    O Diário de Bordo.
    È um documento impresso criado para o controle das atividades e dos seus supostos problemas em decorrência delas. Apesar de o conceito ter surgido e estar relacionado às atividades náuticas, foi disseminado para a aviação e,em seguida, para quase todo tipo de empreendimento.

    Nas empresas, o Diário de Bordo permite que a liderança tenha conhecimento de todas as adversidades ocorridas. Com esse registro, fica muito mais fácil encontrar os responsáveis por elas
    e identificar o que aconteceu para que surgissem. Implantá-lo não requer grandes tecnologias ou profissionais específicos.

    Incie elaborando um formulário de troca de turno, se possui turno,ou de encerramento do dia, se trabalha em horário comercial. A sugestão é que seja feito um por área, para que a organização e
    o preenchimento sejam mais fáceis.

    EXEMPLO DE DIÁRIO DE BORDO.


    Modelo de DIÁRIO DE BORDO.

    Com este capítulo finalizamos o resumo do livro. Compre e coloque em pratica .Como visto, foram conceitos simples, mas muito focadas em resultados.

    MODELO DE DIÁRIO DE BORDO PARA BAIXAR

    segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

    Aço a indústria base da humanidade.





    BRASÍLIA 2017 A INDÚSTRIA DO AÇO NO BRASIL A INDÚSTRIA DO AÇO NO BRASIL 

    APRESENTAÇÃO O Instituto Aço Brasil nasceu em 1963, com o objetivo de fomentar a competitividade da indústria brasileira do aço. Ao longo desses anos, o Instituto sempre esteve comprometido com o desenvolvimento sustentável do país e com as demandas da sociedade. Suas ações sempre foram em prol da sustentabilidade, baseadas nos pilares econômico, social e ambiental. Tendo como associadas 14 empresas, o Aço Brasil tem entre suas principais funções a realização de estudos e pesquisas relacionados à produção, equipamentos e tecnologia, matéria-prima e energia, meio ambiente, tendências de mercado, novas aplicações do aço e relações industriais. Cabe à entidade também coletar dados, preparar e divulgar estatísticas do setor, coordenar a normalização de produtos siderúrgicos, desenvolver programas e políticas de apoio à indústria do aço, além de atuar como representante de suas associadas na relação com órgãos e entidades públicas e privadas no país e no exterior. 

    Parque Produtor Fonte: Aço Brasil. O parque produtor de aço no Brasil é constituído por 30 usinas (15 integradas e 15 semi-integradas). A capacidade instalada atual da indústria é de 50,3 milhões de toneladas de aço bruto por ano. 

    O processo de produção do aço é intensivo em relação ao consumo de algumas matérias-primas e insumos, mas, a partir da segunda metade do século passado, foram obtidos significativos avanços no desenvolvimento de tecnologias que permitiram aumentar a eficiência energética, a redução do consumo específico de matérias-primas, o reaproveitamento dos gases e resíduos do processo e a maximização da recirculação da água.

    A adoção do conceito de economia circular no setor vem possibilitando o reuso inteligente e eficaz de matéria-prima, insumos e resíduos. No mundo, cerca de 70% da produção de aço é obtida via rota integrada a coque, sendo o percentual restante produzido pela rota semi-integrada. No Brasil, 78% do aço provém da rota integrada e 21% da semi-integrada, cabendo destacar que cerca de 11% da produção de aço pela rota integrada usa carvão vegetal em substituição ao coque (carvão mineral). 

    As empresas dispõem de estações de tratamento da água e dos efluentes que permitem o seu reaproveitamento na unidade de produção original ou sua alocação em outra unidade. Preocupadas com o risco de escassez de recursos hídricos, nos últimos anos, em especial a partir de 2014, as associadas realizaram ações para aumentar a eficiência no uso da água, como a adoção de programas de treinamento/sensibilização de colaboradores, o uso de água de chuva, a adequação dos sistemas de tratamento de efluentes para reutilização posterior desse efluente e a viabilização de novas alternativas de reuso de água. 

    Energia A matriz energética da indústria do aço sofreu pequena alteração nos últimos anos. Em 2015, a participação do carvão mineral/coque, principal insumo energético do setor, decresceu 1,3% na matriz energética, em comparação ao ano imediatamente anterior, reflexo do aumento do consumo dos derivados de petróleo. 

     A INDÚSTRIA DO AÇO NO BRASIL 

    A seguir, apresentam-se dois estudos de casos de inovações recentemente realizados pela indústria de aço brasileira. Nova linha de aços elétricos A nova linha de aços elétricos especiais, conhecida como GoCore, lançada recentemente pela Aperam South America, reúne os aços GO (grãos orientados) e HGO (grão superorientado de maior permeabilidade), de alta eficiência energética para aplicações em transformadores de geração e distribuição.

    Mais nobre, de alta eficiência energética, o novo aço HGO possui aplicação em transformadores elétricos de geração e distribuição, o que resultará em equipamentos e menores e mais eficientes. A redução do tamanho dos transformadores facilitará o armazenamento, o transporte, além de diminuir a quantidade de insumos usados na sua produção e manutenção. A empresa investiu aproximadamente 19 milhões de dólares entre pesquisas e implementação da linha de produção. Polo Robótico O Polo Robótico da Gerdau, recém inaugurado, localizado na unidade de São José dos Campos – SP, irá estimular uso de tecnologias robóticas para processos industriais e oferecerá também capacitação técnica para a comunidade. 

    A iniciativa, desenvolvida em parceria com a empresa ENTEV Integração Robótica e Yaskawa Motoman Robotics, teve investimento de R$ 500 mil e possibilitará a automatização de processos industriais da Gerdau, o que irá contribuir para a produtividade e a segurança do dia a dia das operações da empresa. Além disso, o espaço conta com uma área para capacitação de colaboradores e para a comunidade - universitários ou interessados pelo tema - podendo receber até 600 alunos por semana. 

    PRÁTICAS EMPRESARIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 

    sustentabilidade. O Aço Brasil foi um dos pioneiros na publicação de relatório setorial relacionado à sustentabilidade.  Iniciativas de certificação e autoregulação desenvolvidas pelo setor Sistemas de gestão ambiental Em 2016, as empresas responsáveis pela produção de 81% do aço bruto já dispunham da certificação ISO 14001, o que demonstra o comprometimento do setor com a prevenção da poluição e melhorias contínuas. No caso da ISO 9001, as empresas responsáveis pela produção de 87% do aço bruto, em 2015, e 100%, em 2016, já dispunham da certificação, atestando de reconhecimento nacional e internacional os sistemas de gestão da qualidade das empresas. 

    Já a OHSAS 18001, foi adotada pelas empresas responsáveis pela produção de 46% do aço bruto em 2016. Em 2015, o percentual era de 38%, e o ritmo de procura pela certificação continua a crescer. Rotulagem ambiental As empresas do setor são signatárias de diversos pactos e iniciativas voluntárias da sociedade e da comunidade empresarial relacionadas com o desenvolvimento sustentável. O setor produtor de aço deu um importante passo não só voltado à melhoria contínua da qualidade, mas também sob o ponto de vista da responsabilidade socioambiental, ao buscar o selo ambiental para seus produtos.

    Esse tipo de selo resulta da aplicação de sistema de avaliação do desempenho ambiental de produtos. Tanto a ABNT como o IFBQ (Instituto Falcão Bauer de Qualidade) foram acreditados pelo Inmetro para fazerem a certificação ambiental de produtos siderúrgicos.

    PRÁTICAS EMPRESARIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL normalização do seu uso e apoiar o desenvolvimento e divulgação de novos processos e tecnologias. Desta forma, os coprodutos poderão ser crescentemente utilizados na construção civil, passando pelos transportes, e também na agricultura, como corretivos e micronutrientes de solos, tornando-se matéria-prima para as indústrias, como, por exemplo, a escória de alto forno, que vem quase totalmente destinada à fabricação de cimentos, substituindo o clínquer e reduzindo, com isso, não só a extração do calcário, um recurso natural não renovável como a emissão dos gases de efeito estufa na produção de cimento. 

    DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA O SETOR NO CAMINHO DA SUSTENTABILIDADE.

    Principais tendências internacionais para o setor no marco da sustentabilidade Com base em relatórios que apontam o esgotamento dos recursos naturais do planeta, e devido à maior exigência da população em relação à qualidade de vida, prevê-se que as normas e regulamentos relacionados à proteção ambiental serão cada vez mais restritivas. Há ainda uma crescente influência da sociedade organizada na definição de convenções e acordos internacionais e legislações relacionadas ao meio ambiente. Dessa forma, as questões socioambientais, pouco consideradas no processo de tomada decisão no passado recente, possuem, atualmente, grande peso no estabelecimento de políticas públicas e na definição de investimentos públicos e privados. A questão ambiental também vem ganhando crescente importância na geopolítica mundial e no comércio internacional. Diversas convenções internacionais foram acordadas nos últimos anos (Mudança do Clima, Biodiversidade, Movimento Transfronteiriço de Resíduos, Poluentes Orgânicos Persistentes etc.) e, de um modo geral, tem sido questionada a sua implementação, já que podem propiciar barreiras ao comércio e afetar países menos desenvolvidos, carentes de tecnologias e de recursos financeiros. Acordos e Convenções internacionais se defrontam com a dificuldade de convergir visões e interesses dos países envolvidos e também de conciliar e balancear aspectos econômicos, sociais e ambientais. Especificamente em relação à mudança do clima, reduzir as emissões de gases de efeito estufa é um desafio.

    A INDÚSTRIA DO AÇO NO BRASIL

    A busca por uma sociedade futura de baixa emissão de carbono deve contar com a participação de todos os setores da economia e observar a melhor relação benefício x custo. Transferência de tecnologia, instrumentos de gerenciamento de riscos climáticos e financiamento devem fazer parte de qualquer politica de implantação das Contribuições Nacionalmente Determinadas - NDC. 

    Principais desafios para a sustentabilidade da indústria do aço no marco do desenvolvimento sustentável A indústria do aço é global, com extensa cadeia de setores consumidores. Hoje, cerca de 1,6 bilhões de toneladas de aço são consumidas anualmente no mundo. 

    O aço é usado em uma grande variedade de propósitos – desde produção de cercas, portões, utensílios de cozinha, até usos mais especializados como a construção civil, máquinas e equipamentos e veículos. É um produto importante para a vida humana no seu dia a dia, mesmo que nem sempre possa ser visto, por estar atrás de uma pintura ou da fachada de um edifício, ou ainda no subsolo levando água para a população ou na perfuração de poços para extração de petróleo. 

    A indústria do aço é vital para a manutenção da sustentabilidade da sociedade moderna, pois a população mundial vai continuar aumentando, e os países terão que continuar seu processo de desenvolvimento, necessitando de mais aço para atender a este crescimento. Estima-se que mais 1,5 bilhão de pessoas estarão vivendo em cidades até 2030. Isso exigirá mais infraestrutura, moradias, sistemas de transporte público e aumento da produção de alimentos. 

    DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA O SETOR NO CAMINHO DA SUSTENTABILIDADE.

    A intensificação e ampliação de medidas/ tecnologias mais eficientes em termos energéticos requerem políticas industriais específicas e linhas de financiamento a juros compatíveis com os existentes em outros países.

     • Inovações Tecnológicas Os investimentos do setor siderúrgico em P&D concentram-se no desenvolvimento de novos produtos e coprodutos, bem como no aperfeiçoamento de seus processos operacionais. O objetivo é inovar para potencializar a produtividade, com a redução de custos pelo uso racional de recursos naturais e, principalmente, com a minimização de impactos ambientais. O setor trabalha continuamente em busca de inovações de caráter preventivo em seus processos de produção, a fim de melhorar a composição de insumos, substituindo insumos não renováveis por outros com menor nível de emissão de CO2, além de priorizar a utilização de tecnologias limpas. As inovações tecnológicas podem ser incrementais ou disruptivas, responsáveis, respectivamente, por melhorias pontuais ou pela completa reconfiguração da indústria. Inovações tecnológicas incrementais Uso dos coprodutos da indústria do aço A produção de aço resulta na geração de coprodutos que podem reduzir as emissões de CO2 , substituindo os recursos naturais em outras indústrias. Como exemplo, pode-se citar a escória de alto forno em substituição ao clínquer, que economiza energia e reduz as emissões de CO2 na produção de cimento. Igualmente, as escórias de aciaria, quando utilizadas na construção civil, possuem vantagens ambientais ao substituir recursos naturais não renováveis, como brita e argila, na pavimentação de vias. 

    • Inovações tecnológicas disruptivas Devido às características do principal processo de produção do aço, onde a maior fonte de carbono – o carvão mineral – é usado como agente de redução do minério de ferro, sem alternativa de mudança tecnológica nos próximos 20 anos, as ações para redução das emissões de CO2 têm caráter marginal e se caracterizam por melhorias operacionais no processo e no transporte de matérias primas e produtos, maior eficiência energética e reciclagem dos resíduos. As usinas integradas no Brasil produzem 75% da produção de aço, portanto inovações relacionadas a esta rota tecnológica possibilitarão maior potencial de mitigação das emissões da indústria do aço. Como já mencionado anteriormente, ao longo de um período de 30 anos, a indústria siderúrgica reduziu o seu consumo de energia por tonelada de aço produzido em 50%. No entanto, devido a esta significativa melhoria na eficiência energética, estima-se que há pouco espaço para melhorias futuras com base na tecnologia existente. Manter no nível atual ou reduzir ainda mais as emissões globais de CO2 depende do desenvolvimento e introdução de novas tecnologias radicais de produção de aço com uma menor pegada de carbono.


    Entenda como funciona uma turbina eólica.

    ENTENDA O FUNCIONAMENTO DE UMA TURBINA EÓLICA. 



    VÍDEO Entenda como funciona uma turbina eólica.

    Denomina-se energia eólica a energia cinética contida nas massas de ar em movimento (vento). 

    Seu aproveitamento ocorre por meio da conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação, com o emprego de turbinas eólicas, também denominadas aerogeradores, para a geração de eletricidade, ou cataventos (e moinhos), para trabalhos mecânicos como bombeamento d’água. 

    Assim como a energia hidráulica, a energia eólica é utilizada há milhares de anos com as mesmas finalidades, a saber: bombeamento de água, moagem de grãos e outras aplicações que envolvem energia mecânica. Para a geração de eletricidade, as primeiras tentativas surgiram no final do século XIX, mas somente um século depois, com a crise internacional do petróleo (década de 1970), é que houve interesse e investimentos suficientes para viabilizar o desenvolvimento e aplicação de equipamentos em escala comercial. 

    A primeira turbina eólica comercial ligada à rede elétrica pública foi instalada em 1976, na Dinamarca. Atualmente, existem mais de 30 mil turbinas eólicas em operação no mundo. 

    Em 1991, a Associação Européia de Energia Eólica estabeleceu como metas a instalação de 4.000 MW de energia eólica na Europa até o ano 2000 e 11.500 MW até o ano 2005. Essas e outras metas estão sendo cumpridas muito antes do esperado (4.000 MW em 1996, 11.500 MW em 2001). As metas atuais são de 40.000 MW na Europa até 2010. Nos Estados Unidos, o parque eólico existente é da ordem de 4.600 MW instalados e com um crescimento anual em torno de 10%. 

    Estima-se que em 2020 o mundo terá 12% da energia gerada pelo vento, com uma capacidade instalada de mais de 1.200GW (WINDPOWER; EWEA; GREENPEACE, 2003; WIND FORCE, 2003). 


    A avaliação do potencial eólico de uma região requer trabalhos sistemáticos de coleta e análise de dados sobre a velocidade e o regime de ventos. Geralmente, uma avaliação rigorosa requer levantamentos específicos, mas dados coletados em aeroportos, estações meteorológicas e outras aplicações similares podem fornecer uma primeira estimativa do potencial bruto ou teórico de aproveitamento da energia eólica. 

    Para que a energia eólica seja considerada tecnicamente aproveitável, é necessário que sua densidade seja maior ou igual a 500 W/m2 , a uma altura de 50 m, o que requer uma velocidade mínima do vento de 7 a 8 m/s (GRUBB; MEYER, 1993). 

    Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, em apenas 13% da superfície terrestre o vento apresenta velocidade média igual ou superior a 7 m/s, a uma altura de 50 m. Essa proporção varia muito entre regiões e continentes, chegando a 32% na Europa Ocidental, como indicado na Tabela 6.1. Mesmo assim, estima-se que o potencial eólico bruto mundial seja da ordem de 500.000 TWh por ano. Devido, porém, a restrições socioambientais(18), apenas 53.000 TWh (cerca de 10%) são considerados tecnicamente aproveitáveis (Tabela 6.2). Ainda assim, esse potencial líquido corresponde a cerca de quatro vezes o consumo mundial de eletricidade. 



    No Brasil, os primeiros anemógrafos computadorizados e sensores especiais para energia eólica foram instalados no Ceará e em Fernando de Noronha (PE), no início dos anos 1990. Os resultados dessas medições possibilitaram a determinação do potencial eólico local e a instalação das primeiras turbinas eólica no Brasil.

    Usinas Eólicas em Operação Usina Potência (kW) 





    Referencias:

    • Aerodinâmica das turbinas eólicas: arrasto". Associação Dinamarquesa da Indústria Eólica. http://www.windpower.org/en/tour/wtrb/drag.htm 
    • Airtricity (Aerotricidade) http://www.airtricity.com/america/ 
    • "Relatório anti-fazenda eólica rejeitado." BBC News. 26 de fevereiro de 2005. http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/4300723.stm
    •  Arvizu, Dan, Ph.D. "Eletricidade Renovável: Equilibrada para fazer uma diferença." Power Engineering. Maio de 2006. http://pepei.pennnet.com/Articles/Article_Display.cfm? Section=ARTCLandARTICLE_ID=255997andVERSION_NUM=2andp=6 
    • Comprando energia eólica no mercado de varejo". Associação Americana de Energia Eólica. http://www.awea.org/pubs/factsheets/BuyingWindRetail.pdf 
    • Associação Dinamarquesa da Indústria Eólica http://www.windpower.org/en/tour/wtrb/rotor.htm 
    • "Geração Distribuída de Energia". Solarbuzz.com. http://www.solarbuzz.com/DistributedGeneration.htm 
    • "A Economia da Energia Eólica". Associação Americana de Energia Eólica. http://www.awea.org/pubs/factsheets/EconomicsOfWind-Feb2005.pdf 
    • "Comparação de Taxas de Eletricidade por Estado." Web Site Oficial do Governo do Estado de Nebraska. http://www.neo.state.ne.us/statshtml/115.htm Estill, Glen. 
    • "A solução de US$ 0,03." Wind Blog (Blog do Vento). http://www.biofuels.coop/windblog/?p=10 
    • Gangemi, Jeffrey. "Vendendo energia de volta à rede." BusinessWeek Online. 6 de julho de 2006. http://www.businessweek.com/smallbiz/content/jul2006/sb20060706_167332.htm 
    • "As perguntas mais freqüentes sobre energia eólica." Associação Americana de Energia Eólica. http://www.awea.org/pubs/documents/FAQ2002%20-%20web.PDF 
    • "Padrões do portfolio de nível estadual da energia renovável (RPS)." Associação Americana de Energia Eólica. http://www.awea.org/pubs/factsheets/0509-
    • RPS_Progresses_in_States.pdf "Energia eólica: um recurso desencadeado." Associação Americana de Energia Eólica. http://www.awea.org/pubs/factsheets/Wind_Energy_An_Untapped_Resource.pdf 
    • "Energia eólica e vida selvagem: Perguntas Mais Freqüentes." Associação Americana de Energia Eólica. http://www.awea.org/pubs/factsheets/050629_Wind_Wildlife_FAQ.pdf
    •  "Energia eólica: Como ela funciona?" Associação Americana de Energia Eólica.
    • http://www.awea.org/pubs/factsheets/Wind_Energy_How_does_it_Work.pdf "Tecnologias de energia eólica." Departamento de Energia dos EUA.
    •  http://www.eere.energy.gov/RE/wind_technologies.html "Energia eólica: O combustível do futuro está pronto hoje." 
    • Associação Americana de Energia Eólica. http://www.awea.org/pubs/factsheets/wetoday.pdf 
    • "Energia eólica hoje." Associação Americana de Energia Eólica. http://www.awea.org/pubs/factsheets/WindPowerTodayFinal.pdf 
    • "Extensão do PTC ao vento instigará desenvolvimento, principalmente para projetos bem avançados." CWEB.106/29 de outubro de 2004 http://www.newsdata.com/enernet/conweb/conweb106.html#cw106-5








    segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

    DOCUMENTÁRIOS IMPORTANTES

    DOCUMENTÁRIOS IMPORTANTES.


    Documentários importantes , são coletâneas de documentários em vídeo, sempre de temas muito essenciais  para a  humanidade e de veículos importantes como nat.geografica, History, BBC,Discovery, etc...

    São documentários que ira mudar a maneira de como você enxerga o mundo.     


    SCHINDLER - A HISTÓRIA VERÍDICA.

    TEORIA DAS CORDAS - A UNIFICAÇÃO.

    A HISTÓRIA DA TERRA

    A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL VISTA DO ESPAÇO.

    O CONTINENTE EUROPEU : A FORMAÇÃO.

    O PASSADO CATASTRÓFICO DA TERRA.

    O UNIVERSO, DEUS E O UNIVERSO.

    COMO AS DOUTRINAS DOMINAM OS PENSAMENTOS - NAZISMO.